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CURA DO CÂNCER avelós (Euphorbia tirucalli), nativa da África do Sul

2020.11.20 14:33 darkstep1312 CURA DO CÂNCER avelós (Euphorbia tirucalli), nativa da África do Sul

CURA DO CÂNCER avelós (Euphorbia tirucalli), nativa da África do Sul

Planta Africa Aveloz

Brasília - Uma das alternativas em estudo para enfrentar o câncer está mais perto do que se imagina.
Pesquisadores brasileiros descobriram que o látex de uma planta venenosa muito comum no Nordeste mostra potencial para enfrentar as células cancerígenas. O avelós pode se transformar numa arma contra o efeito devastador da doença no organismo. Os testes em laboratório foram positivos – agora, o desafio passa a ser fabricar um remédio eficaz. Nos corredores dos hospitais, uma infusão da seiva da planta é conhecida como garrafada. Um segredo passado de paciente para paciente. Foi a partir da crença e dos relatos de casos supostas curas que os médicos decidiram analisar o mistério.A história de cura se repete em diversos lugares do país. Diversos estudos vêm sendo feitos desde os anos 1960, mas nenhum havia obtido algum resultado concreto até hoje.Em 2003, porém, um empresário produtor de cachaça procurou um farmacêutico e pesquisador para descobrir mais sobre aquela planta que tinha curado duas pessoas da família dele com câncer.Luiz Francisco Pianowiski aceitou o desafio. Nos primeiros teste de laboratório in vitro, as substâncias da planta conseguiram matar células cancerígenas. Foram feitos estudos toxicológicos em animais roedores e não roedores, nesse caso rato e cães com a doença. Conforme a legislação vigente no Brasil, os animais foram observados durante três meses para verificar se existiam maiores problemas no fígado ou no organismo. De novo os resultados foram positivos.Era hora de colocar o teste em prática em humanos. “ Foi preciso identificar a molécula que tinha esse efeito nas células para seguir em frente. Foram quase seis anos para fazer a fórmula”, conta Pianowiski, coordenador geral do projeto – organizado pela Amazônia Fitomedicamentos. A primeira fase do teste em humanos foi feita no hospital Albert Einstein. Sete pacientes com diferentes tipos de tumores e em estado terminal de câncer receberam o remédio, batizado de AM10. “Os resultados ainda foram preliminares. Uma paciente com câncer de pele (melanoma) teve sucesso, mas o tumor voltou depois de algum tempo”, explica AURO Del Giglio, gerente do programa integrado de oncologia do Einstein.Segunda fase – A chamada fase 1 , no entanto, não estava atrás da cura.
Os testes queriam medir a toxidade do medicamento e se ele poderia ser usado em humanos sem danos no organismo. Atualmente, depois de receber uma autorização da Agência de Vigilância Sanitária, os médicos esperam poder começar a fase 2. Os testes serão feitos com quase 200pessoas com câncer de Mama e cinco hospitais de São Paulo. “Primeiro descobrimos a dose certa, agora vamos ver se existe mesmo um benefício e na fase três vamos poder fazer uma comparação”. Diz o oncologista.A última fase será feita com pacientes que já tenham feito algum tipo de tratamento e estejam com câncer de Mama ou de Próstata. “Vamos delimitar a doença primeiro, porque o custo é muito alto, e ficar com as duas incidências aqui no Brasil. Mas o objetivo é expandir, até mesmo por uma questão de compaixão com os pacientes que precisam de medicamentos”. Diz Pianowiski.Apesar de todo o estudo e da esperança de uma eventual cura com o remédio, o cientista não acredita que o avelós seja uma solução e sim uma alternativa. “ Vai ser uma nova ferramenta para os médicos no tratamento do Câncer. E o melhor vai ser 100% nacional. Mais de 15 milhões já forma gastos com o projeto. Durante o processo, os médicos perceberam que a planta também alivia a dor. “O remédio tem uma ação analgésica e vamos estudar isso também”, afirma Del Giglio. Outro estudo será feito para produzir um segundo medicamento, batizado de AM11, que usaria as propriedades analgésicas e anti-inflamatórias da planta.Advertência – Enquanto a pesquisa não é concluída, os médicos não recomendam o uso da popular garrafada. “É preciso ter cuidado, porque é uma substância muito forte. Em alguns lugares, ela é conhecida como cega-olho, porque se o látex pegar no olho, pode até causar cegueira. È uma planta muito tóxica e se não for consumida na dose certa, em vez de curar, ela pode causar problemas”, alerta Pianowiski.
O que é? Uma planta tóxica com coloração verde e ramos cilíndricos. É um arbusto originário do continente africano e, no Brasil, pode ser encontrado principalmente no Norte e no Nordeste.
Fonte: Jornal Diário de PernambucoPostado por Cristiane às 10:58 0 come
Como retirar o látex do arbusto: È preciso pingar as gotinhas dentro de um copo com um pouco de água. Se pingar o leite puro ele vira visgo. Eu uso uma colher e um copo com água, daí vou quebrando os galinhos e aparando os pingos na colher e pondo dentro do copo com água. Ponha 6 gotas em um litro de água. Todos os dias pela manha beber uma xícara de café pequeno da mistura. Não precisa guardar na geladeira. Um litro dá para 8 a 9 dias apenas. OBS: por uma semana não precisa guardar na geladeira, porém se for conservar deve ser na geladeira.OBS: se o arbusto é pequeno eu retiro utilizando uma colher e um copo dagua para aproveitar tudo. Se ele é pequeno é mais difícil retirar a gota. Eu aproveito tudo com jeitinho usando um copo com um pouco dágua e uma colher. Depois faço o preparado assim: encho um litro de vidro de agua e vou derramando dentro o leite do avelós que colhi até ficar da cor de agua de cÔco. Pronto, esse é o ponto.Como conservar:Em garrafinhas de leite de coco da pequena, enche de água e ponha várias gotas do leite , guarde na geladeira com uma tampinha de cortiça. A medida que for precisando fazer seu preparado em um litro com água, vá pondo dentro até ficar no ponto para beber, o ponto é da cor de água de coco como falei no parágrafo anterior.Obs: na hora de retirar o látex da planta tem que quebrar o galinho no tronco, se quebrar no meio não pinga o leite. Cuidado nos olhos porque dizem que cega. O avelós dizem que MATA, não adianta por 10 gotas, 12 gotas ou mais porque ele é tóxico, ataca o fígado, da hemorragia. Bebendo pouco ele funciona na mesma hora. Vemos o resultado no mesmo dia. Bom para melhorar tem que ser algo forte e poderoso não é? Veja a quimio, ela também mata. Muitas amigas morreram do coração por causa da quimio. Mas nós temos que enfrentar quimio, avelós, tudo.Como um pingo é grande, outro pequeno, eu não conto mais as gotas. A medida certa é que, quando o látex dissolvido em um litro de vidro, a cor fique branco gelo bem fraco como água de côco. Essa é a medida. A cor ideal do preparo é da cor de água de coco. Bem rala. O avelós é instantâneo melhorando o psicológico e dores provocada pelo câncer. Não precisa acreditar nem misturar com a fé. Basta beber .
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2020.11.13 20:06 Dangerous-Pumpkin190 Eu fazia programa

