Como encontrar o seu antigo vizinho

Em vez de negociar no seu telefone antigo, transforme-o em algo legal que você usará todos os dias. Você pode vender ou trocar o seu telefone antigo, mas se você o segurar, pode dar a ele uma nova vida, transformando-o em algo que você realmente deseja usar. Que significa sonhar com vizinho antigo? Significado de vizinho antigo na resultados da pesquisa:. Dicionário dos Sonhos - interpretação de sonhos com vizinho antigo. & significado dos sonhos com vizinho antigo.Cerca de 29 resultados em dicionário de sonhos, onde você pode encontrar o símbolo, você está procurando. Que significa sonhar com vizinho antigo? Significado de vizinho antigo na resultados da pesquisa:. Dicionário dos Sonhos - interpretação de sonhos com vizinho antigo. & significado dos sonhos com vizinho antigo.Cerca de 83 resultados em dicionário de sonhos, onde você pode encontrar o símbolo, você está procurando. Pegue o telefone. Pode ser desconfortável, mas às vezes a melhor maneira de encontrar alguém é através da rede de contatos. Seja qual for a informação mais recente, ligue para os amigos do procurado. O chefe, um antigo namorado ou um vizinho, qualquer um. Ligue! É melhor do que tentar pessoalmente. Como Encontrar o Proprietário de um Imóvel. Não importa se precisa encontrar os proprietários de um terreno que precisa de limpeza, ou se quer fazer uma oferta pela casa de seus sonhos, mas que não está à venda, localizar o nome dos... Você pode dar um computador antigo para uma escola local, uma igreja e até mesmo o seu vizinho que precisa mais. Antes de doar garantir que eles estão funcionando e em bom estado. Não há necessidade de doar um eletrônico com defeito. É sempre melhor para manter os componentes eletrônicos em uso ao invés de jogar fora a eletrônica e ... Como Matar Seu Vizinho Jogo. Todos os como matar seu vizinho são livres para jogar. Há sempre um jogo divertido para você. Nós publicamos os melhores jogos infantis, jogos grátis e jogos on-line sobre os nossos jogos e jogar ilha quadrado. EuJogo.com.br tem a melhor coleção de jogos de como matar seu vizinho de Portugal e do Brasil!

Minha perspectiva em favor a Renda Basica Universal.

2020.05.05 11:54 ThorDansLaCroix Minha perspectiva em favor a Renda Basica Universal.

Antes de tudo eu quero dizer (aparentemente tenho que dizer) que minhas opiniões, deduções e informacoes nao sao levadas como absolutistas por mim. Caso contrário eu não estaria perdendo tempo apresentando e conversando com pessoas com perspectivas diferentes e divergentes. Dito isso:
Enquanto a maioria dos apoiadores mais eloquente do capitalismo dizem que a Renda Básica é socialismo (ou seja, dizem ser contra), a sociedade sempre emergiu ao protocapitalismo, liberdade, conhecimento, democracia e desenvolvimento quando a riqueza foi distribuída "gratuitamente" à população.
Eu vou citar alguns exemplos que tenho e então vcs me corrigem se tiverem algo para enriquecer o debate.
A China, o maior império asiático no passado, era uma sociedade que desenvolveu grandes tecnologias para sua época, comércio, indústrias, arquitetura e uma de suas principais características era o fato de as pessoas receberem terra (e sementes quando havia desastres naturais). Obviamente o governo saia ganhando pq no lugar de deixar uma pessoa pobre, improdutiva pedindo esmolas na rua e provavelmente cometendo crimes, dando o acesso a terra a pessoa ou família não só passa a ser produtiva para a sociedade mas também paga impostos.
Agora, vamos para a Grécia:
"A maior objeção dos oponentes da Renda Básica Universal é com argumento que as pessoas são intrinsecamente preguiçosas e desonradas. Dizem que quando o dinheiro é distribuído de graça, todos ficam sentados e param de trabalhar até o colapso do sistema. [...] acontece que a Grécia Antiga é um exemplo fantástico do que acontece em uma sociedade que dotou seus membros de abundância e direito. [...]
No mundo pré-moderno de uma típica cidade-estado grega, a terra era o recurso mais importante, a chave para o sustento e a segurança. A maioria das cidades-estados gregas distribuiu terras para a população de maneira a apoiar o maior número possível de famílias independentes e autossustentáveis. A democracia ateniense, que se destacava por seus extensos programas sociais, fornecia subsídios para jogos, teatro e grãos para tornar a vida mais agradável e digna. Essa vida "agradável", no entanto, não gerou um bastião de indivíduos preguiçosos que estavam inclinados a fazer o mínimo possível.
Uma das características mais marcantes da Grécia antiga é o alto nível de ação voluntária e auto-organizada. A típica cidade-estado grega não mantinha um exército ou burocracia profissional. Os cidadãos, além de administrar os assuntos locais em suas aldeias e bairros, também lutaram em batalhas e administraram o governo sem incentivo financeiro ou desespero (o pagamento de subsídios para hoplites e jurados foi introduzido em Atenas apenas para aumentar a participação dos pobres). Em Atenas, onde as pessoas tinham muita liberdade para fazer o que desejavam, a filosofia e as artes floresceram, deixando-nos uma coleção inestimável dos clássicos. De fato, temos boas evidências de um velho em particular que passava muitos dias conversando com amigos e transeuntes, em vez de provar seu valor trabalhando duro e incessantemente em seu trabalho. Caso você queira saber o nome desse "parasita", era Sócrates.
Sob um sistema que reduzia a escassez e a concorrência e aumentava a abundância e o lazer, os gregos não se tornavam apáticos e ambiciosos. Pelo contrário, nenhuma outra pessoa era tão competitiva e gostava de excelência quanto os gregos. A diferença é que, uma vez que não precisavam mais se preocupar com as necessidades básicas, canalizavam a maior parte de sua energia em competições de atletismo, criatividade e serviço público. Essas competições agonísticas de atividades não materiais enriquecem e reúnem a comunidade em vez de estabelecer "perdedores" para punição ".
https://economic-historian.com/2019/04/the-time-for-universal-basic-income-has-come/
Uma coisa que falta na citação acima é a questão da sociedade grega (pelo menos entre as famílias mais ricas) eram os escravos que faziam o trabalho quem não queriam fazer, e esse eh um dos principais motivos dos cidadãos terem tanto tempo sobrando. Mas eu volto a essa questão mais a frente.
Iluminismo e desenvolvimento do capitalismo ocidental.
A principal característica do desenvolvimento da sociedade capitalista após a Idade Média foi a emancipação dos camponeses. Note: onde eles emanciparam primeiro é onde a democracia e o capitalismo se desenvolveram primeiro e mais mais rápido.
E uma das principais características da emancipação dos camponeses na Europa Ocidental era o fato de poderem manter a terra para si onde sua família trabalha há gerações (e pertenciam antes a um proprietário feudal). As terras que antes tinham que ser protegida pelos seus proprietários e que por isso mantinham um exército privado, agora passa a ser protegido pela Nação-estado e seu exército/polícia, permitindo que pequenos e médios agricultores emancipados tivessem suas terras seguras. (Ver Origens do Totalitarismo por Hannah Arendt).
Na Europa Oriental, os camponeses não mantinham a terra para si mesmos e foram emancipados muito mais tarde; assim, a democracia e o capitalismo também se desenvolveram mais tarde e os antigos senhores feudais se tornaram os poderosos políticos no Estado-Nação. (O que eu suponho que tenha algumas semelhanças com o que aconteceu no Brasil).
A era colonial
É muito clara a diferença de desenvolvimento social, político e econômico entre os países onde a terra foi distribuída às famílias (como nos EUA, Austrália e no Canadá), comparado com onde enormes quantidades de terras foram dada a alguns amigos do Rei e ao restante da população (a maioria) eram trabalhadores sem terra própria (como nas colônias espanhola e portuguesa).
Hoje em dia
Regiões na América do Sul, onde houve certa distribuição de terras para a população no passado (especialmente para os pobres), são as regiões onde tendeu um melhor desenvolvimento político, social e econômico.
Adivinhe quais são as principais características de um declínio da sociedade? O que causou o declínio da sociedade grega, chinesa, romana e o que aparentemente está causando as crises sócio-político-econômico de hoje é a concentração de riqueza nas mãos de poucos, sem o acesso da população a tais. Basta olhar para a Idade Média, onde a população teve que trabalhar na terra de poderosos proprietários. Ou hoje nos países pobres e em desenvolvimento em que a maioria da população mal beira a classe média. E mesmo nos países desenvolvidos hoje em que os salários estão estagnados a aproximadamente 40 anos.
Eu falei antes que eu iria voltar a questão da escravidão que estava engrenada na característica social, cultural e econômica da Grécia e Roma. Ao meu ver, da mesma forma que a consolidação da doutrina do trabalho (ver a Ética protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber) foi uma as coisas mais importante para abolir a escravidão, eu suponho que a automação propicia a abolição da doutrina do trabalho, pq ambos nao tem como se desenvolverem juntos a não ser com pesados subsídios industriais e agrícolas junto com o dumping comercial para manter empregos, como acontece nos países desenvolvidos. Entao pq nao acabar com a doutrina do trabalho e parar de injetar dinheiro a empresas para produzirem além de uma demanda existente, o que faz com que governos tenham que criar demandas artificialmente com mais dinheiro a ser investido em projetos de especulação urbana desnecessária, além de dumping comercial que prejudica imensamente os países mais pobres, e simplesmente coloca esse dinheiro diretamente na mão dos cidadãos, para criar uma demanda real e uma produção real a uma demanda (o que muito provavelmente acabará ou amenizar as bolhas e crises econômicas que vem sendo tão frequente, e os conflitos entre nações para ganhar o mercado um do outro para dumping comercial.
"Fascinante como definimos independência como sendo fazer coisas para outra pessoa por dinheiro. Contanto que possamos encontrar alguém para nos pagar, somos auto-suficientes. Isso é na verdade uma dependência de outras pessoas. Todos dependemos de clientes de alguma forma. Clientes são os verdadeiros criadores de emprego e a Renda Universal os criaria.
Quando você trabalha por conta própria ou é dono de seu próprio negócio, o que vc se importa é os clientes e o que você não liga é a origem do dinheiro deles. Ninguém pergunta se seus clientes "trabalharam" pelo dinheiro antes de aceitá-lo. O que importa é que eles têm dinheiro para serem clientes. " Twitter @scottsatens
Eu penso que as pessoas com uma renda básica vai continuar trabalhando. Seja para ajudar a sua comunidade tal como foi por muito tempo a cultura americana, em que os cidadãos do bairro ajudam a reformar a escola, a igreja, a biblioteca e prezam pelo trabalho voluntário. E mesmo hoje, durante a quarentena, tem pais dando aulas as crianças de seus vizinhos no quintal, como forma de trabalho social voluntário, e essa eh a verdadeira raiz patriótica Americana que muitos brasileiros que batem continência a bandeira Americana não carregam como princípio, pq nos países em que o auto determinismo foi mais limitado à população pela falta de acesso à riqueza (terras), ser servido e não servir passou a ser o simbólico do sucesso.
Mas o que eu quero dizer com tudo isso, é que as pessoas tendo a opção de nao servir e escolher a quem servir, buscando as melhores condições de trabalho e sentido em seu trabalho, que passa a ser não o dinheiro para sobreviver mas sim ao trabalho procreativo social, empresas em geral terão que oferecer as melhores condições ou serão obrigadas a investir em automação o quanto possível. E eu vejo isso como positivo.
Portanto, dar dinheiro de graça, como era a terra no passado, é o que desenvolve uma sociedade com melhor cultura política, economia, melhor participação social e melhor capitalismo.
Eu nao ligo qual sistema econômico vivemos desde que o sistema consiga se adaptar a simbiose social e tecnológica, ao invés de estagnar tal sociedade por falta de capacidade adaptativa. Até mesmo pq todo sistema cai naturalmente quando não se adapta a sociedade que está sempre em constante transformação.
Eu penso que eh por isso mesmo mais e mais pessoas que defendem o capitalismo estão começando a defender a implementação da Renda básica Universal (veja o Andrew Jang por exemplo). Pq sabem que não podemos fingir que ainda estamos no século XX em um sistema estagnado que só causará decadência e colapso social. E penso que muita gente se torna conservadora com medo que tais mudancas levem a outro sistema (ou para ser mais espeficico, com medo e acresitando que mudancas irao levar ao socialismo/comunismo).
Observacao: Como sempre e mais uma vez, estou apresentando a minha perspectiva para obter as observações que possam corrigir ou agregar algo, para melhor entender as coisas e as pessoas. E como sempre eu sei que tem muita gente que ficará ofendida e estressada por discordar de algo. Então antes de responder no impulso emotivo com ad hominem e ofensas, talvez ganhem o conforto emocional do apoio de alguns, mas a mim e a discussão tais atitudes tóxicas apenas servem para empobrecer o ambiente e confirmar o despreparo em lidar com as próprias frustrações.
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2020.05.05 11:38 ThorDansLaCroix Meu ponto de vista em favor a Renda Basica Universal.