Eu li algumas coisas sobre isso em outra rede social hoje e queria muito desabafar mas não podia fazer isso com a minha cara por conta do estigma.
Eu venho de uma familia bastante pobre e sempre fui muito inteligente, disso me venderam a ideia que se eu estudasse bastante, entrasse em uma boa faculdade ia conseguir fazer o que quisesse. Passei direto de uma escola pública da periferia para um curso extremamente concorrido na USP.
Nesse momento, eu acreditei de verdade que a minha vida ia melhorar mas a faculdade era muito difícil. Desde o primeiro semestre, tinham professores passando leituras complexas em inglês, eu sabia um pouco do inglês da escola e de ser curiosa na internet, custei conseguir acompanhar... quando estava mais confortável, começaram alguns textos em francês.
A assistência estudantil me ajudou sobreviver mas é extremamente difícil, a falta de conexões e as longas horas gastas no transporte público sempre me colocou abaixo dos meus colegas. Foi muito difícil arranjar um estágio, depois foi muito difícil me manter no estágio e faculdade e morar na ZL, mas o dinheiro não dava para pagar um quarto no centro.
Quando eu me formei, arranjei um emprego na área para ganhar uma quantia rídicula. Trabalhar até as 22h era norma, e alguns dias o trabalho se alongava nas madrugadas. Sem hora extra, levando muita bronca de uma patroa histérica. Eu tentava procurar outra coisa mas o setor estava em crise e esse tipo de abuso parece ser bem comum.
Eu tinha 23 anos estava exausta e desiludida com a vida. Via minhas amigas da escola pública que nem tinham estudado e sentia inveja delas, porque minha impressão é que estávamos no mesmo lugar: mau pagas e exploradas, mas que no meu caso eu tinha sido iludida por anos achando que dava para mudar. Elas pelo menos tinham continuado no nosso quadrado e mantido relações significativas. No meu bairro, todo mundo me achava meio metida e na faculdade/emprego eu era uma pobrinha brega tentando se encaixar.
Eu fui ficando muito deprimida, cheguei a considerar me matar porque achava que a vida não tinha muito sentido. Isso fez eu começar a relativizar tudo que eu pensava, até que eu cheguei ao ponto de achar que trabalho sexual era uma boa opção. Pesquisei bastante, entrei em contato com algumas meninas que trabalhavam com isso e acabei entrando numa agência de acompanhantes.
No começo, Eu me sentia muito mal de levar uma vida dupla. Eu tinha muita vergonha de fazer coisas cotidianas, me sentia suja andando entre as "pessoas normais" tipo para ir ver a familia ou mesmo ir ao mercado.
No trabalho em si, eu tive muita sorte. Um adendo importante aqui que eu sou uma mulher bem padrão, tinha condição de escolher essa posição e me informar o melhor possível; isso é muito longe da realidade da maioria das prostitutas.
Com o tempo, eu fui até aprendendo a criar afeição por alguns clientes e comecei a ter alguns clientes fixos. Conseguia pagar minhas contas, guardar dinheiro, comprar as coisas que eu queria – eu nunca quis luxo, mas queria poder ir no supermercado e comprar o que eu quisesse, sabe? Não precisar ficar fazendo conta de moedinha e deixando coisa no caixa.
O medo da minha familia/amigos descobrir persistia, e persiste até hoje mesmo eu tendo largado a vida. Isso era definitivamente a pior parte.
Como eu falava inglês (obrigado professores cuzões da USP), pegava muito cliente gringo viajando. Eram meus preferidos pq eles contratavam tipo a semana inteira, me levavam para passear e tals. Nessas, acabei conhecendo meu marido.
Ele veio ao Brasil para trabalho, me contratou por 10 dias. A gente se deu muito bem, ele acabou depois de uns meses pro Brasil meio que só para ficar comigo de novo, e acabou perguntando se eu tinha interesse de me casar e me mudar pro país dele.
Não foi nada romântico, ele foi bem pragmático sobre querer uma esposa que fosse mais "submissa" e que era difícil achar alguém do país dele que quisesse a mesma coisa, que ele não tinha muita paciência para romance e essas coisas. Ele já tinha, inclusive, tentado um acordo semelhante com uma garota ucraniana mas não deu muito certo porque ela queria muito luxo.
Foi um acordo, parecia arriscado mas eu sabia que a vida de GP tinha um prazo de validade e eu tava meio desiludida de tudo por aqui e aceitei. Não me orgulho, mas não me arrependo. Fingi para todo mundo que a gente se conheceu de uma maneira normal, ele conheceu minha familia (que adoram ele) e eu vim para cá.
Meu marido é muito bom para mim. Ele trabalha numa área correlata a minha de formação, ele me ajudou a arranjar um emprego e aqui o mercado é completamente diferente. Eu trabalho meio período e meu salário é todo meu, mas eu cuido da casa sozinha (o que seria normal no Brasil, mas aqui não é). A gente decidiu ter filhos só depois de eu ter a residência permanente para, caso a gente se separe, eu consiga ficar aqui sem problemas. Ele nunca jogou na minha cara o que eu fazia, me apresentou para família e amigos e me estimula a ter amigos e hobbies aqui.
Eu me sinto muito feliz, a minha vida é confortável e eu gosto de ter um relacionamento onde tudo é colocado de maneira clara.
O que me fez querer escrever isso é que sempre que eu vejo discussões sobre trabalho sexual as pessoas colocam um estigma gigante nisso como algo sujo e corrupto. Não nego que existe um lado feio para boa parte das meninas envolvidas, mas não é tudo assim e a gente devia quebrar esse discurso moralista e pronto exatamente para conquistar uma qualidade melhor de trabalho para todas.
Nessa discussão que eu li, eu vi meninas falando como todos os homens que recorrem a esse tipo de serviço são depravados e nojentos, e eu nunca tive nenhum cliente que me pedisse nada fora do convencional. Muitos eram só pessoas carentes e ocupadas. Eu passei por mais abuso (incluindo assédio sexual) num trabalho convencional de escritório e na Universidade do que como GP.
Não indicaria a carreira para ninguém, exceto como algo pontual, porque não é algo sustentável a longo prazo... mas para mim, foi algo muito bom e me ajudou a encaminhar minha vida para um lugar de paz.
Poucas pessoas sabem sobre isso e sobre a verdade do meu casamento, e mesmo tendo selecionado bem quem eu contei, já tive que ouvir muitas coisas moralistas e julgadoras. Inclusive por ter atendido muitos gringos e ter me casado com um, tem um certo estereótipo que eles curtem coisas sujas tipo escatalogia, e eu nunca passei por isso.
Outra coisa, quando eu me mudei para cá, o Estado te paga um curso da língua local e outro sobre cultura. Tinham outras brasileiras em situações similares, algumas assumidamente e outras que escondem ou talvez não eram "profissionais". E tem um pouco de tudo... tem gente feliz, gente com relacionamentos horríveis, gente que quer dar o golpe e conseguir residência, umas que sequer falam outra língua e não sei como se comunicam com o marido. Não quero que ninguém leia isso como uma chamada para fazerem o mesmo que eu, só queria tirar isso do meu coração hoje depois do tópico horrível que li em outro site.
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2020.10.19 00:16 vicenzzod Menino Mimado

Meu nome é Vicenzzo e hoje quero contar um caso de nice guy que aconteceu lá no meio do ano de 2019.
Eu tinha um amigo, o nome dele é Vinícius que se achava, sabe aqueles garotos que pensam que as pessoas são inferiores a ele? Então, era esse tipo.
Bom, o que aconteceu aqui foi um típico caso de nice guy, mas assim, começar do início vai ser complicado, mas vamos lá:
No meio do ano de 2019, eu estava indo pra meu centro espírita (sim, sou espírita e ele também era), e quando eu cheguei lá, o Vinícius me disse que tinha entrado em um grupo de whatsapp, e me disse que nesse grupo, tinha uma garota de outro estado que ele gostava, e disse que a tal garota também gostava dele, logicamente, se isso fosse verdade, não estaria aqui contando essa história para vocês, enfim.
Passado uma semana, eu volto para mais uma mocidade, e ele me fala que deu tudo errado com a garota, que ela xingou ele, que ele não fez nada demais, e eu, não sabendo de nada, disse:
-Passa o número dela que eu quero xingar essa mina.
Sei, você pode achar que eu sou um babaca por defender ele, mas saiba, eu não sabia de nada do que tinha acontecido de verdade, só sabia o que ele me contava, então, garota que inspirou esse post, continua lendo antes de me xingar no whatsapp.
O Vinícius disse que não ia me passar o número dela porque ele ainda gostava muito dela e que se eu xingasse ela isso iria acabar com as “chances” dele, enfim, eu fiquei mais ou menos uma semana atrás daquele número.
Passado mais uma semana, um amigo em comum meu e do Vinícius, cujo nome é Carlos, me envia um convite pro grupo, e fala pra eu não mencionar nada ao Vinícius, pensei: Enfim a chance de xingar ela, porém, assim que entro no grupo e conheço a tal garota, eu vou descobrindo o que realmente aconteceu.
A verdade era que o Vinícius foi um tremendo escroto, ele conheceu a garota e com menos de uma semana soltou um eu te amo pra ela, e quando ela disse que não era recíproco, ele simplesmente se transformou no ser humano mais babaca que o mundo poderia ter, ele começou a tratar o grupo e os integrantes como se fosse uma seita ou uma agência de espionagem, como se todos estivessem contra ele, enfim, ele começou a ficar paranoico, simplesmente difamou a garota e todos do grupo, INCLUSIVE A MIM, ele me acusou de “roubar” a garota dele, ele tava fora de si, foi insano, passado uns meses, os contatos que estudavam com ele disseram que ele xingava a gente, ele me culpava pela solidão e pela depressão inexistente dele.
Depois de um tempo nessa mesma coisa, dele falando mal da gente e a gente sabendo disso, eu volto a conversar com ele, ele me pediu perdão, pediu perdão pra garota, voltou pro grupo, mas dava pra perceber que ele tava diferente, ele tinha guardado rancor da gente, ele tocava nesse assunto quase todo dia, o que era chato, e de vez em quando, ele ainda dava umas explosões e começava a me xingar, até que um momento, eu disse que ele tava paranoico, e que a gente não tinha feito nada pra ele, mandei a real pro moleque, e ele soltou uma frase que praticamente destruiu uma amizade de 10 anos:
-Você nunca foi meu amigo de verdade, você falava comigo só por interesse.
Depois dessa mensagem dele eu simplesmente o mandei a merda e continuei a vida.
Passado mais uns meses (saiba, essa parte de agora, não tem mais a ver com a garota, essa parte agora é a de como ele virou um stalker, tem mais a ver comigo do que com ela agora), eu saí do trabalho e fui levar a minha sobrinha pra casa, pra isso, eu tive que passar na frente da escola dele, tava em tempo de pandemia, NÃO TINHA NINGUÉM NA ESCOLA DELE e ele morava do outro lado da cidade, quando eu chego em casa, eu recebo a seguinte mensagem dele:
-O que você estava fazendo na frente da minha escola hoje?
Isso tinha sido muito estranho, porque quando eu passei naquela hora, eu estava de carro, e não tinha ficado mais do que 10 minutos na frente do colégio dele esperando o meu irmão, enfim, após esse acontecimento, eu não recebi mais notícias impactantes sobre ele, mas a partir do momento que eu receber novas atualizações sobre ele, eu atualizo esse post no grupo, obrigado por ler até aqui e boa noite a todos.
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2020.09.24 03:37 marciliwu Uma vez Tiririca disse "pior que tá não fica" e eu com meus poucos conhecimentos de economia e política, no tempo, acreditei e desde 2019 vejo toda essa esperança se esvair com o vento...