Antes de tudo eu quero dizer (aparentemente tenho que dizer) que minhas opiniões, deduções e informacoes nao sao levadas como absolutistas por mim. Caso contrário eu não estaria perdendo tempo apresentando e conversando com pessoas com perspectivas diferentes e divergentes. Dito isso:
Enquanto a maioria dos apoiadores mais eloquente do capitalismo dizem que a Renda Básica é socialismo (ou seja, dizem ser contra), a sociedade sempre emergiu ao protocapitalismo, liberdade, conhecimento, democracia e desenvolvimento quando a riqueza foi distribuída "gratuitamente" à população.
Eu vou citar alguns exemplos que tenho e então vcs me corrigem se tiverem algo para enriquecer o debate.
A China, o maior império asiático no passado, era uma sociedade que desenvolveu grandes tecnologias para sua época, comércio, indústrias, arquitetura e uma de suas principais características era o fato de as pessoas receberem terra (e sementes quando havia desastres naturais). Obviamente o governo saia ganhando pq no lugar de deixar uma pessoa pobre, improdutiva pedindo esmolas na rua e provavelmente cometendo crimes, dando o acesso a terra a pessoa ou família não só passa a ser produtiva para a sociedade mas também paga impostos.
Agora, vamos para a Grécia:
"A maior objeção dos oponentes da Renda Básica Universal é com argumento que as pessoas são intrinsecamente preguiçosas e desonradas. Dizem que quando o dinheiro é distribuído de graça, todos ficam sentados e param de trabalhar até o colapso do sistema. [...] acontece que a Grécia Antiga é um exemplo fantástico do que acontece em uma sociedade que dotou seus membros de abundância e direito. [...]
No mundo pré-moderno de uma típica cidade-estado grega, a terra era o recurso mais importante, a chave para o sustento e a segurança. A maioria das cidades-estados gregas distribuiu terras para a população de maneira a apoiar o maior número possível de famílias independentes e autossustentáveis. A democracia ateniense, que se destacava por seus extensos programas sociais, fornecia subsídios para jogos, teatro e grãos para tornar a vida mais agradável e digna. Essa vida "agradável", no entanto, não gerou um bastião de indivíduos preguiçosos que estavam inclinados a fazer o mínimo possível.
Uma das características mais marcantes da Grécia antiga é o alto nível de ação voluntária e auto-organizada. A típica cidade-estado grega não mantinha um exército ou burocracia profissional. Os cidadãos, além de administrar os assuntos locais em suas aldeias e bairros, também lutaram em batalhas e administraram o governo sem incentivo financeiro ou desespero (o pagamento de subsídios para hoplites e jurados foi introduzido em Atenas apenas para aumentar a participação dos pobres). Em Atenas, onde as pessoas tinham muita liberdade para fazer o que desejavam, a filosofia e as artes floresceram, deixando-nos uma coleção inestimável dos clássicos. De fato, temos boas evidências de um velho em particular que passava muitos dias conversando com amigos e transeuntes, em vez de provar seu valor trabalhando duro e incessantemente em seu trabalho. Caso você queira saber o nome desse "parasita", era Sócrates.
Sob um sistema que reduzia a escassez e a concorrência e aumentava a abundância e o lazer, os gregos não se tornavam apáticos e ambiciosos. Pelo contrário, nenhuma outra pessoa era tão competitiva e gostava de excelência quanto os gregos. A diferença é que, uma vez que não precisavam mais se preocupar com as necessidades básicas, canalizavam a maior parte de sua energia em competições de atletismo, criatividade e serviço público. Essas competições agonísticas de atividades não materiais enriquecem e reúnem a comunidade em vez de estabelecer "perdedores" para punição ".
https://economic-historian.com/2019/04/the-time-for-universal-basic-income-has-come/
Uma coisa que falta na citação acima é a questão da sociedade grega (pelo menos entre as famílias mais ricas) eram os escravos que faziam o trabalho quem não queriam fazer, e esse eh um dos principais motivos dos cidadãos terem tanto tempo sobrando. Mas eu volto a essa questão mais a frente.
Iluminismo e desenvolvimento do capitalismo ocidental.
A principal característica do desenvolvimento da sociedade capitalista após a Idade Média foi a emancipação dos camponeses. Note: onde eles emanciparam primeiro é onde a democracia e o capitalismo se desenvolveram primeiro e mais mais rápido.
E uma das principais características da emancipação dos camponeses na Europa Ocidental era o fato de poderem manter a terra para si onde sua família trabalha há gerações (e pertenciam antes a um proprietário feudal). As terras que antes tinham que ser protegida pelos seus proprietários e que por isso mantinham um exército privado, agora passa a ser protegido pela Nação-estado e seu exército/polícia, permitindo que pequenos e médios agricultores emancipados tivessem suas terras seguras. (Ver Origens do Totalitarismo por Hannah Arendt).
Na Europa Oriental, os camponeses não mantinham a terra para si mesmos e foram emancipados muito mais tarde; assim, a democracia e o capitalismo também se desenvolveram mais tarde e os antigos senhores feudais se tornaram os poderosos políticos no Estado-Nação. (O que eu suponho que tenha algumas semelhanças com o que aconteceu no Brasil).
A era colonial
É muito clara a diferença de desenvolvimento social, político e econômico entre os países onde a terra foi distribuída às famílias (como nos EUA, Austrália e no Canadá), comparado com onde enormes quantidades de terras foram dada a alguns amigos do Rei e ao restante da população (a maioria) eram trabalhadores sem terra própria (como nas colônias espanhola e portuguesa).
Hoje em dia
Regiões na América do Sul, onde houve certa distribuição de terras para a população no passado (especialmente para os pobres), são as regiões onde tendeu um melhor desenvolvimento político, social e econômico.
Adivinhe quais são as principais características de um declínio da sociedade? O que causou o declínio da sociedade grega, chinesa, romana e o que aparentemente está causando as crises sócio-político-econômico de hoje é a concentração de riqueza nas mãos de poucos, sem o acesso da população a tais. Basta olhar para a Idade Média, onde a população teve que trabalhar na terra de poderosos proprietários. Ou hoje nos países pobres e em desenvolvimento em que a maioria da população mal beira a classe média. E mesmo nos países desenvolvidos hoje em que os salários estão estagnados a aproximadamente 40 anos.
Eu falei antes que eu iria voltar a questão da escravidão que estava engrenada na característica social, cultural e econômica da Grécia e Roma. Ao meu ver, da mesma forma que a consolidação da doutrina do trabalho (ver a Ética protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber) foi uma as coisas mais importante para abolir a escravidão, eu suponho que a automação propicia a abolição da doutrina do trabalho, pq ambos nao tem como se desenvolverem juntos a não ser com pesados subsídios industriais e agrícolas junto com o dumping comercial para manter empregos, como acontece nos países desenvolvidos. Entao pq nao acabar com a doutrina do trabalho e parar de injetar dinheiro a empresas para produzirem além de uma demanda existente, o que faz com que governos tenham que criar demandas artificialmente com mais dinheiro a ser investido em projetos de especulação urbana desnecessária, além de dumping comercial que prejudica imensamente os países mais pobres, e simplesmente coloca esse dinheiro diretamente na mão dos cidadãos, para criar uma demanda real e uma produção real a uma demanda (o que muito provavelmente acabará ou amenizar as bolhas e crises econômicas que vem sendo tão frequente, e os conflitos entre nações para ganhar o mercado um do outro para dumping comercial.
"Fascinante como definimos independência como sendo fazer coisas para outra pessoa por dinheiro. Contanto que possamos encontrar alguém para nos pagar, somos auto-suficientes. Isso é na verdade uma dependência de outras pessoas. Todos dependemos de clientes de alguma forma. Clientes são os verdadeiros criadores de emprego e a Renda Universal os criaria.
Quando você trabalha por conta própria ou é dono de seu próprio negócio, o que vc se importa é os clientes e o que você não liga é a origem do dinheiro deles. Ninguém pergunta se seus clientes "trabalharam" pelo dinheiro antes de aceitá-lo. O que importa é que eles têm dinheiro para serem clientes. " Twitter @scottsatens
Eu penso que as pessoas com uma renda básica vai continuar trabalhando. Seja para ajudar a sua comunidade tal como foi por muito tempo a cultura americana, em que os cidadãos do bairro ajudam a reformar a escola, a igreja, a biblioteca e prezam pelo trabalho voluntário. E mesmo hoje, durante a quarentena, tem pais dando aulas as crianças de seus vizinhos no quintal, como forma de trabalho social voluntário, e essa eh a verdadeira raiz patriótica Americana que muitos brasileiros que batem continência a bandeira Americana não carregam como princípio, pq nos países em que o auto determinismo foi mais limitado à população pela falta de acesso à riqueza (terras), ser servido e não servir passou a ser o simbólico do sucesso.
Mas o que eu quero dizer com tudo isso, é que as pessoas tendo a opção de nao servir e escolher a quem servir, buscando as melhores condições de trabalho e sentido em seu trabalho, que passa a ser não o dinheiro para sobreviver mas sim ao trabalho procreativo social, empresas em geral terão que oferecer as melhores condições ou serão obrigadas a investir em automação o quanto possível. E eu vejo isso como positivo.
Portanto, dar dinheiro de graça, como era a terra no passado, é o que desenvolve uma sociedade com melhor cultura política, economia, melhor participação social e melhor capitalismo.
Eu nao ligo qual sistema econômico vivemos desde que o sistema consiga se adaptar a simbiose social e tecnológica, ao invés de estagnar tal sociedade por falta de capacidade adaptativa. Até mesmo pq todo sistema cai naturalmente quando não se adapta a sociedade que está sempre em constante transformação.
Eu penso que eh por isso mesmo mais e mais pessoas que defendem o capitalismo estão começando a defender a implementação da Renda básica Universal (veja o Andrew Jang por exemplo). Pq sabem que não podemos fingir que ainda estamos no século XX em um sistema estagnado que só causará decadência e colapso social. E penso que muita gente se torna conservadora com medo que tais mudancas levem a outro sistema (ou para ser mais espeficico, com medo e acresitando que mudancas irao levar ao socialismo/comunismo).
Observacao: Como sempre e mais uma vez, estou apresentando a minha perspectiva para obter as observações que possam corrigir ou agregar algo, para melhor entender as coisas e as pessoas. E como sempre eu sei que tem muita gente que ficará ofendida e estressada por discordar de algo. Então antes de responder no impulso emotivo com ad hominem e ofensas, talvez ganhem o conforto emocional do apoio de alguns, mas a mim e a discussão tais atitudes tóxicas apenas servem para empobrecer o ambiente e confirmar o despreparo em lidar com as próprias frustrações.
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2020.01.04 03:14 altovaliriano O Leão na teia da Aranha

Texto original: https://warsandpoliticsoficeandfire.wordpress.com/2016/02/05/heirs-in-the-shadows-the-young-lion/
Autores: GoodQueenAly; @BryndenBFish
Título original: Heirs in the Shadows - The Young Lion

Introdução

Tyrek Lannister pode ser considerado pelos leitores pouco mais que um personagem terciário em As Crônicas de Gelo e Fogo. A avaliação não é irracional: nem mesmo mencionado pelo nome no primeiro livro, aparecendo apenas duas vezes antes de seu misterioso desaparecimento na revolta violenta em Porto Real em A Fúria dos Reis , o jovem Tyrek merece pouco mais do que uma nota de rodapé entre seus parentes Lannister mais proeminentes, muito menos no grande elenco de personagens. Caso notado, ele pode ser lembrado apenas como uma vítima, no mesmo plano que seu primo Willem: um infeliz peão das ambições dinásticas de Lannister, um inocente assassinado pelo povo revoltado da capital.
No entanto, Tyrek desapareceu tão completamente - e tão misteriosamente - que, afinal, seu "simples" desaparecimento pode não ser tão simples. Em vez de ser um dos muitos corpos retirados das ruas nos dias e semanas após o tumulto, Tyrek pode estar vivo e bem (ou pelo menos relativamente bem). Ainda mais, Tyrek pode estar esperando para fazer um reaparecimento dramático em Westeros, enquanto é instruído e preparado por um improvável "aliado". Quem iria querer o jovem primo Lannister e o que poderia estar reservado para ele no futuro?
[...]

Apresentando o Peão

Tyrek Lannister nasceu por volta de 286 dC, o único filho de Sor Tygett Lannister e sua esposa Darlessa Marbrand. Sor Tygett era o terceiro filho de Lorde Tytos Lannister, um irmão mais novo do futuro Lorde Tywin e Sor Kevan. Como os dois irmãos mais velhos de Tygett se casaram e tiveram filhos antes do nascimento de Tyrek, não houve grande pressão sobre esse terceiro filho para se casar e procriar também (embora ainda não saibamos quando Tygett e Darlessa se casaram).
Em uma família mais pobre, Tygett poderia ter sido levado para a Muralha, a Fé ou a Cidadela para reduzir os estoques familiares, mas os Lannisters eram ricos o suficiente para sustentar as famílias dos filhos mais novos. Tygett também não teve que abaixar os olhos para encontrar sua noiva: Darlessa era uma Marbrand, uma casa vassala respeitável dos Lannisters (e parente da mãe de Tygett, Jeyne Marbrand).
Na época em que o bebê Tyrek nasceu, ele era possivelmente o nono na fila de Casterly Rock (dependendo se seus primos Martyn e Willem Lannister e Joffrey Baratheon já haviam nascido e se o pai de Tyrek já havia morrido). Ainda que outros pretendentes tenham enfrentado probabilidades menores (Aegon V pode ter sido o décimo primeiro na fila no momento de seu nascimento), a possibilidade de um recém nascido sentar-se no assento dos Reis do Rochedo parecia muito improvável.
Ainda assim, o jovem Tyrek não teve nenhuma sorte. Como Lannister (e especialmente Lannister do Rochedo), neto da linha masculina de Lorde Tytos, Tyrek nunca teria falta de dinheiro ou influência. De fato, sendo a rainha uma Lannister (e havendo um herdeiro “meio”-Lannister da idade de Tyrek), carregar o nome de "Lannister" faria com que até um membro da família de status relativamente baixo como Tyrek ganhasse importância.
Seu pai, Tygett, recebeu alguns elogios durante a Guerra dos Reis Ninepenny: embora muito jovem - possivelmente até mais jovem do que Tyrek quando desapareceu - Tygett matou um homem em sua primeira batalha e depois matou um cavaleiro da Companhia Dourada. Portanto, Tyrek descendia de uma safra de boa qualidade das Terras Ocidentais e, pelo menos, poderia ter esperado se casar com uma donzela nascida nas Terras Ocidentais quando tivesse mais idade.
A rainha Cersei, no entanto, tentaria elevar seu jovem primo Lannister ainda mais do que ele poderia ter imaginado:
Não conseguiu deixar de reparar nos dois escudeiros: rapazes bonitos, loiros e bem constituídos. Um tinha a idade de Sansa, com longos cachos dourados; o outro teria talvez uns quinze anos, cabelos cor de areia, um fio de bigode e os olhos verdeesmeralda da rainha.
– Aqueles rapazes – Ned lhe perguntou– são Lannister?
Robert assentiu, limpando as lágrimas dos olhos.
– Primos. Filhos do irmão de Lorde Tywin. Um dos mortos. Ou talvez o vivo, agora que penso nisso. Não me lembro. Minha esposa vem de uma família muito grande, Ned.
Uma família muito ambiciosa, Ned pensou. (AGOT, Eddard VII)
Ned foi perspicaz em sua conclusão: a rainha Lannister teve bastante iniciativa no aprofundamento das relações dos Lannister na corte (uma característica que mais tarde ela criticaria na noiva de seus filhos, Margaery Tyrell). Consequentemente, Cersei convenceu o rei Robert a nomear o jovem Tyrek seu escudeiro, junto com o primo de ambos, Lancel (o filho mais velho de Kevan Lannister).
Não se sabe quando Tyrek começou a servir o rei, embora provavelmente não tenha sido mais de alguns anos (se muito) antes do início de A Guerra dos Tronos. Para efeito de comparação, os dois Walders em Winterfell começaram a servir Ramsay Bolton por volta dos oito ou nove e Edric Dayne a Beric Dondarrion aos dez. Assim, Tyrek deveria estar com Robert há cerca de três anos antes da morte do rei, no máximo.
Quanto mais alto o cavaleiro ou senhor, maior seria a honra de ser escudeiro (a razão pela qual, entre outras concessões, Walder Frey exigiu que seu filho Olyvar se tornasse escudeiro do então Lorde Robb Stark), e nenhuma honra maior poderia ser concedida a um menino Westerosi que ser escudeiro do próprio rei.
A nomeação como escudeiro do rei poderia ser o começo de uma carreira na corte para Tyrek, semelhante ao começo cortês do tio Tywin como um pagem para Aegon V. O príncipe Rhaegar, afinal, transformou seus escudeiros, Myles Mooton e Richard Lonmouth, em firmes aliados e amigos. Se Tyrek provasse ser um espadachim tão talentoso quanto seu pai, poderia se tornar o mestre de armas da Fortaleza Vermelha (uma posição que Tywin realmente tentou, mas falhou, em garantir para Tygett). Com um primo na Guarda Real, uma capa branca poderia até estar no futuro de Tyrek (de fato, uma colocação na Guarda Real poderia ter servido para remover cuidadosamente um excesso de Lannisters do Rochedo). Dyanne Dayne pode ter assegurado um casamento real devido à sua nomeação para a corte da rainha Mariah Martell. Um noivado com a princesa Myrcella provavelmente era impossível para um mero primo Lannister, mas na corte Tyrek não careceria de conexões poderosas - enquanto os Lannister permanecerem no poder.
No entanto, também pode ter havido um lado mais sombrio em Tyrek ter se tornado escurdeiro - um não explorado nos livros, mas que, no entanto, é importante considerar à luz do possível papel de Tyrek no futuro. Espera-se que escudeiros sigam seus cavaleiros em todos os lugares, e o exemplo de Justin Massey demonstra que Robert poderia levar seus escudeiros a lugares estranhos:
Massey quer a princesa selvagem também. Ele certa vez serviu meu irmão Robert como escudeiro e adquiriu o seu apetite por carne feminina. (ADWD, Jon IV)
Esse "apetite por carne feminina" quase certamente incluía os bordéis de Porto Real que Robert visitava com alguma frequência. Tyrek era um pouco jovem demais para participar da maneira que Stannis disse que Justin Massey fazia (ou mesmo da maneira que Lancel poderia ter feito, se incentivado por Robert), mas ele não teria que passar tempo com nenhuma prostituta para observar algo muito mais perigoso que os adúlterios do rei.
Os leitores sabem que Robert tinha pelo menos um bastardo de uma prostituta de Porto Real: a bebê Barra, nascido de uma jovem prostituta de Chataya. A bebê, como todos os bastardos conhecidos de Robert, tinha o cabelo preto de seus antecedentes Baratheon - um fato que Mindinho não deixou de notar, o fez levar Eddard para ver a bebê e revelar a conspiração incestuosa dos Lannister.
Certamente, seria demais supor que Tyrek, um garoto de 12 anos, tivesse descoberto que os verdadeiros filhos bastardos de Robert tinham aparência de Baratheon, e que seus primos em primeiro grau eram, na verdade, bastardos nascidos do incesto de Lannisters. No entanto, Tyrek talvez tenha visto demais, mesmo que ele próprio não tivesse juntado as peças do quebra-cabeça. O escudeiro mais jovem do rei provavelmente viu em primeira mão os filhos bastardos de cabelos pretos do rei (com nove bastardos não registrados do rei, parece provável que pelo menos um outro além de Barra e Gendry tenha nascido onde o rei passava a maior parte do tempo: a capital) e, presumivelmente, era amigo de confiança e companheiro dos filhos de aparência Lannister da rainha. Se esse conhecimento fosse posto a disposição de um indivíduo mais ardiloso do que o inocente Tyrek, o garoto poderia se tornar uma testemunha útil na derrubada do regime de Baratheon-Lannister.
No entanto, Tyrek não precisaria servir Robert como escudeiro (ou segui-lo em suas aventuras lascivas) por muito tempo. Em 298 dC, Robert morreu – aparentemente de um acidente de caça, mas de fato por um meio-assassinato criado por Cersei para impedir a descoberta de seu incesto. O veículo que ela usou foi o primo de Tyrek e também escudeiro, Lancel Lannister.
Aparentemente, Tyrek não acompanhou o rei em sua última caçada, mas ele pode ter ouvido trechos da trama via Lancel. Seu status duplamente íntimo - como primo em primeiro grau e companheiro escudeiro (os dois parecem ter sido os únicos escudeiros de Robert no momento de sua morte) - dão a Tyrek maior potencial de conhecer os fatos por trás do assassinato de Robert - fatos que também serviriam para derrubar Linha real de Cersei.
Naquele momento, Tyrek era simplesmente um antigo escudeiro real, então alocado na corte de Joffrey sem qualquer objetivo maior. Os eventos, no entanto, logo perturbariam a existência relativamente pacífica de Tyrek e o empurrariam para uma tempestade de caos político - e ambição secreta.

Um Desaparecimento Estranho

Para acrescentar a todo o mistério que cerca seu desaparecimento, em A Fúria dos Reis, Tyrek é visto apenas uma vez:
Lorde Gyles tossia, enquanto o pobre primo Tyrek vestia sua capa de noivo de pele de esquilo e veludo. Desde seu casamento com a pequena Senhora Ermesande, três dias antes, os outros escudeiros tinham começado a chamá-lo de “Ama de Leite”, perguntando-lhe que tipo de cueiros sua noiva usara na noite de núpcias. (ACOK, Tyrion VI)
Longe de ser a noiva filha de um glamuroso cortesão que Tyrek esperava que sua posição de corte lhe desse - ou mesmo da donzela das Terras Ocidentais que ele poderia ter antecipado em circunstâncias normais - o "primo pobre" de Tyrion fora casado com Ermesande Hayford. Dinasticamente, a combinação foi agradável: a Casa Hayford era uma respeitável dinastia das Terras da Coroa, com pelo menos uma casa de cavaleiros juramentada. Sua atual dama, Ermesande, era a última de sua linhagem, o que significa que as terras e rendas de Hayford seriam graciosamente transferidas para os Lannisters.
Infelizmente para Tyrek, Ermesande também era um bebê. O novo lorde de Hayford teria que esperar até os vinte e poucos anos para contemplar a consumação de seu casamento. No entanto, se era pessoalmente humilhante ser casado com uma garota ainda não desmamada, Tyrek não tinha instância para reclamar. Ele, como todos os seus contatos Lannister, era um peão em um grande jogo de política dinástica e se casaria na forma que pudesse trazer maior vantagem à Casa Lannister.
Tyrek, no entanto, não viu sua noiva infantil amadurecer. Em 299 dC, Tyrion arranjou o casamento da prima de Tyrek, Myrcella, com o príncipe Trystane Martell, de Dorne. A corte fez um evento para acompanhar Myrcella até as docas para vê-la partir para Lançassolar, e Tyrek - como primo da princesa e também representante dos interesses de Lannister - juntou-se à família real, cortesãos, guardas reais e até o Alto Septão na procissão. Um homem na corte, no entanto, estava visivelmente ausente: o mestre dos sussurros, Varys.
A cidade estava em um clima nefasto. A Guerra dos Cinco Reis havia isolado a Capital dos tradicionais celeiros de Westeros. Com as Terras Fluviais em chamas e a Campinas firmemente apoiando de Renly Baratheon no ínico, Porto Real teve que confiar em Rosby e Stokeworth para trazer suprimentos, e as restrições resultaram em fome entre as classes mais pobres da cidade. O que o jovem rei Joffrey não possuía em charme e tato político, mais do que compensava em crueldade. Tyrion, sua Mão, foi responsabilizado pela má sorte após a morte de Robert, odiado por sua retaliação contra Janos Slynt e Pycelle e por seus seguidores mercenários e selvagens. Rumores sobre o incesto dos Lannister e a corrupção real em geral já haviam se espalhado pelas ruas; o ar saturado precisava apenas da faísca certa para explodir.
Quando explodiu, a fúria foi horrível de se ver. Sor Aron Santagar, o mestre de armas da Fortaleza Vermelha, foi espancado até a morte por quatro homens, enquanto Sor Preston Greenfield, da Guarda Real, foi retalhado e esfaqueado tão brutalmente que sua armadura branca ficou manchada de vermelho e marrom. O Alto Septão fora arrancado de sua liteira e despedaçado por membros da multidão, e a Senhora Lollys Stokeworth fora estuprada nas ruas por vários homens. Nove Mantos Dourado foram mortos pela multidão, enquanto mais 40 da Patrulha da Cidade foram feridos nos combates; o número de plebeus mortos não foi registrado, mas provavelmente foi muito maior.
Não foi registrado entre os mortos, porém, o jovem Tyrek Lannister. Presumivelmente, "Ama de Leite" estava na "longa comitiva de outros cortesãos" atrás da liteira do Alto Septão, formada no final da procissão real. Esse posicionamento explicaria por que foi Horas Redwyne, também naquele grupo, quem informou que Tyrek não havia retornado. Tyrion, assumindo o comando logo após o tumulto, ordenou a Jacelyn Bywater, seu novo Comandante da Patrulha da Cidade, que encontrasse seu primo desaparecido:
Tyrek continuava desaparecido, tal como a coroa de cristais do Alto Septão. Nove homens de manto dourado tinham sido mortos, e havia quarenta feridos. Ninguém se incomodara em contar quantos haviam morrido entre a multidão.
– Quero Tyrek, vivo ou morto – Tyrion disse secamente quando Bywater se calou. – Ele não passa de um garoto. Filho do meu falecido tio Tygett. O pai sempre foi bom para mim. (ACOK, Tyrion IX)
Com a confusão e o caos do tumulto, não surpreende que Tyrek Lannister tenha se perdido. Sua aparência óbvia de Lannister e sua associação com a família real pode ter tornado Tyrek um alvo fácil para os manifestantes. Se ele fosse tratado com tanta brutalidade quanto Sor Preston ou Sor Aron, seu corpo poderia nunca ter sido encontrado entre os muitos mortos.
No entanto, o que é insatisfatório nessa explicação simples é o foco que o desaparecimento de Tyrek é dado por vários livros, muito depois que os incêndios na Baixada das Pulgas foram extintos. Em três momentos distintos, Tyrek e o mistério de seu desaparecimento após o tumulto são expressamente mencionados, muito embora nenhum personagens presentes pareça ser capaz de determinar o destino do pobre escudeiro.
O primeiro momento ocorre durante A Tormenta de Espadas. Tyrion, tentando uma reunião com seu pai (a nova Mão), encontra Sor Addam Marbrand na escada. Um cavaleiro bastante talentoso e amigo de infância de Jaime Lannister, Addam havia sido nomeado o novo comandante da Patrulha da Cidade, mas sua primeira tarefa provou ser um fracasso:
– Você vem dos aposentos de meu pai? – perguntou.
– Venho. Temo não tê-lo deixado no melhor dos humores. Lorde Tywin acha que quatro mil e quatrocentos guardas são mais do que suficientes para encontrar um escudeiro perdido, mas seu primo Tyrek continua desaparecido.
Tyrek era filho do falecido tio Tygett, um rapaz de treze anos. Desaparecera no tumulto, não muito tempo depois de se casar com a Senhora Ermesande, um bebê de peito que calhava ser a última herdeira sobrevivente da Casa Hayford. E provavelmente a primeira noiva na história dos Sete Reinos a enviuvar antes de ser desmamada.
– Também não fui capaz de encontrá-lo – confessou Tyrion. (ASOS, Tyrion I)
Pode ou não ser verdade que Sor Addam enviou todos os quatro mil guardas da cidade à procura do jovem Tyrek, mas o tamanho de sua força-tarefa em potencial só fez com que o fracasso em encontrar essa relação Lannister fosse maior – e mais intrigante. Sor Addam é um comandante respeitado, mas ninguém na capital era capaz de revelar maiores informações sobre o paradeiro de Tyrek, ou mesmo mais detalhes sobre o que aconteceu com o escudeiro Lannister durante o tumulto - um fato tornado mais notável em face da autoridade emanada por Addam. Lorde Tywin Lannister manifestou sua intenção de encontrar seu sobrinho, porém nem mesmo a mágica de seu nome conseguiu extrair mais uma gota de informação daqueles que poderiam saber sobre Tyrek.
É verdade que, durante a rebelião de Robert, Jon Connington não conseguiu extrair informações do povo de Septo de Pedra: ele havia oferecido subornos e ameaçado com punições, mas as pessoas se recusavam a revelar onde Robert Baratheon estava escondido na cidade. No entanto, lorde Tywin tinha uma reputação muito mais pavorosa do que Lorde Jon.
]Tywin não tinha vergonha de anunciar sua brutal extinção dos Reynes e Tarbecks por seu desafio aos Lannisters; alguns dos portorrealenses podem até se lembrar do Saque no fim da rebelião de Robert, quando os homens de Tywin mataram crianças na rua e estupraram mulheres em suas casas. Se os portorrealenses mentissem agora e fossem flagrados na mentira mais tarde, a retribuição que Tywin traria sobre eles e seus vizinhos seria implacável.
Então, por que ninguém deu a menor dica sobre o que aconteceu com Tyrek? Não há rumor de que ele teria sido morto (embora Bronn considerasse essa como a opção mais provável); em vez disso, Tyrek parece ter simplesmente sumido.
Mais tarde, o próprio Tywin enfatizou seu desejo de encontrar o filho de seu irmão em uma reunião do pequeno conselho:
– Dragões e lulas-gigantes não me interessam, independentemente de quantas cabeças tenham – disse Lorde Tywin. – Seus informantes terão por acaso encontrado algum rastro do filho de meu irmão?
– Infelizmente, nosso bem-amado Tyrek desapareceu por completo, pobre e bravo rapaz. – Varys parecia perto de rebentar em lágrimas. (ASOS, Tyrion III)
Pode-se questionar por que Tywin procuraria informações de Varys. Se milhares de policiais não puderam extrair o paradeiro de Tyrek daqueles que testemunharam o caos do tumulto, a próxima fonte de informação era naturalmente Varys e sua extensa rede de espionagem. O mestre dos sussurros pode não ser tão onisciente quanto muitos acreditam que ele é, mas seu catálogo de informantes é vasto e suas habilidades na coleta de informações são bem afiadas e praticamente inigualáveis.
Os plebeus podem relutar em admitir a oficiais sob a autoridade de Lorde Tywin que viram Tyrek assassinado e seu corpo destruído ou despejado no Água Negra, mas declarações casuais feitas em ambientes mais informais podem ser facilmente captadas por um agente da Varys e entregues ao mestre de sussurros. Era assunto oficial da coroa desde imediatamente após o tumulto encontrar Tyrek Lannister; era, ostensivamente, a responsabilidade premente de Varys coletar qualquer informação sobre esse ponto.
No entanto, embora Varys ostensivamente não tenha recebido informações, sua conduta nessa cena deve ser analisada. Não foi a primeira vez que Varys exibiu teatralmente uma tristeza dramática diante de um Lannister. Em A Fúria dos Reis, Tyrion organizou a prisão de Janos Slynt e seu exílio na Muralha, muito embora Slynt tivesse se recusado a revelar quem o havia ordenado a perseguir os assassinatos do bebê Barra e sua mãe. Após a cena com Slynt, Tyrion teve a seguinte conversa com Varys:
– [...] Foi a minha irmã. Foi isso que o Ah... tão... leal Lorde Janos se recusou a dizer. Cersei enviou os homens de manto dourado àquele bordel.
Varys sufocou um riso nervoso. Então, ele sempre soubera.
– Não me havia contado essa parte – Tyrion disse, acusadoramente.
– A sua querida irmã – Varys respondeu, tão desgostoso que parecia perto das lágrimas. – É duro contar isso a um homem, senhor. Tive receio de como receberia a notícia. É capaz de me perdoar? (ACOK, Tyrion II)
Mais uma vez, Varys conhecia um segredo que a Mão Lannister não conhecia. Encurralado para revelar a verdade ou passar uma mentira plausível, Varys optou por lágrimas dramáticas para transmitir uma sensação de pesar real à situação em ambos os casos. Suas habilidades na pantomima não haviam desvanecido, apesar de seus anos fora da profissão: como um pantomimeiro perfeito, Varys estava utilizando uma distração em sua demonstração de tristeza para desviar as atenções do público das questões prementes reais apresentadas a ele.
O truque não funcionou em nenhum dos dois homens - Tyrion insistiu em maior transparência do mestre dos sussurros, e Tywin estava pronto para "expressar a sua óbvia insatisfação" antes de ser desviado por Kevan - mas o fato de Varys usar a mesma tática duas vezes, diante de público similar, pode sugerir que Varys está mais uma vez privando os Lannisters de um segredo e que ele sabe exatamente o que aconteceu com o jovem Tyrek.
A conversa de Marbrand com Tyrion, no entanto, não seria a última vez que o herdeiro de Cinzamarca comentaria o caso do desaparecimento de Tyrek. Ao partir da capital, Jaime Lannister levou seu amigo de infância consigo. Permanecendo como convidados em Hayford - o assento brevemente ocupado por Tyrek - Addam falou o seguinte sobre a situação:
– Eu mesmo liderei uma busca, por ordens de Lorde Tywin – interveio Addam Marbrand enquanto tirava as espinhas de seu peixe –, mas não descobri mais do que o Bywater antes de mim. O rapaz foi visto pela última vez a cavalo, quando a força da turba quebrou a formação de homens de manto dourado. Depois disso... Bem, sua montaria foi encontrada, mas o cavaleiro não. O mais provável é terem-no derrubado e matado. Mas, se foi assim, onde está o corpo? A multidão deixou os outros cadáveres no local, por que não o dele? (AFFC, Jaime III)
Addam Marbrand levanta um ponto importante. Os corpos de Santagar e Greenfield foram descobertos mais tarde - mutilados, quase a ponto de não serem reconhecidos, mas identificáveis ​​-, sendo que a multidão não faz nenhuma tentativa de descartar os dois, que eram obviamente funcionários da corte. Certamente, o castigo pelo assassinato de um Lannister, primo em primeiro grau do rei (assumindo que a multidão soubesse quem Tyrek era), seria terrível. No entanto, o assassinato alguém de nascimento nobre como Santagar, ou um cavaleiro da Guarda Real, provavelmente também levaria terríveis punições.
As multidões de tumultos estavam em um estado caótico, mais em busca de sangue do que em fazer cálculos frios sobre suas vítimas, e com Tyrek não teria sido diferente. Por que apenas o corpo de Tyrek seria descartado de maneira tão completa que não restava nenhum vestígio dele?
Lyle Crakehall, outro homem do oeste na companhia de Jaime, fez a seguinte observação:
– Ele teria sido mais valioso vivo – sugeriu Varrão Forte. – Qualquer Lannister traria um robusto resgate. (AFFC, Jaime III)
O pensamento, no entanto, foi rápida e efetivamente descartado por Marbrand:
– Sem dúvida – concordou Marbrand –, e no entanto nunca houve um pedido de resgate. O rapaz simplesmente desapareceu. (AFFC, Jaime III)
Mais uma vez, Marbrand foi direto ao cerne da questão. Bronn havia observado anteriormente a oferta de Varys de uma “bolsa gorda” pela devolução de Tyrek, e sem dúvida Marbrand também acreditava que o eunuco mestre de espionagem tornara pública a oferta. Havia muitas oportunidades para os portorrealenses ganharem dinheiro com o desaparecimento de Tyrek, mantendo-o como refém quando a revolta estourou ou, posteriormente, alegando conhecimento do destino de Tyrek (talvez colocando a culpa pelo assassinato em vizinhos detestados).
No entanto, não havia um pingo de informação que pudesse revelar o que aconteceu com o escudeiro Tyrek. Uma gorda bolsa Lannister raramente falhara em soltar línguas antes, mas mesmo assim os rumores do destino de Tyrek não puderam ser arrancados dos habitantes da Baixada das Pulgas.
No comentário de Marbrand, Jaime fez sua própria conclusão - que os portorrealenses, tendo matado Tyrek, jogaram seu corpo no rio por medo da ira de Tywin - mas isso é insatisfatório, mesmo para o próprio Jaime. Por um lado, Tywin não estava na capital na época do tumulto e não retornaria até a Batalha do Água Negra. Na verdade, os portorrealenses poderiam temer o retorno de Lorde Lannister, mas o corpo de Tyrek teria que ser destruído durante o tumulto (uma vez que Tyrion enviou uma equipe de busca para ele logo ao retornar à Fortaleza Vermelha), fazendo do medo de Tywin uma motivação improvável.
Aprofundando-se na questão, Jaime avaliou o que Tyrek poderia representar:
Mas, mais tarde, sozinho no quarto de torre que lhe fora oferecido para a noite, Jaime deu por si com dúvidas. Tyrek servira o Rei Robert como escudeiro, ao lado de Lancel. O conhecimento podia ser mais valioso do que o ouro, mais mortífero do que um punhal. Foi em Varys que pensou então, sorrindo e cheirando a lavanda. O eunuco tinha agentes e informantes por toda a cidade. Seria coisa simples arranjar as coisas de forma que Tyrek fosse capturado durante a confusão... desde que soubesse de antemão que era provável que a turba entrasse em tumulto. E Varys sabia de tudo, ou pelo menos era isso que gostava de nos fazer acreditar. Mas não deu nenhum aviso a Cersei sobre esse tumulto. Nem desceu aos navios para se despedir de Myrcella. (AFFC, Jaime III)
Pode parecer óbvio demais que o destino de Tyrek nos seja transmitido através dos pensamentos internos de Jaime. Jaime certamente tem todos os fatos sobre o Tyrek aqui, mas o importante a se notar é que Jaime falha em juntar as peças. Ele sabe que Tyrek era um escudeiro, sabe que Lancel também era escudeiro, sabe que Lancel efetuou o plano de assassinato de Cersei, sabe que Varys poderia ter arrebatado Tyrek - mas depois para de pensar no assunto.
O monólogo interno de Jaime pode ser comparado à chance de Arya ouvir a trama entre Varys e Illyrio nos porões da Fortaleza Vermelha em A Guerra dos Tronos. De certa forma, é muito coincidente e direto - os leitores conseguem obter um ponto de vista dos dois conspiradores astutos discutindo abertamente seus planos acerca dos Targaryens exilados - mas porque Arya é apenas uma criança, não uma ladina, seu relatório da conversa é confusa e gentilmente descartada por Eddard. Jaime pode adivinhar que Tyrek pode ser útil, mas o modo como Varys poderia usá-lo está além do desejo ou habilidade analíticos de Jaime.
A evidência não resulta em uma conclusão simples. Todos os membros desaparecidos da comitiva real haviam sido devolvidos à Fortaleza Vermelha ou tiveram seus corpos encontrados - exceto Tyrek. Uma busca realizada após o tumulto não conseguiu encontrar mais do que o palafrém de Tyrek. Uma enorme força-tarefa da Patrulha da Cidade não fez nada para dissipar o mistério em torno do desaparecimento do garoto. Varys, o especialista em espionagem, parece ter deliberadamente ocultado informações que recebeu sobre Tyrek. Para onde o garoto poderia ter ido?
Pode ser que Tyrek não tenha sido assassinado nas ruas da Baixada das Pulgas – mas que ele esteja, de fato, vivo e escondido, sob os cuidados de Varys.