Grandes credores internacionais como Rússia e China estão considerando vender títulos do tesouro Estadunidense. Por isso os EUA está imprimindo trilhões para pagar a dívida pública, sustentar o PIB e mantêr a taxa de juros baixa, no entanto... A dívida pública mesmo assim prossegue aumentando exponencialmente e não tem previsão para normalizar ( isso desde antes da pandemia )... basta buscar por gráficos no Google.
https://www.japantimes.co.jp/news/2020/08/21/business/china-us-debt-trade/
https://www.cnbc.com/2020/05/22/central-banks-are-creating-fake-markets-bank-of-america-strategists-say.html
https://nymag.com/intelligence2020/05/were-paying-for-coronavirus-stimulus-by-printing-money.html repare a necessidade de destacar na notícia "That's fine!!" "Está tudo bem!" )
Desde o começo da pandemia, os bancos centrais norte-americanos vêm manipulando os preços no mercado de ações, acredito que seja para fazer com que as pessoas acreditem que a economia não será afetada por causa da ocasião no longo prazo e para fornecer aporte financeiro para as grandes companhias ( as que estão no índice S&P 500, as 500 maiores ) que não apresentaram bons resultados por consequência da pandemia, isso se chama bailout, o problema é que não vemos nenhuma medida concreta além de imprimir dinheiro sendo discutida, o presidente da reserva federal estadunidense disse semana passada que continuarão imprimindo dinheiro. E o pior é que o governo norte-americano acumula essa bomba relógio desde após a crise de 2008 ( essa foi a maneira de sustentar a economia durante e após a crise ), Vocês acham que estão cobrando impostos absurdos sobre o pequeno empreendedor e regulamentando cada vez mais o mercado por quê mesmo? Estão tirando dinheiro de tudo quanto é canto para sustentar os ativos. Tanto é que está mais fácil ser jovem empreendedor na China socialista do que nos Estados Unidos supostamente capitalista... olha que sou um entusiasta do capitalismo, Agora vamos ser sensatos ... O que isso faz com o resto da economia? Isso destrói o poder aquisitivo, porquê controla a inflação às custas dos menos capazes de pagá-la e destrói também o conceito de livre mercado no qual essa nação se desenvolveu ( livre pra quem se o governo interfere mais que a Peppa faz oink, sério não consegui pensar em outra analogia e to com sono kkkkkk ). O que acontecerá se os Estados Unidos ficar sem munição? Taxa de juros aumenta catastróficamente, investimentos serão desincentivados, governo precisa de dinheiro, hiperinflação... E consequentemente dólar se transforma em um papel sem valor, porque as dívidas não foram cobertas e nenhuma outra grande economia vai observar a moeda da mesma maneira... por isso digo que é uma bomba-relógio E o pior é que quando isso acontece quem paga é a população #tbtcollor
A economia não é formada só pelos grandes, por isso acho que uma hora ou outra essa bolha irá estourar e será como a depressão de 29. O mercado não está sendo movido por fundamentos de mercado, é pura manipulação / especulação / fraude. É conhecimento comum que todo remédio para as crises cíclicas do sistema se torna um veneno para o mercado no futuro, foi isso que aconteceu em 2008 em 29... Eu já citei que estão imprimindo dinheiro para pagar a dívida externa ( caso parem de fazer isso fudeu Bahia, todo mundo vendendo suas ações, estado de calamidade total, porque a dívida externa dos Estados Unidos é a mais alta do mundo, é como se cada americano devesse uns 200k pro estado, não sei o número exato porque a última estatística disso saíu em 2019, e tava 22 trilhões de Trumps ) E credores internacionais importantes ( $$ ) estão no momento pessimistas quando o assunto é dólar.
E temos Bolsonaro e Guedes para lidar com os impactos disso no Brasil...