O Leão na teia da Aranha

O fato de Varys ter usado o motim em Porto Real para seqüestrar o jovem Tyrek parece uma conclusão possível, até mesmo provável. É improvável que Varys tenha planejado todo o tumulto em Porto Real - as pessoas estavam com fome e raiva o suficiente para não necessitarem de preparação -, mas uma instigação sutil poderia levar os portorrealenses a se aglomerarem nos pontos desejados, dentro dos quais Varys ou seu agente na multidão poderiam arrebatar Tyrek e o colocar sob custódia da Aranha.
Se ele era de fato o mentor por trás do tumulto, Varys havia improvisado uma hábil pantomima. A mulher com a criança morta que interrompeu a procissão real fora colocada na curva de uma rua morro acima; a comitiva real não apenas se moveria devagar, mas o fim da comitiva ficaria fora de vista. É provável que a mulher e o homem que jogaram sujeira em Joffrey tenham sido plantados, colocada em posição de detonar o conhecido pavio curto de Joffrey.
A mulher que se encaixa no gosto de Varys pelo teatral; e o atirador de estrume também parece obra dele, uma vez que a sujeira foi jogada de cima de um telhado. Previsivelmente, Joffrey enviou seu "cão" para a multidão para mutilar as pessoas obedientemente e assim, como era de se eseperar, a multidão de pessoas famintas e espumando tomou a brutalidade de Sandor Clegane como incentivo para retaliar. Plantando cuidadosamente seus agentes, Varys poderia garantir que o tumulto começasse na frente do desfile real, permitindo que o rei de repente corresse perigo a fim de distrair o sequestro de Tyrek na parte de trás da procissão e antes da curva do Caminho Lamacento.
O que Varys iria querer com Tyrek? Primeiro, Tyrek tem uma forte direito de sangue a Rochedo Casterly. Embora esteja agora distante do lugar em que nasceu, Tyrek saltou algumas posições desde então. Lorde Tywin está morto, Jaime inelegível por conta de seu manto branco e Tyrion, um regicida condenado e um traidor, está há dois continentes de distância de seu assento ancestral. Cersei, a Dama de Casterly Rock, está esperando para ser julgada por incesto, adultério e regicídio; ela provavelmente terá sucesso no julgamento, mas seu domínio sobre a coroa permanece tênue. Depois de Cersei e seus filhos viria Kevan Lannister, mas Sor Kevan foi recentemente assassinado - por ninguém menos que o próprio Varys. O filho de Kevan, Lancel, se tornou religioso após a Batalha do Água Negra, renunciou ao assento em Darry para se juntar aos Filhos do Guerreiro, ao passo que Willem foi assassinado por Rickard Karstark; seu irmão gêmeo Martyn e o pequeno Janei permanecem vivos, embora o paradeiro deles seja desconhecido. O próximo reclamante seria o próprio Tyrek.
Varys precisa de um herdeiro Lannister, para estabelecer uma nova ordem política em Westeros. Por quase duas décadas, Varys e Illyrio criaram o jovem Aegon como o príncipe ideal, futuro Senhor dos Sete Reinos, um salvador glorioso para resgatar o reino do caos. A invasão estrangeira, no entanto, pode ser apenas uma parte dessa nova conquista de Aegon: qualquer conquistador bem-sucedido (especialmente um sem dragões) exige o apoio da nobreza local para não apenas derrotar seus inimigos, mas estabelecer um regime viável para o futuro.
Dorne parece preparado para apoiar o principezinho “Targaryen”: posando como filho de Elia Martell, Aegon parece pronto para incitar muitos dorneses, já inquietos, a agir contra a odiada dinastia Lannister. O próximo e ousado investimento de Aegon em Porto Real garantirá sua posição como conquistador das Terras da Tempestade, e pelo menos dois poderosos senhores da Cmapina - e um número incerto de "amigos" - parecem prontos para se juntar à sua causa.
Para o resto dos Sete Reinos, no entanto, Varys precisará formular um plano de ataque diplomático. Tyrek, um Lannister do Rochedo, um legítimo Lorde leão (assim que algumas peças forem arrancadas do tabuleiro), pode servir como um fantoche útil para ganhar as Terras Ocidentais para o futuro Aegon VI.
É claro que, para sentar o jovem Aegon no Trono dos Reis Dragão, Varys precisa derrubar o rei-criança Tommen (e se desfazer da princesa Myrcella). A hoste que o príncipe de Varys estava liderando nas Terras da Tempestade será um forte punho de aço para defender seu ponto de vista, mas Varys também precisa da luva de seda de embasamento legal para arrancar a coroa de Tommen de seus cachos dourados.
A tática mais óbvia (e verdadeira) seria provar que Tommen e Myrcella eram bastardos nascidos do incesto, sem qualquer pretensão ao Trono de Ferro, assim como qualquer outro westerosi. Sua bastardia já era um boato comum em todo o reino, graças a Stannis, mas para encerrar a discussão, Varys precisava de alguém que pudesse oferecer provas.
Tyrek esteve com o rei, possivelmente o acompanhou a bordéis e viu seus bastardos de cabelos pretos como Barra. Além disso, Tyrek poderia testemunhar o papel que Lancel desempenhou ao provocar a morte de Robert, minando ainda mais a posição de Cersei. Cuidadosamente treinado por Varys, Tyrek poderia prestar testemunho que arrebataria a herança de seus primos, abrindo caminho para Aegon restabelecer a dinastia Targaryen.
Então, uma vez que Tommen e Myrcella fossem denunciados como bastardos, Tyrek permanece como a escolha ideal para ser nomeado Senhor de Casterly Rock por seu agradecido novo rei Aegon VI (Martyn e Janei apresentariam um desafio dinástico, mas considerando que Varys não tinha escrúpulos em assassinar o pai deles [Kevan], parece improvável que ele permita que esses pretendentes rivais também vivam). Desconectado dos escândalos dos Lannister em Porto Real, Tyrek é um candidato atraente para governar o oeste e se tornar parte da nova ordem westerosi de Aegon.

Conclusão

Em 1999, George RR Martin ofereceu esta breve e tentadora opinião sobre Tyrek Lannister:
RMBoye: Pergunta simples, de verdade - será que vamos descobrir o que aconteceu com o "Ama de Leite", Tyrek?
George_RR_Martin: Sim, você vai. Tento não deixar muitas pontas soltas. Mas às vezes é preciso aguardar.
Talvez os comentários dele devam ser feitos com mais do que um grão de sal; afinal, na mesma entrevista, ele insistiu que o crescimento dos livros pararia no sexto. Talvez já tenhamos visto Tyrek, no jovem bonito, com a bolsa de dragões de ouro, que Arya nota ter morrido na Casa de Preto e Branco. Talvez a Navalha de Occam esteja correta aqui: que Tyrek foi morto no tumulto sangrento e que os manifestantes jogaram seu corpo no rio para evitar o castigo severo que os Lannisters e a coroa provavelmente lhes causariam.
No entanto, o assassinato por um plebeu desconhecido, ou uma morte inexplicável na catedral de um culto de assassinos, parece uma revelação ruim para a qual o autor precisaria aconselhar termos paciência. De fato, parece mais provável que Tyrek esteja de fato vivo e que Varys tenha os meios, motivos e oportunidades para arrancá-lo da capital e segurá-lo para seus próprios usos.
Somente Os Ventos do Inverno servirá para mostrar se Tyrek retornará com o suposto Aegon VI e ocupará seu lugar em Rochedo Casterly. No entanto, o mistério absoluto em torno do desaparecimento de Tyrek continua alimentando especulações, e os leitores podem tentar prever como é que esse escudeiro de menor importância dos Lannister retornará à narrativa de modo grandioso.
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2019.10.26 04:02 altovaliriano O Protegido de Rosby

Link: https://warsandpoliticsoficeandfire.wordpress.com/2016/02/19/heirs-in-the-shadows-the-ward-at-rosby/
Autores: GoodQueenAly; @BryndenBFish

Introdução
A Casa de Rosby nas Terras da Coroa pode não parecer, à primeira vista, dinasticamente importante entre os domínios senhoriais de Westeros. Chamada por Brienne de "pouco mais que um lugarejo à beira da estrada", Rosby é juramentada diretamente ao rei no Trono de Ferro, mas seus recursos e influência são, na melhor das hipóteses, regionais. Seu último senhor, Gyles, era notável apenas por seu perene mal-estar, e sua morte não gerou mais do que um aceno desdenhoso de mão feito pela Rainha Regente.
Não obstante, o Grande Meistre Pycelle duas vezes manifestou preocupação em relação ao protegido do falecido Lorde Gyles, e seus comentários devem ser lembrados. Embora Cersei possa ter desconsiderado displicentemente o protegido de Gyles Rosby como não sendo um problema sério na sucessão de um núcleo relativamente insignificante nas Terras da Coroa, ela poderá ter motivos para arrepender-se de tais sentimentos no futuro. De fato, Cersei pode descobrir que o protegido de Rosby é um inimigo mais firme do que ela jamais poderia imaginar - alguém cuja lealdade política contrasta fortemente com a dela.
[...]
Casa Rosby de Rosby
Um pouco de história sobre a própria Casa Rosby pode servir para contextualizar - e potencialmente prenunciar (foreshadow)- o problema da sucessão de Rosby enfrentado em O Festim dos Corvos. Rosby é uma Casa antiga, datando, no mínimo, da invasão dos Ândalos, sendo provavelmente mais antiga do que isso: o segundo rei Justman a governar as Terras do Rio incorporou Valdocaso, Rosby e o local onde futuramente seria Porto Real a seu Reino dos Rios e Colinas, enquanto o segundo rei Hoare fez os Rosbys vassalos dos homens de ferro. Talvez previsivelmente, dada a crueldade do rei Harren Hoare, os Rosbys estavam ansiosos para se livrar de seus senhores nascidos do ferro; Rosby foi uma das primeiras casas de Westeros a dobrar os joelhos para os Targaryen, rendendo-se a Rhaenys sem luta.
Os Rosbys permaneceram fiéis ao regime Targaryen, mas também não se intimidaram em demonstrar opiniões políticas independentes. Durante a Dança dos Dragões, por exemplo, Lorde Rosby, juntamente com Lorde Stokeworth, eram inicialmente apoiadores de Rhaenyra, mas ambos passaram a apoiar Aegon II (presumivelmente após Criston Cole atacar as casas que faziam parte dos "pretos" nas Terras da Coroa); Rhaenyra executou posteriormente os dois. Sua decisão, no entanto, não viria sem custo para ela mesma. Ao final da guerra, quando Rhaenyra fugiu de Porto Real sob o manto da escuridão, ela esperava encontrar abrigo e apoio entre seus senhores das Terras da Coroa. Em vez disso, encontrou os portões de Rosby firmemente fechados para ela, e o castelão de Stokeworth permitiu-lhe apenas uma noite de estadia.
A riqueza de Rosby não é grande, mas o que faz de Rosby um lugar com potencial importância estratégica é seu uso durante a guerra. Porto Real depende de importações para sobreviver. Durante o tempo de paz, a Campina e as Terras Fluviais servem como celeiros férteis para o bem-estar da capital. Entretanto, se uma delas – ou (que os Sete não permitam!) ambas - forem isoladas da cidade, Porto Real deve recorrer a Rosby e Stokeworth para se abastecer. Esses suprimentos limitados podem levar à escassez aguda de alimentos na capital, mas os alimentos fornecidos por Rosbys e Stokeworths seriam a única alternativa da capital contra a fome total.
O último homem a dominar essa casa menor-mas-notável foi Gyles Rosby. Durante a maior parte da Guerra dos Cinco Reis, Gyles serviu em grande parte como um observador quase invisível dos eventos na corte de Porto Real. Embora o príncipe Tommen tenha passado a Batalha da Água Negra abrigado com segurança atrás dos muros de Rosby, Lorde Gyles passou a batalha na Fortaleza Vermelha com Cersei, Sansa e as mulheres. Inesperadamente, no entanto (sem dúvida para ele, acima de tudo), Gyles chegou ao poder em O Festim dos Corvos: a Rainha Regente Cersei, profundamente desconfiada do potencial candidato dos Tyrell para o cargo de Mestre da moeda, preferiu nomear Lorde Gyles.
O cargo não era fácil, pior ainda com a tosse debilitante do senhor de Rosby. Assediado por um enviado do Banco de Ferro (a quem a coroa devia, e ainda deve, débitos enormes, os quais a coroa não pagará até que a Guerra dos Cinco Reis estiver definitivamente acabada), Lorde Gyles por fim viu a pressão do compromisso cobrar taxas elevadas de seu frágil sistema. Derrotado, Gyles acabou morrendo da tosse.
Gyles Rosby aparentemente nunca se casara e certamente nunca teve filhos legítimos. Então, quando o Lorde Tesoureiro morreu, a sucessão às terras de Rosby seria motivo de preocupação para seu suserano - a rainha regente, Cersei Lannister. Para surpresa do Grande Meistre Pycelle, no entanto, a rainha não parecia preocupada com a situação:
– E quanto a Lorde Gyles, não há dúvida de que o Pai no Céu o julgará com justiça. Não deixou filhos?
– Não há filhos de sua semente, mas há um protegido...
– ... que não é do seu sangue – Cersei ignorou aquele aborrecimento com um golpe de mão. (AFFC, Cersei IX)
Cersei ofereceu sua própria solução drástica: alegar que Lorde Gyles desejava deixar suas terras e propriedades para a Coroa, encher os cofres reais com a riqueza de Rosby e conceder ao castelo algum detentor leal (como seu amado almirante, Aurane Waters). O Grande Meistre Pycelle, no entanto, tinha reservas significativas à sugestão de que a coroa simplesmente deveria apropriar-se de Rosby e apresentou um potencial problema no estratagema de Cersei:
– Lorde Gyles adorava Vossa Graça de todo o coração – Pycelle disse –, mas... seu protegido...
No entanto, Cersei parecia despreocupada que o protegido representasse alguma dificuldade:
– ... sem dúvida irá compreender, depois de ouvir você falar do desejo expresso por Lorde Gyles ao morrer. Vá, e cuide do assunto. (AFFC, Cersei IX)
As míopes maquinações políticas de Cersei enquanto regente não são o assunto deste ensaio, mas sua rápida negação do problema de Rosby (combinada com sua solução pró-coroa) pode nos induzir a erro sobre quão perigoso o protegido de Gyles poderia ser. As palavras de Pycelle parecem sugerir que a ala de Rosby não era apenas um adulto (e, portanto, poderia oferecer resistência à trama da coroa), mas alguém que estaria interessado na herança de Rosby como um herdeiro em potencial – e que veria como inimizade o controle do regime Lannister sobre o assunto. Naturalmente, para permanecer como herdeiro de Lorde Gyles, o protegido teria que ser um parente - alguém que pudesse ter laços de sangue com o pobre e tossegoso tesoureiro e herdar o castelo e as terras.
Digite Olyvar Frey.
O Frey com manto de arminho
Um Frey interessado na herança de Rosby pode parecer estranho à primeira vista. As Gêmeas certamente não são vizinhos próximos das terras de Rosby, nem Walder Frey é um herdeiro óbvio do legado de Rosby. Embora o atrasado Lorde Frey possa não estar na linha de sucessão de uma Casa nas Terras da Coroa, um de seus filhos pode muito bem estar: Olyvar Frey.
Olyvar Frey é o décimo oitavo filho de Walder Frey e o quarto filho de seu casamento com Bethany Rosby. Não está clara qual é a relação de Lady Bethany com Gyles, mas, seja irmã, sobrinha ou prima, Bethany era parente do Tesoureiro nomeado por Cersei. A casa Rosby pode não ser notada pela robustez, mas Bethany conseguiu dar a Walder quatro filhos e uma filha. Os dois mais velhos, Perwn e Benfrey, eram cavaleiros no início de A Guerra dos Tronos; o terceiro filho Willamen foi enviado para a Cidadela, enquanto a única filha Roslin se casaria mais tarde com Edmure Tully.
E o próprio Olyvar? Parece muito provável que, quando menino, Olyvar foi criado com seu parente, Gyles, em Rosby. Os filhos e descendentes do Senhor da Travessia já haviam morado com as casas de parentes maternos antes: Merrett Frey serviu como pajem e escudeiro para Sumner Crakehall, parente de sua mãe Amarei; Geremy Frey, casado com Carolei Waynwood, enviou seu filho e filha para Ferrobles como escudeiro e protegida. Aparentemente inexistindo outro membro da família em Rosby, Lorde Gyles seria a única opção para olhar por esse Frey meio Rosby; como Gyles não tinha filhos, talvez Gyles (ou Walder) estivesse considerando nomear um dos Freys-Rosby como seu herdeiro (da mesma forma que Leobald Tallhart desejava que Lady Hornwood nomeasse o sobrinho de seu marido, Beren Tallhart, herdeiro de Hornwood).
Olyvar, no entanto, é apresentado pela primeira vez nas Gêmeas, após a negociação de Catelyn com Lorde Walder:
– O filho de Lorde Frey, Olyvar, virá conosco – ela prosseguiu. – Deverá servir como seu escudeiro pessoal. O pai quer vê-lo feito cavaleiro a seu tempo. (AGOT, Catelyn IX)
Essa afirmação, contudo, não deveria ser tomada como evidência de que Olyvar não teria sido protegido de Rosby. Mesmo quando Robert Baratheon e Eddard Stark foram protegidos no Ninho da Águia, eles faziam visitas ocasionais a seus respectivos lares (viagens tão longas, se não mais, do que a estrada entre As Gêmeas e Rosby); além disso, quando Ned e Robert completaram 16 anos, os dois garotos ficaram livres para ir e vir do Ninho da Águia à vontade. Olyvar tinha 17 ou 18 anos durante A Guerra dos Tronos, um homem adulto, e uma visita às Gêmeas não seria algo impossível (ou sequer improvável).
Além disso, não surpreende que Walder aproveitasse essa oportunidade caso seu filho estivesse em casa em uma visita, vindo de onde era protegido. Embora Olyvar possa parecer velho demais para um escudeiro nobre - dois anos mais velho que Robb, quando a maioria dos meninos de nascimento nobre começa o serviço entre nove e 12 anos – uma criação em Rosby explicaria claramente essa situação. Gyles, sempre considerado um homem fraco e doentio, dificilmente poderia ter treinado Olyvar nos aspectos marciais da cavalaria, e quando a reputação do cavaleiro tem um impacto tão profundo sobre o de seu escudeiro, ser armado cavaleiro por qualquer outra pessoa em Rosby simplesmente não transmitiria a importância necessária da graduação de Olyvar na cavalaria. Robb Stark, por outro lado, era jovem e marcial: como o novo Lorde de Winterfell, Robb poderia instruir um cavaleiro assim como trazer honra a qualquer garoto ou homem que se tornasse seu escudeiro. Assim, Olyvar poderia se tornar cavaleiro com a cerimônia e a grandeza adequadas ao seu sangue nobre.
De sua parte, Olyvar nunca reclamou de servir a um senhor (e subsequentemente rei) dois anos mais novo que ele: em vez disso, Olyvar completou seus deveres de escudeiro com muita dedicação. Sabe-se que Olyvar lutou como membro da guarda pessoal de Robb durante a Batalha do Bosque dos Sussurros, desempenhou funções cerimoniais enquanto o rei Robb fazia audiências em sua corte e acompanhou o rei em sua campanha pelas Terras Ocidentais. De fato, sua dedicação ao Jovem Lobo era tal que Olyvar estava disposto a ignorar o grande insulto à Casa Frey que foi o casamento de Robb com os Westerling - uma indulgência não compartilhada por seus parentes Frey:
– Não era essa a minha intenção. Sor Stevron morreu por mim, e Olyvar foi um escudeiro tão leal como qualquer rei pode desejar. Pediu para ficar comigo, mas Sor Ryman levou-o com os outros. (ASOS, Catelyn II)
Enquanto Walder Frey e Roose Bolton conspiravam para assassinar Robb Stark, os Frey tiveram o cuidado de apartar aqueles membros da família que eles suspeitassem permanecerem leais ao rei que eles antes aclamavam. Olyvar e seu irmão mais velho, Perwyn, ocuparam o topo da lista:
– Tinha a esperança de pedir a Olyvar para me servir como escudeiro quando marchássemos para o norte – disse Robb –, mas não o vejo aqui. Estará no outro banquete?
– Olyvar? – Sor Ryman balançou a cabeça. – Não. Olyvar não. Partiu... partiu dos castelos. Dever.
– Compreendo. – O tom de Robb sugeria o contrário. (ASOS, Catelyn VII)
Catelyn esbofeteou-o com tanta força que lhe abriu o lábio. Olyvar, pensou, e Perwyn, Alesander, todos ausentes. E Roslin chorou... (ASOS, Catelyn VII)
“Deveres” afastaram esses leais Freys das Gêmeas na época do casamento vermelho, e “deveres” aparentemente ainda mantêm Olyvar longe de casa: nenhuma menção a ele é feita após o massacre. Se Olyvar já servira com protegido em Rosby antes, Rosby poderia parecer o local natural para onde Olyvar iria durante o Casamento Vermelho. Longe das Gêmeas e, principalmente, sem importância política, Rosby serviria como um exílio interno temporário, no qual Olyvar estaria impedido de tentar qualquer movimento tolo para restabelecer a monarquia Stark.
Olyvar, no entanto, sempre foi lembrado por sua forte lealdade pessoal a Robb Stark. Essa lealdade desapareceria com um mero encarceramento clandestino em Rosby? Ou, ao contrário, Olyvar buscaria vingança contra os responsáveis ​​pelo assassinato grosseiramente traiçoeiro do rei a quem ele havia servido tão fielmente?
O Jovem Protegido
A oportunidade de Olyvar se reafirmar começou no final de O Festim dos Corvos. Cersei anunciara seu plano de engolir Rosby com pouca consideração sobre o que o protegido de Rosby diria sobre o assunto. A rainha comentou que o protegido não era do sangue de Gyles, como se quisesse enfatizar a tênue conexão que ele tinha com a herança de Rosby. A casa paterna de Olyvar é Frey, e então Cersei - nunca muito meticulosa com assuntos que não concerniam a ela - pode nunca ter se dado ao trabalho de descobrir que Olyvar tinha descendência direta de Rosby e, portanto, simplesmente concluiu "não é do seu sangue". No entanto, mesmo sem ter o sobrenome “Rosby” ou ser descendente do próprio Gyles, Olyvar poderia representar uma verdadeira ameaça para a questão da sucessão em Rosby. Seu sangue de Rosby provavelmente seria pelo menos tão próximo da linhagem de Gyles quanto o de Falyse, ou até mais (esta última era apenas a prima em terceiro grau do falecido Lorde Rosby); além disso, o jovem Olyvar teria cerca de dezoito ou dezenove anos, suficientemente velho para causar problemas se decidisse reivindicar seus direitos a Rosby.
De fato, o protegido agiu com forte convicção durante O Festim dos Corvos (mesmo antes da morte de seu pai de criação, Gyles). Falyse, herdeira de Stokeworth, vizinho de Rosby, havia voltado para casa brevemente no início de O Festim dos Corvos, mas logo depois voltou para a capital. Sua curta jornada, no entanto, teve consequências:
– Desconfortável – lamentou-se Falyse. – Choveu quase o dia todo. Pensávamos em passar a noite em Rosby, mas aquele jovem protegido de Lorde Gyles nos recusou hospitalidade – fungou. – Guarde minhas palavras. Quando Gyles morrer, aquele desgraçado malnascido há de fugir com o seu ouro. Até pode tentar exigir as terras e a senhoria, embora legitimamente Rosby deva passar para as nossas mãos quando Gyles falecer. (AFFC, Cersei V)
A descrição desdenhosa de Falyse do protegido como um "desgraçado malnascido" não deve sugerir que o protegido não possa ser Olyvar Frey, só porque Olyvar é de nascimento nobre. Suas palavras afiadas podem simplesmente ter motivação pessoal - aborrecimento por um vizinho recusar o que deveria ser dado a uma herdeira e cortesã das Terras da Coroa, uma violação das boas maneiras entre vizinhos. Por outro lado, Falyse poderia estar se referindo à vil reputação que Casa Frey ganhou desde o Casamento Vermelho. Embora nominalmente aliados do Trono de Ferro, com Emmon Frey sendo o novo Lorde de Correrio, a traição explícita do Casamento Vermelho minou a reputação dos Frey em Westeros:
– As Gêmeas também apoiaram a causa do Jovem Lobo – lembrou aos Frey. – Depois o traíram. Isso faz que sejam duas vezes mais traiçoeiros do que Piper” (AFFC, Jaime VI)
– Guarde seu aço, sor! É um Corbray ou um Frey? Aqui somos hóspedes. (AFFC, Alayne I)
Simplesmente levar o nome de "Frey" marcaria Olyvar como parente de assassinos de reis e violadores do antigo e sagrado direito de hóspede. Falyse também reconheceu a possibilidade de que o protegido tentasse reivindicar o senhorio quando da morte de Gyles - uma sugestão, talvez, de que Falyse sabia que o protegido teria algum direito a Rosby por sangue (embora ela tenha sublinhado rapidamente que ela tinha uma pretensão mais forte - um ponto que não pode ser discutido enquanto a conexão de Bethany Rosby com a linha de Gyles permanecer desconhecida). A declaração de Falyse de que o protegido era jovem também não deveria excluir a possibilidade de ser Olyvar; presumivelmente, se o protegido fosse jovem como uma criança, o castelão de Rosby teria tomado a decisão sobre quem poderia permanecer como convidado (como fez o castelão de Rosby durante a Dança).
De certa forma, então, haveria uma ironia divertida na ação do protegido de Rosby, se o jovem fosse de fato Olyvar Frey. Embora nascido nos costumes sulistas das Terras Fluviais, Olyvar estaria ciente da importância do direito do hóspede:
Um costume notável que é mais caro para os nortenhos do que qualquer outro é o direito de hóspede, a tradição de hospitalidade pela qual um homem não pode causar dano a um hóspede sob seu teto, nem um convidado ao seu anfitrião. Os ândalos tinham algo parecido com isso também, mas é algo muito menos presente nas mentes sulistas. [...] Só o assassinato de parentes é considerado tão pecaminoso quanto as violações das leis da hospitalidade. (TWOIAF, O Norte)
Saber que seus parentes nas Gêmeas haviam oferecido falsamente ao rei Robb e à mãe a proteção do direito de hóspede e depois assassinado os convidados leais no casamento teria sido, portanto, profundamente chocante e espantoso para o jovem Olyvar. Quando Falyse Stokeworth chegou à sua porta, então - uma notória simpatizante e aliada dos Lannister - Olyvar aproveitou a oportunidade para demonstrar o quão fortemente ele ainda acreditava no direito dos hóspedes. Embora os Lannisters e seus parentes traiçoeiros não acreditassem nas obrigações de um anfitrião para com um hóspede, Olyvar mostraria que sabia o que significava direito de hóspede. Ele não se comprometeria com gente próxima dos violadores do direito dos hóspedes, recusando-se fornecer salvo conduto aos aliados daqueles que desafiavam abertamente uma das tradições mais antigas e sagradas de Westeros.
A herança de Rosby
No epílogo de A Dança dos Dragões, o problema de Rosby permanece sem resolução:
Há mais alguma coisa?
O Grande Meistre consultou seus papéis.
– Devíamos endereçar a herança de Rosby . Seis petições foram colocadas...
– Podemos tratar de Rosby em alguma data futura. O que mais?
Não está claro quem faz parte da lista de Pycelle; presumivelmente, uma boa quantidade de famílias nas Terras da Coroa tem laços por casamento com a Casa Rosby. Também não está claro se o protegido de Rosby está nessa lista, apesar de que, como os únicos membros conhecidos da Casa Rosby na narrativa moderna sejam Lorde Gyles e Bethany, os filhos Frey desta última parecem altamente propensos a ser pelo menos um ponto de discussão na sucessão da Casa.
O próprio Olyvar provavelmente não seria o primeiro na fila para herdar Rosby; seu irmão mais velho, Perwyn, deveria legalmente vir antes dele em qualquer questão sucessória. É verdade que Gyles poderia ter nomeado Olyvar seu herdeiro a fim de manter Perwyn na linha das Gêmeas (da mesma forma que Leobald Tallhart ofereceu o próprio filho mais novo para manter seu mais velho, Benfred, com herdeiro de Praça de Torrhen), embora isso pareça uma pouco provável: Perwyn pode estar à frente de seus irmãos mais novos, mas ele e Olyvar são legalmente o septuagésimo terceiro e o septuagésimo sexto na linha das Gêmeas, respectivamente. Dificilmente próximos do Senhorio da Travessia.
Se Olyvar se considera o legítimo Lorde de Rosby, ou apenas o está segurando para seu igualmente honrado irmão Perwyn (Daven Lannister considera Perwyn um "tipo decente", especialmente quando comparado ao perigoso Walder Rivers), Olyvar como protegido de Rosby teria controle exclusivo sobre a sede nas Terras da Coroa em um futuro próximo. Esse controle pode representar um forte problema para Cersei, já que seu regime fragmentado enfrenta crescentes pressões externas. Com o Jovem Aegon marchando das Terras da Tempestade, certos senhores da Campina abandonando o leão pelo dragão, e as Terras Fluviais potencialmente experimentando ainda mais agitação no futuro, a capital provavelmente experimentará um novo cerco. Rosby seria a tradicional salvação alimentar de Porto Real - mas não sob Olyvar Frey.
Em vez disso, Rosby e Stokeworth podem simplesmente assistir Cersei desmoronar com a chegada do pretendente Targaryen, alterando suas lealdades e recusando qualquer ajuda à rainha, como aquelas sedes fizeram com Rhaenyra no passado. Stokeworth é governado agora por "Lorde" Bronn, um perfeito oportunista que sem dúvida veria mais prosperidade com o Jovem Dragon do que com Cersei e seu número decrescente de aliados. Olyvar, naturalmente, não deseja ver no poder a irmã do homem a quem Roose Bolton nomeou quando esfaqueou Robb. É verdade que Aegon não é o rei Stark que Olyvar serviu tão fielmente, mas a ajuda do jovem Frey ao pretendente Targaryen viria menos de sua adesão ideológica à causa Targaryen e mais de seu desejo de vingar seu falecido senhor. A história se repetiria, com uma rainha em Porto Real sendo novamente rejeitada pelos mestres de Rosby e Stokeworth - dois lugares que ela ignorara e desprezara no passado.
Curiosamente, Olyvar pode ainda encontrar um Stark para servir, em um lugar improvável. Seu irmão do meio, Willamen, treinado como meistre, agora serve à Casa Hunter em Solar do Longarco, uma casa proeminente, juramentada aos Arryns. Também no Vale, está Sansa Stark sob disfarce, a quem Mindinho planeja dar o Ninho da Águia (por casamento) e Winterfell. Se Olyvar deseja ver o herdeiro de Robb sentado em Winterfell, Sansa seria uma escolha óbvia. A rapidez com que Willamen descobriria que “Alayne Stone” é de fato a herdeira de Stark não é clara, mas, se o fizesse, Olyvar poderia declarar que Rosby não conhece nenhuma rainha além da rainha do Norte, cujo nome é Stark.
Conclusão
Que George R. R. Martin cuida de colocar várias camadas nos mistérios importantes dos livros não deve surpreender os leitores de As Crônicas de Gelo e Fogo. A herança de Rosby é apenas um mistério: mencionado com frequência suficiente para ficar na mente do leitor, mas não com tanta frequência que se torna óbvio demais – e que, aparentemente, só serviria à politicamente irrelevante questão de quem governará Rosby - o problema de Rosby deixa muito espaço para os leitores especularem. Tendo demonstrado as restrições que Rosby e Stokeworth podem exercer na capital, durante a Guerra dos Cinco Reis, e agora ocasionando tensões iguais no regime de Porto Real, o autor conseguiu tornar a questão comparativamente menor do herdeiro de Rosby em uma das grandes implicações políticas futuras.
Certamente, Olyvar Frey como protegido ou futuro Lorde de Rosby deve permanecer por enquanto no campo da especulação. No entanto, seu próximo e conhecido parentesco com Rosby - exclusivo de seu ramo da Casa Frey, em aparentemente toda Westeros - faz dele um candidato muito provável a pelo menos o primeiro e, possivelmente, o segundo título [Protegido, Lorde]. Trazer de volta um personagem terciário leal para esmagar ainda mais o reino de Cersei pode dar uma satisfação narrativa bem-vinda à história. Embora Freys tenha assassinado o rei Robb, a senhora sua mãe e companheiros, Olyvar poderia demonstrar que nem todos os Freys precisam ser traiçoeiros - e que aqueles que toleraram o assassinato de seu rei sofreriam as consequências.
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2019.07.20 05:16 Luruisa Oi, então isso é meio que o inicio de um livro que estou tentando escrever o nome dele é, Por Onde Andou?