Edit1: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_d%C3%ADvida_externa
Repare no valor da dívida pública Estadunidense, isso em fev. 2019 quando estavam todos otimistas para o começo da década.
Edit2: https://www.economist.com/leaders/2020/06/04/dont-worry-about-inflation-yet ( não se preocupe com a inflação... ainda )
Edit4: eu nem precisei citar as taxas de desemprego em alta para ganhar relevância no post, era muito fácil empreender nos Estados Unidos dos anos 50 por exemplo, tinha pouca regulamentação, as políticas acreditavam no futuro do livre mercado, não é à toa que as maiores multinacionais do mundo surgiram justamente de lá... antigamente, para montar um empreendimento bastava contratar uma pessoa e avaliar o mercado consumidor, hoje em dia é tanta burocracia ( imposto governamental, regulamentações ) que fica muito caro pro patrão, por isso empresas como Apple concentram 30% de sua manufatura na China, é mais barato.
https://fee.org/articles/why-businessmen-fail-at-government/
Rondeei por muitos reddits gringos e a situação por esses locais está feia, muitos empresários dizem que tiveram que demitir mais de metade dos funcionários devido a pandemia, muita gente com ideias apocalípticas como estocar comida, armas. Isso é novidade por aqui porque nossa população é muito desconhecida de economia e finanças ( 0,29% de nossa população investe ) mas por lá muita gente já tem noção disso, muitos acreditam num crash da bolsa, é um tópico até que bastante discutido em fóruns de economia e política, recomendo quem tem conhecimento sobre a língua inglesa pesquisar isso.
Edit5: achei outro artigo muuuuito bom que corresponde diretamente com muito do que eu disse.
https://foreignpolicy.com/2019/04/05/in-trumps-economy-the-invisible-hand-belongs-to-the-government/
Para enriquecer a discussão, aqui vai um comentário de um americano aleatório que encontrei na internet traduzido, mas que pode ser muito útil para o entendimento de vossa comunidade
"Donald Trump é um defensor do mercado livre? Se Trump fosse um defensor do mercado livre, ele não teria imposto unilateralmente tarifas sobre produtos específicos. Ele não estaria resgatando agricultores prejudicados por suas tarifas. Ele não teria mantido a proibição de o governo negociar com as empresas farmacêuticas por melhores taxas ( review meu: Sistema de saúde norte americano, que era a única coisa que tinha que ser pública, é tão privatizado que as agências de seguro, médicos e farmacêuticos formam lobbies e são livres para controlar o preço como preferirem, tanto de remédios como de exames e consultas, qualquer ida ao médico, essas melhores taxas seriam preços mais acessíveis pelos remédios ). Continuando o comentário from my fellow American... Caramba, se ele fosse um verdadeiro defensor do mercado livre, ele teria alugado para qualquer um, em vez de colocar os negros na linha vermelha na década de 1970. Ele teria pago os milhares de empreiteiros que o processaram, em vez de processá-los, o que ele fez dos anos 1980 aos 2010. Trump é apenas um proponente do Mercado “Me” ( Eu ) - aquele lugar mágico onde tudo é para seu próprio benefício e todos podem morrer, a menos que ele lhes deva favores. Trump, um defensor do mercado livre ... em seguida, você vai me dizer que ele odeia Vladimir Putin, o homem que ele conheceu cinco vezes a portas fechadas e notas rasgadas para proteger."
Edit6: pulei o edit3 😂😂
Edit7: fodase essa merda o bagulho vai ficar louco daqui pra frente é isso aí tmj boa sorte galera TRUMP / BOLSONARO VÃO TOMAR NO CU
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2020.09.23 17:23 Vedovati_Pisos 11 Esportes com cavalos para conhecer e se encantar

Você conhece um ou mais esportes com cavalos?

O cavalo é uma espécie de animal amiga e companheira do homem desde os primeiros passos da humanidade e da civilização.

Sua docilidade, inteligência e versatilidade, permitiram que esses animais pudessem ser empregados em diversas atividades. Geralmente relacionadas ao trabalho, como o transporte de cargas e pessoas.

Afinal, estamos falando de animais fortes e com boa resistência para o trabalho.

No entanto, os cavalos também são empregados em atividades voltadas ao lazer e ao esporte. Neles, os cavalos são animais que costumam dar um verdadeiro show com sua inteligência e capacidade física.

Neste artigo, reunimos 11 esportes com cavalos que vale muito a pena conhecer, se encantar… E por que não, praticar algum desses esportes equestres, não é mesmo?

Sem mais delongas, vamos começar.

1# Doma Clássica: sutileza e elegância nos esportes com cavalos
Vamos começar a nossa lista de esportes equestres com a Doma Clássica.

Também conhecida por “adestramento” ou “dressage”, a doma clássica é um dos mais elegantes esportes com cavalos. Ela faz parte das modalidades de esportes de equitação que fazem parte dos Jogos Olímpicos.

Nas Olimpíadas, esta é uma das modalidades mais exigentes, tanto para cavalos quanto para seus domadores. E nas apresentações qualquer falha ou deslize é punido com a perda de pontos preciosos.

A doma clássica é o esporte equestre que tem como principal objetivo a exaltação da majestade do animal. O eixo principal deste esporte são a força, habilidade e a beleza do cavalo. E o objetivo principal do esporte é de que o cavalo consiga responder perfeitamente aos comandos do jóquei.

As provas presentes na modalidade da doma clássica devem ser executadas com estrita harmonia e equilíbrio. Que só podem ser alcançados quando existe uma grande sintonia entre o animal e seu jóquei.

Nas apresentações deste deste esporte equestre é esperado que o cavalo seja capaz de demonstrar serenidade e imponência.