PROLOGO
O encontro estava seguindo bem, Nathan nem havia percebido o tamanho desconforto de Melissa, afinal era uma boa atriz, ria das piadas sem graça e conversava como se estivesse na companhia de uma das amigas. Já estava cansada de fingir, quando ele se levanta para ir ao banheiro, no mesmo instante que lhe da às costas, colocou a cabeça entre as mãos por um reflexo, se perguntava o que fazia ali? Nesse momento a única coisa passava pela sua cabeça era que precisava encontrar uma desculpa para ir embora sem ter que dar mais explicações, queria dizer algo a ele se levantar e ir em direção da porta sozinha e desaparecer, ao menos até no dia seguinte... Desde o começo desse encontro estava se perguntando em que momento pensou que fosse uma boa ideia vir até ali, como poderia ter pensado que seria divertido, alias divertido era o exato oposto do que esse encontro estava se tornando.
– Melissa... Está tudo bem com você? – A pergunta surpreende, ela não ouviu ninguém se aproximar da mesa, mas aquela voz... Não podia ser... À voz era de Thomas, o que ele estaria fazendo ali, ela estava ficando louca, devia ser um delírio, mas ao erguer a cabeça...
– Thomas? - De onde ele saiu? Fazia tempo que a estava observando? E o mais importante porque ele está parado ali, a encarando tão profundamente que parecia mergulhar em sua alma a procura de respostas que ela desconhecia.
– Você está bem? – Ele repete a pergunta para tirá-la do amontoado de pensamentos que rodeavam sua mente.
– Sim, estou... – falou perdida ao olhar dentro de seus olhos, ele parecia preocupado. – E você, como está? – Ela pergunta tentando sorrir e ignorar tudo que pulsava em seu peito.
– Eu estou bem. – Ele coloca a mão no ombro de Melissa, o que a fez se contrair. – Ei, o que houve?
– Nada vou ficar bem... – diz sem conseguir olhar nos olhos de Thomas, ela estava mentindo e não sabia como, mas ele a conhecia tão bem ao ponto de saber quando não insistir mais.
Ele passa a mão em seu braço enquanto a observa, ela nunca conseguia esconder o que sentia, pelo menos, nunca conseguia esconder dele, ele a conhecia não a tanto tempo, mas o suficiente para reconhecer que os olhos dela sempre explodiam de sentimento, quando estava triste seus olhos eram vazios e distantes, no entanto quando estava feliz ela sorria com os olhos.
Quando Thomas a viu aquela noite sentada em uma mesa com um rapaz que ele desconhecia, para qualquer outro ela aparentava estar confortável e feliz, mas não para ele.
Quando teve a chance de cumprimenta-la a primeira coisa que viu foi devastador o olhar dela estava tão triste quanto no dia que se despediram, ela não chorou aquele dia, mas seu olhar era de alguém que estava em frente a um cruzamento e não faz ideia para onde ir, ela estava tão perdida quanto naquele dia, mas dessa vez ele estava ali e não iria partir não a deixaria a própria sorte. Thomas a pegou pela mão e a fez levantar, colocou uma quantia de dinheiro sobre a mesa que pagaria pelo jantar e ainda sobraria para uma gorjeta generosa, Melissa o olhava sem saber como reagir ou o que dizer.
– Vamos. – ele não estava perguntando, ela o encara, parecia intrigada, mas ele já havia decidido que explicaria tudo que ela perguntasse depois, em um movimento a pegou pela mão e a levou, sem que ela oferecesse a menor resistência.
Ela não fazia ideia do que dizer a ele, queria perguntar como ele estava, quando voltou, mas seu primeiro objetivo era em sair dali. Com ele, sem questionamentos, só queria ir para um lugar longe de tudo aquilo. Eles se aproximaram de um carro e ele sinalizou para que ela embarcasse na porta do passageiro, e ela o fez. Duas quadras depois ela finalmente conseguiu formar palavras, sem pensar deixo sair às duas palavras que mais a afligiam.
– Quando volto? – falou assim de supetão, estava curiosa, mas tinha um fundo de raiva em sua voz, ela encarava a rua a sua frente, mas percebeu quando ele sorriu antes de responder. – Faz uma semana.

CAPITULO I
A cidade de Medusan nunca foi muito movimentada, mas nessa noite ela estava totalmente parada. Melissa podia contar nos dedos os carros que passaram por eles até que chegassem, ela não sabia exatamente onde mas chegaram. Thomas desceu mas não apagou os faróis, foi até a frente do carro e se encostou no capo. Ele estava esperando, esperava que ela fosse até ele, que ela se aproximasse por conta própria e isso não demorou muito. Ele quase sorriu quando ouviu o barulho da porta abrindo.
Ela não sentou ao lado de Thomas, ficou parada na sua frente de braços cruzados ela o encarava, devia ter muitas perguntas mas por algum motivo não falava nada.
– Como você está?– Thomas perguntou, ele queria que ela falasse, queria mesmo saber como ela estava. Mas ela não estava disposta a responder nada.
– Nem passou pela sua cabeça me avisar que iria voltar? Ou então me procurar antes?– Ela faz suas perguntas mas não queria que ele respondesse, não tinha uma justificativa para isso, ela queria que ele pedisse desculpa, mas ela sabia que ele nunca faria isso. – Lisa amanhã vai fazer uma semana que voltei, não...– Ele continuaria se fosse outra pessoa ou se eles estivessem em outros tempos, era a Melissa, sua melhor amiga que ele sempre adorou incomodar, aquela pessoa que ele irritava, só pra ver ela com raiva, ela nunca conseguia ficar brava com ele por muito tempo. – Foi mal eu deveria...
Ela não deu tempo para que ele pedisse desculpas, e o abraçou assim sem dizer nada a saudade que ela sentiu, era maior que a raiva ao saber que ele não a procurou antes.
– Você não devia ter feito isso, eu te odeio, mas senti tanto sua falta...– a respiração dela já estava irregular e a voz embargada, não queria o soltar nunca mais, e ele a abraçava com tanta força que parecia ter medo que ela fosse roubada de seus braços.
Depois de algum tempo ele afrouxou os braços que rodeava ela, com muito esforço se afastaram um do outro, como sentiu falta daquele abraço, como sentiu falta de estar na companhia dela.
– Fui um idiota, devia ter ido atrás de você...– Ele começou a falar mas logo foi interrompido, ela balançou a cabeça e sorriu de um jeito estranho, ela estava com vergonha.
– Você foi realmente um idiota, mas tudo bem,– ela estava começando a corar – faz uma semana, você devia estar ocupado – depois de uma pausa a expressão dela muda, e essa ele conhecia muito bem, ela fez um beicinho e forçou uma carinha de cachorro abandonado– Você nem devia lembrar que eu existia, quando me viu deve ter se assustado, deve ter pensado: Nossa aquela garota ali eu conheço de algum lugar, vou sequestrar ela para tentar lembrar da onde...– Ela caiu na gargalhada e não conseguiu mais fingir que estava magoada.
– Ei, eu não te sequestrei...– Thomas rebate, antes de cair na risada, ele a olhou sorrindo e percebeu o quanto ela havia mudado, mas apesar de tudo ela continuava sendo a sua Lisa que ele não trocaria por nada, e naquele instante tinha apenas uma certeza; nunca mais iria a deixar para trás.
Eles tinham muitos assuntos para colocar em dia, conversa vai conversa vem, Thomas tomou coragem de perguntar quem era o desconhecido do restaurante, Melissa sorriu amarga antes de responder.
– O nome dele é Nathan, e ele é novo aqui, se mudou com os pais. Essa semana deve ter ido umas 4 vezes no laboratório, na ultima ele me convidou para sair, não sei porque, mas aceitei. – Ele parece um cara legal.
– Ele é...– Melissa fica distante.
–O que aconteceu?
–Nada, acho que eu não devia ter saído daquele jeito...
–Desculpa– Thomas fala ao perceber que a culpa afinal era dele também, no entanto não resistiu em brincar – Você nunca suportou caras assim, eu fiquei tanto tempo assim fora?
Ela ri e gesticula com a cabeça em afirmativa.
–Eu devo ter enlouquecido... Ou talvez não seja eu, você já pensou na possibilidade de que enquanto você esteve fora eu possa ter sido abduzida por Et's e eles podem ter feito experiências com meu cérebro.
–Os Et's nunca iriam te abduzir, eles têm medo de que sua loucura seja contagiosa.– Thomas falou sério, mas não conseguiu manter-se assim por muito tempo, logo que olhou para ela e viu a expressão de quem parecia estar chocada, ela atuava como ninguém, ele teve que rir, como sentiu falta daquela garota.
–Senti falta do seu humor irritantemente sarcástico. –disse Melissa.
–Não tema, pois seu cavalheiro está de volta – disse Thomas fazendo uma pequena reverência.
Já estava tarde quando Thomas levou Melissa para casa, quando chegaram a mãe dela abriu a porta e comprimento Thomas, enquanto Lisa entrava.
– Boa noite Sra. Dantas –Boa noite Thomas, como está sua mãe? –Bem e a senhora?
–Estou bem, até mais Thomas. -disse ela adentrando a casa.
–Até– ele disse pra a Sra. Dantas.
– Boa noite Lisa.
–Boa noite Thomas.