O cavalo deve conseguir executar perfeitamente movimentos como piaffe, passage, pirueta e caprioli. Esses são os parâmetros introdutórios da prática de equitação formam a base para a prática e competição na doma clássica.

Essa modalidade é tida como uma das mais elegantes e nobres entre os esportes com cavalos. É extremamente charmosa e bonita de se ver, especialmente para qualquer um que ame cavalos.

2# Corrida a Galope: um dos mais tradicionais esportes equestres
A Corrida a Galope é um dos esportes com cavalos mais tradicionais que existe. Ele é intenso, e gera muita adrenalina para quem assiste uma corrida, e mais para quem participa de uma.

Também conhecida como turfe ou corrida hípica, a corrida a galope é um dos esportes equestres mais antigos que se tem registro. Ela é praticada desde a época da Grécia Antiga, o que dá uma dimensão do apreço que a civilização tem por esse esporte com cavalos.

Hoje em dia, a forma do esporte mais popular é o turfe, praticado conforme sua origem na Inglaterra durante o século XVII. Até mesmo o termo turfe vem de “Turf”, que era a palavra usada para designar as corridas de cavalo na Inglaterra.

Nesta modalidade de esporte equestre é comum que os espectadores das corridas possam apostar em seu cavalo favorito.

Na corrida a galope os competidores conjuntos formados por um cavalo e um cavaleiro ou “jóquei”. A competição se dá em pistas preparadas especialmente, em hipódromos.

Os competidores do turfe saem ao mesmo tempo de um único ponto da pista e vence quem completar o percurso em menos tempo. Os percursos variam entre provas de cancha reta com 400 metros, até 4000 metros.

E neste caso de provas com percursos maiores as corridas são denominadas de Grandes Prêmios.

No entanto, atualmente as distâncias mais frequentes nos percursos de corridas são 1000 metros, 1600 metros e 2400 metros.

Os cavalos das raças Puro Sangue e Quarto de Milha são os mais recomendados para a prática deste esporte equestre.

3# Polo com Cavalos: equinos e o seu “futebol”
O Polo é o único do esportes com cavalos que, em alguns aspectos, até lembra o futebol.

O esporte é praticado com duas equipes com quatro cavalos montados cada, dois atacantes, um meio-campo e um defensor. O objetivo é marcar gols por meio de guiar uma bola, feita de madeira ou plástico, até a baliza usando tacos de bambu da Índia.

As partidas de polo equestre duram, geralmente, menos de uma hora para terminar. Ela é dividida em períodos conhecidos como Chukkas, que duram cerca de 7 minutos e meio. A equipe vencedora num jogo de polo equestre é a que tiver marcado mais gols ao fim do último chukka.

Os jogadores precisam trocar de baliza a cada gol marcado, para evitar que condições geográficas possam favorecer um time em específico. Os cavalos precisam ser trocados a cada um dos chukkas, e cada cavalo só pode ser utilizado duas vezes por jogo.

Além disso, o polo equestre possui outras regras e requisitos, como a altura do cavalo por exemplo.

Existe certa dúvida quanto a origem deste esporte com cavalos. Muitos acreditam que o esporte surgiu na Índia, por meio de uma prática similar que tinha a finalidade de caçar pequenos roedores.

Outros já acreditam que o esporte como conhecemos hoje surgiu na China, séculos antes de Cristo.

Existem algumas raças de cavalos que são preferidas pelos praticantes de polo equestre. Entre essas raças estão o quarto de milha, mangalarga, sangue puro inglês e o cavalo crioulo.

O polo equestre é um dos esportes com cavalos mais divertidos. Se possível, vale muito a pena praticá-lo.

4# Volteio: elegância, equilíbrio e confiança entre cavalo e cavaleiro
O quarto da nossa lista de esportes equestres é o Volteio. Foi um esporte que surgiu durante os tempos de guerras, onde os cavaleiros precisavam subir e descer de seus cavalos com rapidez.

Com o tempo e a repetição destes movimentos, os cavaleiros ganhavam precisão e suavidade para descer e montar no cavalo. Muitos creditam as suas origens a Europa na Idade Média, pois atualmente o esporte é muito forte na França e Alemanha.

De acordo com a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), o volteio é uma modalidade esportiva equestre de técnica e equilíbrio. No volteio artístico, como também é conhecido, a estética e a harmonia entre animal e montador são características muito valorizadas.

Neste esporte, o volteador (quem monta o cavalo) precisa executar acrobacias em cima do lombo do animal. O que já seria uma tarefa complicada com o cavalo parado, mas neste esporte as acrobacias devem ser realizadas enquanto o cavalo galopa.

No Brasil, as categorias do volteio A, B, C e D seguem integralmente o regulamento internacional.