CAPITULO II
Depois de colocar o pijama e se enterrar na cobertas, Lisa pegou o celular e lá estavam três mensagens:
Nathan, para Melissa às 19:36; "O que aconteceu? Para onde você foi?"
Nathan, para Melissa às 20:03; "Está tudo bem?"
A ultima mensagem era a unica que a deixava feliz era de Thomas:
Thomas, para Melissa às 00:24; "Oi, te vejo amanhã?"
Ela não sabia o que dizer, escreveu a unica verdade que poderia dizer a eles:
Melissa, para Nathan às 00:48; "Oi, desculpa. Estou bem, mas precisei ir embora."
Melissa, para Thomas às 00:50; "Oi, eu vou trabalhar amanhã."
Um instante depois o celular vibra,
Thomas, para Melissa às 00:51; "Te vejo amanhã, agora descansa, beijo."
Melissa, para Thomas às 00:52; "Ok, beijo."
Ela nem se deu ao trabalho de perguntar ele já havia ficado off, ela desligou o celular, fechou os olhos e dormiu rapidamente.

CAPITULO III

Já era quase cinco horas, o expediente de Melissa estava prestes a acabar, quando alguém entra no laboratório.
– Olá – que droga, Melissa não queria ter que dar explicações, não hoje, mas não havia para onde fugir, então depois de respirar fundo, sai de trás do balcão e vai de encontro com Nathan. – Oi.
– Olha você ai, está tudo bem? – Nathan pergunta, ele não parece bravo, tão pouco preocupado com o estado emocional dela.
– Estou, me desculpe por ontem, eu não devia ter indo embora daquele jeito.
– Não devia, o que diabos aconteceu?
Melissa não poderia dizer que o encontro foi um total desastre, não era culpa dele, era dela, que aceitou um encontro predestinado ao desastre.
– Eu não me senti bem, sinto muito mesmo.– ela se sentia péssima por mentir, mas isso era melhor que dizer a verdade, ao menos naquele momento.
Ele fez uma cara de incrédulo, mas não contestou as desculpas dela, foi interrompido antes, um cliente entrou no laboratório, Melissa sinalizou e disse:
– Preciso atender, – já se distanciando de Nathan, mas antes que conseguisse ir muito longe, ele a segurou pelo pulso e lhe disse:
– Quer sair hoje?
– Não posso,– ela disse ao se lembrar que Thomas havia dito que a veria hoje, e até aquele momento ele não havia aparecido, mas quando Thomas marcava algo com ela, ele sempre dava um jeito de aparecer.
Nathan soltou o braço dela sem saber o que dizer, Melissa não esperou que ele formulasse outra pergunta que ela não queria responder e foi em direção do cliente, logo depois o viu saindo do laboratório. Assim que acabou de atender ela fechou tudo, pegou seu casaco e saiu.

CAPITULO IV (inacabado)

Quando dobrou a esquina viu Thomas escorado no morro do outro lado da rua, ela atravessou e foi até ele. – E ai – ela cumprimentou, ele sorriu antes de responder. – Como vai princesa?– Ela riu, nunca gostou desse apelido, mas não se deu a trabalho de discutir, ele ofereceu o braço e ela aceito, e colocaram-se a andar na direção da casa de Melissa. Desde sua súbita chagada no dia anterior, ele não havia lhe dito por que voltou, o que o trouxe de volta, mas ela sentia que ele contaria para ela assim que estivesse reparado apesar de tamanha curiosidade que ela tinha, decidiu deixar que o amigo tomasse coragem por conta própria. Os assuntos eram tantos, falavam de como as pessoas mudaram, de seus antigos amigos, que por algum motivo acabaram se distanciando apesar de morarem na mesma cidade. – E Camile? - Thomas indaga depois de conversarem sobre alguns amigos. Melissa não entende o porque do nome naquele momento, elas nunca se deram bem, os pai de Camile eram vizinhos de Thomas antes de se mudarem para um bairro nobre da cidade, os pais dela eram ambos advogados e queria que a filha estudasse direito, mas para desgosto deles ela optou por estudar arte em uma cidade vizinha. No entanto ela volta e meia está pela cidade para a infelicidade de Melissa.

[...]
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2019.07.10 21:45 agscontabilidade ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO

A maioria das pessoas reclama da falta de tempo que dispõe para suas atividades diárias devido à enorme carga de tarefas que tem para executar.
O que ocorre é que as pessoas quando aprendem em um curso acadêmico, ou mesmo ingressam de alguma forma em uma função, profissão, são sempre instruídas sobre “O que” fazer sendo ignorado o modo como se fazer o trabalho, principalmente aos detalhes que fazem o diferencial para se obter uma maior eficiência e eficácia.
Não basta ser especialista no que se faz, é que preciso ter noções da melhor maneira de realizar o trabalho.

COMO ADMINISTRAR MELHOR O SEU TEMPO?

Tempo é das coisas mais indefiníveis e paradoxais: o passado já se foi, o futuro ainda não chegou, e o presente se torna o passado, mesmo enquanto procuramos defini-lo, e como se fosse um relâmpago, num instante existe e se extingue.
Na maioria dos casos, a análise revela que, com alguns ajustes, o indivíduo poderá produzir muito mais, com menos dispêndio de esforços. Chama-se “trabalho inteligente”.
ORGANIZE UMA AGENDA DO TEMPO
Para identificar com precisão como você ocupa o seu tempo, faça uma agenda, dimensione exatamente o percentual de tempo utilizado em cada tipo de atividade.
Pois não podemos controlar nosso tempo se não sabemos exatamente como o estamos utilizando.
Geralmente somos levados a achar que sabemos como utilizamos nosso tempo, mas nem sempre isso é verdade.
O princípio básico para utilizar bem o tempo é priorizar as tarefas realmente importantes e que nos trazem maiores resultados, aquelas que sempre deixamos para executar depois das mais fáceis!
Avaliar a forma como utilizamos nosso tempo é o primeiro passo que devemos dar, e após isso questionar: Os resultados seriam melhores se eu passasse o meu tempo trabalhando em outra atividade?
Como eu poderia executar as tarefas mais importantes com mais freqüência e eficiência?
Um outro aviso importante: Geralmente seus colegas de trabalho tem o costume de lhe passar material, assuntos e tarefas que não dizem respeito à sua atividade principal (ao seu foco).
Este tipo de material deve imediatamente ser retornado à pessoa que realmente deve dar continuidade. Responda na própria correspondência e retorne imediatamente.
Não deixe nada entulhando sua mesa ou caixa postal de e-mail. Sempre que possível evite dar respostas como: Vou ver e lhe retorno depois!. Assim que tiver um retorno lhe informo!
Dê as informações necessárias já no momento para que a pessoa mesmo pesquise sozinha! Não atue como intermediário de nada.

VOCÊ REALMENTE SABE COMO USAR SEU TEMPO?

A primeira medida para melhorar a utilização do tempo é verificar como ele vem sendo empregado.
Muitas pessoas imaginam que sabem como usam seu tempo, mas quando eles são registrados, numa “tabela de tempo”, o resultado é surpreendente para estes indivíduos.
Algumas situações comuns observadas numa tabela de tempo:
Para efetivamente avaliar a utilização do tempo, é necessário questionar o efetivo uso do mesmo.

QUANTO TEMPO UTILIZAR EM CADA TAREFA?

A lei de Parkinson diz que o trabalho tende a preencher (ou adaptar-se) ao tempo disponível ou alocado para ele.
Se você alocar uma hora para uma determinada tarefa, terá mais chances de terminar o trabalho dentro desse prazo, caso estabeleça duas horas para o mesmo trabalho provavelmente utilizará as duas horas para o trabalho.
Estabeleça sempre a quantidade de horas e datas para conclusão de projetos, provavelmente descobrirá um meio de fazê-lo dentro do prazo estabelecido por você, e sua produtividade aumentará bastante.
DIVIDINDO SEU TRABALHO DE ROTINA EM LOTES
A divisão em categorias e o agrupamento de seu trabalho podem ser chamados de “agrupamento”. Processe as informações e as tarefas semelhantes em lotes, reduzindo dessa forma, o desperdício e o deslocamento.
Você executará cada tarefa de forma mais eficiente. Muitos elementos de seu trabalho podem ser reduzidos a simples rotinas que lhe permitirão concluir tarefas semelhantes no mínimo tempo possível.
Esses tipos de tarefas realmente se prestam ao agrupamento. As vantagens de abordar o seu trabalho dessa maneira são várias.
Você verá que o trabalho em lotes permite que você se prepare e se organize para ele de uma só vez, ao invés de ter de fazê-lo várias vezes se o trabalho for feito aleatoriamente.
SUPERANDO O ADIAMENTO
O adiamento provavelmente consumirá mais tempo no seu local de trabalho do que em qualquer outro lugar.
Se você for uma pessoa que costuma adiar, a mudança de atitude para o Faça Agora será um elemento chave para ajudá-lo a identificar onde existe adiamento nos seus hábitos profissionais e a superá-lo.
A maioria das pessoas é muito inteligente, até mesmo engenhosa, no que diz respeito a adiar as coisas. “Eu não tenho muito tempo” é uma desculpa comum.
“Eu acho que eles disseram que não estariam aqui hoje, então eu não liguei.” “Não é tão importante.” A lista de motivos pelos quais uma tarefa não pode ser concluída é interminável.
Seja tão esperto para concluir as coisas quanto o é para adiá-las. Insista até encontrar a solução para cada problema sem adiá-lo.
É aí que você deve concentrar o poder de sua mente, e não em desculpas inteligentes.

AS 8 MANEIRAS DE SUPERAR O ADIAMENTO

1) Faça agora e fará uma vez somente: Não fique lendo e relendo para fazer uma ação. Leia e aja.
2) Clareie a sua mente: Não postergue nada. Programe o que você vai fazer e realmente faça ou esqueça o que você não vai fazer.
3) Resolva os problemas enquanto eles são pequenos: Caso contrário seus problemas crescerão e consumirão mais tempo.
4) Diminua as interrupções desnecessárias: Isso o ajudará a ser mais produtivo.
5) Coloque os atrasos em dia: Os trabalhos atrasados criam o seu próprio trabalho extra.
6) Comece a operar visando o futuro e não o passado: Trabalhe sempre de forma preventiva, antecipando-se.
7) Pare de se preocupar: O grande dano do adiamento é o cansaço mental e psíquico que isso causa.
8) Agora sinta-se melhor em relação a si mesmo: A conclusão de tarefas evita o estresse e a ansiedade e traz mais autoconfiança e auto-respeito.

ESQUEÇA LEMBRANDO

A maioria das pessoas tem certo orgulho da sua capacidade de se lembrar de “tudo” o que deve ser feito.
É um jogo mental que fazem. Embora possam ter sido bem-sucedidas em uma certa época, o ritmo atual do trabalho e da vida particular e o volume de atividades com as quais devemos estar em dia aumentaram tanto que é impraticável estar por dentro de mil coisas a fazer.
Essa preocupação constante de tudo o que precisam fazer, lembrar-se de tudo, simplesmente lhe sobrecarregam, principalmente porque acabam se lembrando de “tudo” nos momentos menos interessantes.
Os executivos e gerentes deveriam se interessar mais em esquecer todas as coisas que têm a fazer. Sim eu disse esquecer.
O que as pessoas precisam é de ter um sistema adequado em prática para se lembrar dessa infinidade de detalhes quando, e só quando, for preciso. Parece loucura? Na verdade não é.

3 PRINCÍPIOS GERENCIAIS CLÁSSICOS DE ADMINISTRAÇÃO DE TEMPO

Três princípios gerenciais clássicos de administração de tempo estão sendo seriamente questionados pelos estudiosos. Estes conceitos são:
  1. Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente e concentre-se nelas até que todas estejam executadas.
  2. Cuide primeiro dos assuntos urgentes.
  3. Distribua uniformemente sua carga de trabalho.
O fato é que todo mundo já utilizou estas técnicas frequentemente com algum grau de sucesso.
No entanto, renomados experts como Peter Drucker, Merrill Douglass e o filósofo do século XX, Vilfredo Pareto, afirmam que elas precisam ser descartadas a fim de abrir caminho para métodos mais eficazes.
Aparentemente, as regras são boas. Cada uma delas, entretanto, contém aspectos negativos.
Analisemos em separado estas diretrizes para descobrirmos por que elas precisam ser riscadas do livro de regras gerenciais.
1. Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente e concentre-se nelas até que todas estejam executadas.
O que há de errado nisto? Uma porção de coisas. Conforme Drucker aponta, é preciso equilibrar o trabalho com o tempo.
Lembre-se que o tempo é imutável, ao passo que o trabalho é flexível como massa para modelar. Ele pode ser pressionado, moldado, reformulado e dividido.
Portanto, o trabalho deve sempre subordinar-se ao tempo disponível. Atacar com entusiasmo sua lista diária de itens a fazer não é suficiente.
O tempo deve ser realisticamente programado para que as tarefas certas realmente sejam feitas.
2. Cuide primeiro dos assuntos urgentes.
Se é urgente, deve ser importante, certo? Errado! Quem é que diz que o assunto é urgente?
É você, seu chefe, sua secretária, um cliente, um empregado, um vizinho? Urgente implica em necessidade de atenção imediata.
Mas quem está exigindo atenção imediata? Como a tarefa em questão se relaciona com os objetivos a serem atingidos?
Na realidade, existe um relacionamento matricial entre assuntos urgentes e importantes. Esta correlação pode ser simplesmente citada como:
“Assuntos urgentes podem ser importantes, mas não necessariamente.” São quatro os possíveis relacionamentos. O assunto pode ser: Tanto importante quanto urgente Ex.: você está quase perdendo seu principal cliente. Importante mas não urgente Ex.: planejamento estratégico para os próximos três anos. Urgente mas não importante Ex.: a maioria do telefonemas. Nem urgente nem importante Ex.: conversa fiada ou comentários excessivos sobre o jogo de futebol da semana passada.
Conclui-se, portanto, que assuntos importantes (os que têm vínculo com os objetivos) deverão sempre ter prioridade sobre assuntos meramente urgentes (os que pressionam pelo tempo), uma vez que atenção deixará pouco tempo para fazer o que realmente é importante.
3. Distribua uniformemente sua carga de trabalho.
Há quase 100 anos, Pareto questionou este conceito. O Princípio de Pareto postula que para qualquer número de itens, um pequeno número destes itens é muito mais importante do que o restante.
Por exemplo, 20% dos clientes de uma companhia provavelmente são responsáveis por 80% das vendas, ao passo que 20% dos itens em estoque podem representar 80% do inventário.
O Princípio de Pareto é uma prescrição de discriminação. Ele propõe dedicar mais atenção aos itens importantes e menos atenção aos itens de menor importância.
Conclui-se, portanto, que uma carga de trabalho uniforme, que trata de todas as tarefas da mesma maneira, não atende à necessidade do executivo.
O esforço concentrado em poucos assuntos importantes é que abre o caminho para a produtividade gerencial.

ALGUNS PASSOS PARA GERENCIAR SEU TEMPO COM MAIOR EFICÁCIA

Mesmo com os três conceitos “furados” colocados em perspectiva, a questão permanece.
Que regras poderão realmente ajudar-me a melhor administrar meu tempo? O primeiro passo para melhor administrar o tempo é determinar como é utilizado.
A maioria as pessoas acha que sabe como ocupa seu tempo mas, comumente, quando os fatos são registrados num quadro de tempo, o resultado é surpreendente.
Situações típicas demonstradas nesse quadro são:
  1. Julgamentos bruscos feitos em relação a assuntos altamente importantes;
  2. Conversas telefônicas que se estendem em demasia
  3. Períodos de incessantes interrupções nos quais nada de significativo é feito;
  4. Longo envolvimento em assuntos de pouca importância que poderiam ser delegados ou ignorados;
  5. Períodos de escravidão à burocracia, nos quais a “papelada” domina o dia;
  6. Ausência de tempo para pensar ou planejar.
A percepção de como você usa seu tempo implica num esforço de cronometrar suas atividades diárias e registrar os resultados para análise.
Para ajudar a capturar seu dia como ele realmente é, siga estes passos:
Passo 1 – Faça um quadro de tempo.
Use uma agenda, um caderno ou um bloco e anote de 30 em 30 minutos o que você esteve fazendo durante a meia hora que passou. Registre suas atividades por uma semana.
Passo 2 – Reveja o quadro.
Faça um resumo dos resultados. Veja quanto tempo você gastou em assuntos realmente importantes, quanto tempo foi gasto inutilmente e quanto foi dedicado à rotina.
Passo 3 – Reflita.
Você está realmente aplicando o tempo nos assuntos que o ajudarão a atingir seus objetivos?
(você poderá concluir que, certamente, seu tempo não está sendo bem utilizado, mas justifica assim “não existem horas suficientes no dia e, além disso, as pessoas vivem me interrompendo.”).
Para resolver este problema, examine os maiores estranguladores de tempo e deixe mais tempo livre para os assuntos importantes.
As seguintes atividades tendem a dominar o dia do gerente/profissional:
Para ganhar tempo, analise seu dia visando eliminar atividades inúteis. Aqui estão alguns indicadores para manter-se livre da maioria dos estranguladores de tempo:
Passo 4 – Pergunte a você mesmo se realmente precisa ver toda aquela papelada.
O fato de ter sido mandada para você não significa que deva perder tempo com ela.
Faça uma lista dos documentos que recebe; classifique-os em grupos de prioridades A, B e C.
Então, delegando, eliminando e condensando, reduza drasticamente seu gasto de tempo com os itens C e, em menor grau, com os assuntos B, permitindo desse modo, mais tempo para os de prioridade A.
Passo 5 – Discipline suas reuniões para obter resultados mais eficazes em menos tempo.
Volte às bases. Todos conhecem o assunto e o objetivo da reunião? É comum os participantes não saberem o objetivo da reunião (às vezes, nem o líder tem uma idéia clara).
Estabeleça o objetivo da reunião de forma cristalina. Antes dela, faça uma agenda detalhada e, finalmente, registre os resultados em ata.
Pergunte-se também se a reunião realmente é necessária. Talvez não seja e, sim, uma perda de tempo para todos os participantes.
Passo 6 – Determine quanto tempo você dispõe para diálogos (para ouvir, resolver problemas, conversar); então, racionalize o seu tempo de acordo.
Precisa receber todas as pessoas que querem falar com você? E pelo tempo que elas quiserem? Obviamente não.
Muitos dos seus visitantes poderão ser bem atendidos por outra pessoa que não você.
Se tem outras prioridades, é uma prerrogativa sua determinar os limites de tempo dos seus diálogos.
Redobre, portanto, seus esforços para organizar sua agenda de entrevistas.
Passo 7 – Estabeleça um código de conduta telefônica.
Evite escravizar-se ao telefone. Agrupe as ligações para logo se ver livre delas. Evite interrupções telefônicas quando estiver trabalhando em assuntos importantes (desligue o aparelho, ou peça a alguém para anotar recados).
Se precisa fazer ligações diariamente, tente estabelecer um horário para isso. Evite pegar o telefone impulsivamente – organize seus pensamentos e discuta os assuntos em uma seqüência ordenada.

DE VOLTA AOS ANTIGOS CONCEITOS

Para administrar eficazmente o seu tempo, basta fazer uma revisão nos conceitos “furados”.
Com o acréscimo de algumas palavras, os velhos conceitos se transformam em poderosas diretrizes gerenciais.
Eis a versão revisada:
  1. Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente; então, estabeleça prioridades e programe as atividades, concentrando-se nestas tarefas até que os itens programados estejam executados.
  2. Cuide primeiro dos assuntos importantes; estes devem sempre prevalecer sobre aqueles que meramente parecem urgentes.
  3. Distribua sua carga de trabalho proporcionalmente de acordo com a importância dos assuntos que você tem à mão.
Estas mudanças, aparentemente sutis, transformam os três conceitos “furados” de tempo em regras altamente eficazes.
Siga estas diretrizes e você se tornará mais eficaz – produzindo mais em menos tempo.
COMO DELEGAR
A delegação determina em grande parte a sua eficácia como executivo, gerente ou supervisor. A qualidade do seu trabalho.
também depende de sua capacidade de delegar adequadamente. Se você o fizer, multiplicará a sua produtividade.
Quanto mais cedo detectar, no seu processo de planejamento, a sobrecarga de trabalho, sua ou de outra pessoa, mais eficaz você será corrigindo o problema.
Não espere fazer tudo sozinho. Talvez você perca muito tempo tentando dominar algo em que não é muito bom.
Delegar, apropriadamente, à pessoa certa, com experiência adequada, é uma das habilidades executivas mais importantes.
Quando você delega, está designando uma tarefa a uma pessoa e a autoridade para executá-la, mesmo que não transfira a sua responsabilidade pessoal, que continua com você.
O Delegante Eficaz
  1. Identifica a pessoa certa para fazer o trabalho.
  2. Delega agora, dando tempo suficiente para a conclusão.
  3. Expõe claramente o objetivo.
  4. Fornece todas as informações necessárias para a conclusão da tarefa.
  5. Certifica-se de que o staff entendeu a tarefa antes de começar a trabalhar.
  6. Marca uma data para conclusão.
  7. Incentiva um plano de projeto por escrito.
  8. Monitora periodicamente a evolução.
  9. É acessível para esclarecimentos e conselhos.
  10. Assume a responsabilidade, mas dá crédito à pessoa que realizou o trabalho.
  11. Ajuda o staff a crescer, conferindo-lhe novas responsabilidades.
Faça agora
O primeiro passo para começar a aproveitar melhor o tempo é organizando o espaço de trabalho.
É necessário começar pelas pilhas de papéis e documentos que povoam mesas dos escritórios.
Ao pegar no papel ou documento pela primeira vez deve-se resolver de imediato, tratar do assunto e direcionar o papel para o lugar certo.
Não se pode usar dos adiamentos, pois quanto mais adiar-se uma tarefa, outras mais se acumularão.
Portanto, ao se tratar de um assunto, deve-se resolver no ato (faça agora), para não simplesmente trocar o problema (papel) de lugar.
Além disso, é importante que se faça tudo de uma vez só, não compensa perder tempo para ler cada um dos documentos, para ler depois analisar e por fim tomar uma providência.
O correto é logo que se começar a resolver um assunto, o fazê-lo de uma só vez, eliminando-se etapas desnecessárias do processo de trabalho.
Outro aspecto importante é trabalhar-se com a mente limpa. Milhares de afazeres menores rondam a mente tirando a atenção da pessoa do assunto a ser tratado no momento por serem puxados pela memória.
Por isso, deve-se eliminar essas pequenas coisas para depois se ter maior concentração maiores facilitando-se sua execução.
Além do que, a importância de se tratar de pequenos problemas está no fato de que assim evita-se que se tornem problemas maiores e mais difíceis de se resolver.
Muitas vezes durante o dia as pessoas são interrompidas pelos chefes, companheiros de trabalho, subordinados e clientes, justamente por não resolverem pequenos problemas piorados com os adiamentos.
Atrasos geram problemas, e problemas geram interrupções que atrapalham o desenvolvimento das atividades nas quais está-se trabalhando.
Desta forma faz-se necessário identificar as prioridades de trabalho, reservando-se tempo para elas, identificar-se as causas e remediá-las.
Devemos focalizar aquelas atividades que mais podem contribuir para atingir os objetivos globais previstos.
Questionar sempre as urgências, usando os seus critérios e comprando-os com os do interlocutor.
Preocupações impedem pessoas de visualizar o futuro, as prendem a fatos passados, impedindo-as de desempenharem boas ações no presente.
Resolvendo primeiramente as tarefas mais desagradáveis ao invés de adiá-las, evita-se tais preocupações e, sentindo-se melhor, as pessoas trabalham melhor.
Naturalmente, não são todas as tarefas que são possíveis de ser resolvidas no exato momento, algumas dependem de outras pessoas ou fatos, dados indispensáveis momentaneamente, e são essas que devem ser classificadas como pendências.
Há também de se ter pertinência pois há tarefas que são verdadeiramente bobas e não devem merecer atenção imediata.

LIDANDO COM INTERRUPÇÕES

Nem todas as interrupções, obviamente são ruins. Na verdade, existem algumas interrupções boas, aquelas onde se discutem boas idéias.
Para cortar interrupções indesejáveis:
Comece a dividir a sua comunicação em lotes. Evite a cada assunto que surge discutir imediatamente com o responsável por isso.
Em vez disso discuta vários problemas no mesmo momento.

COMO PRIORIZAR ASSUNTOS EM FUNÇÃO DE IMPORTÂNCIA E URGÊNCIA?

A TIRANIA DA URGÊNCIA RESIDE NA SUA DISTORÇÃO DE PRIORIDADES – PELO SUTIL DISFARCE DE PROJETOS MENORES COM STATUS MAIOR, COMUMENTE SOB A MÁSCARA DE “CRISE”.
Assuntos importantes são aqueles que são relevantes em termos de nossos objetivos. Urgências são caracterizadas por uma necessidade premente de se realizar atividades dentro de um prazo específico, podendo ser ou não coincidente com um assunto importante.
Programar seu tempo ou seu trabalho?
“O que é que eu realmente consegui fazer hoje?”, quando, no fundo, você já sabe qual é resposta. Como é que pode acontecer este fenômeno?
É porque nos deixamos ser controlados pelas urgências dos outros, mesmo quando estes assuntos não contribuem de nenhuma forma para objetivos em mira.
Devemos nos perguntar onde estamos e para onde estamos tendendo.
PETER DRUCKER fala que: não conseguimos atingir nossas metas diárias porque, em termos de administração de tempo, procedemos de maneira totalmente inversa, isto é, procuramos espremer uma “massa” que se encontra em processo de constante expansão, dentro de um compartimento rígido e limitado.
O importante é procurar alocar previamente uma parcela de tempo para a execução de tarefa, executando, em primeiro lugar, aquela tarefa que produzir mais resultados ou consequências.
Tarefas importantes e tarefas urgentes
O combate a URGÊNCIAS é fundamental para a concentração do tempo nas IMPORTÂNCIAS.
Para combater as URGÊNCIAS é preciso que:
O que é inesperado não é necessariamente importante! Diante do inesperado, resista à tentação de execução imediata, procurando antes identificar a importância/urgência da tarefa.
Ordem Pessoas têm mania de guardar coisas sob o pretexto de talvez precisar delas mais tarde. No entanto, deve-se guardar somente o que realmente é importante e pode ser útil mais tarde.
Há um conceito de que a desordem instiga a criatividade, o que não é verdade. Segundo o “Wall Street Journal” as pessoas passam em média 6 semanas por ano procurando coisas no escritório.
Além da ordem ajudar no acesso às informações de maneira rápida, possibilita um ambiente confortável, e isto ajuda a aumentar a produtividade.
Para trato dos papéis, usa-se o sistema de bandejas, sendo uma para entrada de documentos, uma de pendências e outra para saída.
Entrada: assuntos novos; materiais ainda não analisados a serem tratados.
Pendências: aqueles que não podem ser resolvidos de momento; não podem ficar mais de 24 ou 48 horas pendentes.
Saída: assuntos resolvidos, aqueles que já podem ser arquivados ou eliminados.
Um outro ponto crucial é a eficiência, eficácia e rapidez no trabalho, é necessário ter-se todo o material, ferramentas funcionando perfeitamente e saber-se utilizá-los.
Esses materiais vão desde clipes, grampeadores e tesouras até copiadoras, fax e computadores.
É sempre bom manter-se atualizado acerca de novas ferramentas de trabalho que surgem.
Arquivos
Os arquivos devem estar divididos em arquivos de trabalhos do momento, arquivos de referência e arquivo morto.
Arquivo de trabalho do momento: São aqueles em que se trabalham nos projetos atuais.
Devem estar sempre à mão, de fácil acesso como telefones, códigos, política da empresa, endereços, etc.
Depois de serem discutidos (reuniões), há os arquivos de rotina e os de acompanhamento que devem ser divididos de 1 a 12 (representando os meses) e outra parte de 1 a 31(dias); Nestes devem ser colocados aqueles trabalhos diários, substituindo-se lembretes escritos em papéis por anotações na agenda e coloca-se cada arquivo no dia correspondente do mês a ser tratado.
Arquivos de referência: São os projetos futuros e passados, informações sobre os recursos da empresa, informações sobre o pessoal, dados administrativos, verbas, contas de clientes.
Procura-se guardar o que é necessário e, se for possível, entregar documentos a outras pessoas que seja mais conveniente.
Arquivo Morto: Normalmente, arquivos de até três anos, para fins jurídicos e tributários da empresa.
Para os arquivos eletrônicos, é muito útil distribuí-los em pastas a serem criadas por categorias, de acordo com o tipo de arquivo e o tipo de aplicativo existentes.
As mensagens do correio eletrônico devem ser filtradas logo na tela, selecionando os relevantes, apagando as mensagens inúteis e se for realmente preciso, guardá-las.
Porem as que não precisarem ser guardadas devem ser logo apagadas para que não fiquem ocupando espaço.

ORGANIZE SISTEMAS DE FOLLOW-UP EFICIENTES

Porque ter lembretes sempre à frente, não vai necessariamente nos levar à concentração, ao foco e à produtividade.
Se esses lembretes ficarem pendurados durante um determinado tempo, você não os verá mais.
Olhá-los e não tomar uma atitude em relação a todos eles, reforça um hábito: NÃO FAÇA AGORA. Coloque em prática sistemas simples, que permitem superar esses problemas e fazer o trabalho realmente importante.
  1. Transfira seus papéis para um arquivo que lhe permite agendar material, através de lembretes, de acordo com o dia: – (1 a 31) ou por mês (de 1 a 12). Se você envia uma carta e espera resposta em uma semana, coloque o lembrete com uma cópia da carta que irá lembrá-lo de que precisa falar novamente com o cliente.
  2. Também poderá consolidar todas as pequenas tarefas em um caderno de registros o que elimina a necessidade de pequenos pedaços de papel. Use quando você se lembrar de algo e precisa um lugar para escrever. Mantenha nele um diário de atividades em ordem cronológicas. Você deve datar cada um dos registros. Escreva em letras grandes e separe cada registro. Quando concluir uma tarefa, faça um (X) grande sobre ela. Até criar o hábito, deixe-o sempre em cima de sua mesa.
  3. No sistema de agenda, como são datadas, elas prevêm as necessidades futuras e você pode utilizá-las, como um sistema linear de lembretes. A boa regra para qualquer sistema de agenda é você escolher um sistema para mesa com várias seções e características, ou uma de bolso. Utilize agenda que tenha a função de visão rápida da semana. Aprenda a utilizar todos os recursos do seu sistema de agenda.
  4. Existem sistemas de agendas eletrônicas portáteis que podem nos fornecer uma grande quantidade de informações. Qualquer que seja o tamanho existem alguns inconvenientes. Um sistema/agenda do tamanho da palma da mão pode ter um teclado difícil de se trabalhar. Existem programas com várias funções que você pode utilizar para fazer anotações rápidas e depois revisar e ajustar como acontece quando você planeja no papel. Muitas pessoas combinam os sistemas de agenda de papel e eletrônica, que pode imprimir a sua agenda em qualquer tamanho e você poderá levar o impresso ao invés do computador.

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Fonte: Contabilidade em São Paulo - AGS Contabilidade Integrada
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