Porém, ainda existem mais duas categorias aceitas pela CBH, a categoria E e categoria F. Essas duas categorias extras contemplam, nas apresentações, exercícios e acrobacias mais simples de série obrigatória.

De acordo com a CBH, a razão para essas duas categorias serem aceitas é a de fomentar o esporte em todo o país com mais facilidade.

Não existe uma recomendação específica de raças de cavalos para a prática do volteio. No entanto, é recomendado que os cavalos escolhidos sejam altos, fortes e calmos.

Além dessas recomendações, também é importante que o cavalo e o volteador tenham um bom vínculo. É preciso que haja muita confiança e respeito entre o animal e a pessoa que vai montá-lo.

5# Enduro Equestre: velocidade, força e resistência
O quinto dos esportes com cavalos que trazemos hoje para você é o Enduro Equestre ou Raid.

O Enduro Equestre foi inspirado no serviço de correios dos Estados Unidos da segunda metade do século XIX, quando as entregas ainda eram feitas a cavalo.

No Brasil, a primeira competição de Enduro Equestre aconteceu em 1989, no município de Tremembé em São Paulo. No ano seguinte, o enduro foi oficializado como esporte equestre pela CBH.

De forma geral, o enduro consiste em uma corrida entre cavalos de média ou longa distância. O percurso dessa corrida pode variar entre 35 a 160 quilômetros, o que torna competições rápidas impossíveis.

As competições ocorrem entre conjuntos formados por um cavaleiro ou amazona e um cavalo ou égua. Nenhum dos membros de um conjunto podem ser trocados durante uma competição.

O enduro também é um dos esportes com cavalos que conta com modalidades diferentes. Essas modalidades são definidas segundo a velocidade praticada, que pode ser livre ou controlada.

Na modalidade livre do enduro, a luta dos competidores é contra o relógio sempre. Vence o conjunto de competidores que chegar na frente dos demais. No entanto, é importante pontuar que há pausas na competição (vet-checks) que devem ser respeitadas.

Essas pausas são usadas para descanso e verificação das condições físicas do cavalo.

Quando a corrida é controlada, estipula-se um tempo limite para a conclusão do percurso. E vence aquele que completá-lo primeiro, ou o que chegar mais perto de concluir ele ao fim do tempo.

Conforme o regulamento do FEI, cada conjunto competidor deve ter acesso ao mapa da trilha e da localização de todas as paradas obrigatórias.

Os cavalos mais indicados para a prática do enduro equestre são os da raça Puro Sangue Árabe (PSA).

6# Vaquejada: o mais brasileiro dos esportes com cavalos
A vaquejada é com certeza um dos esportes com cavalos que mais tem a cara do brasileiro. Ela é extremamente conhecida em todo o país, principalmente na região nordeste.

Este esporte movimenta o mercado onde os eventos ocorrem, gerando emprego e renda. Bem como movimenta o mercado de compra e venda de cavalos, suplementos e rações.

As vaquejadas são vistas como uma tradição cultural nordestina, o que de fato são. Afinal, elas surgiram a partir das conhecidas pegas de gado no meio do mato da região nordeste brasileira.

O gado era marcado e solto no mato, e então os vaqueiros perseguiam os animais a fim de reuni-los no meio do mato.

Muita gente a acreditar que elas só ocorrem na região, o que não é verdade. Atualmente, a vaquejada é um esporte equestre que já conta com todo um circuito nacional.

Para a prática do esporte atual é necessário dois vaqueiros, chamados de puxador e esteireiro. O boi é solto para correr na pista e ambos os vaqueiros devem acompanhar o animal.

O puxador é o vaqueiro que deve derrubar o boi no chão. Já o esteireiro fica responsável por encurralar o boi entre os dois cavalos e numa altura que ajude o puxador a derrubar o boi.

Depois de derrubarem o boi, ambos os vaqueiros precisam conduzir o animal e derrubá-lo novamente em um local indicado.

A vaquejada ainda é vítima de muitas críticas e preconceito, pois muitos acreditam ser um esporte que maltrata animais. No entanto, a ABVAQ (Associação Brasileira de Vaquejada) vigia a prática e estabelece regras para garantir o bem-estar e saúde dos animais envolvidos no esporte. Uma dessas regras é a proibição do uso de objetos cortantes na prática do esporte, como as esporas.

7# Jogo de Piquetas: velocidade, precisão e destreza com armas
O jogo de piquetas é um dos esportes equestres com origens muito antigas, medievais no mínimo. Ele é praticado em todo mundo com algumas diferenças pontuais, e é reconhecido pela Federação Equestre Internacional (FEI).

Esse é um dos esportes com cavalos que mais exige precisão e destreza de seus participantes.

O cavaleiro utiliza uma espada ou lança enquanto monta o cavalo. E com o objeto que estiver segurando ele deve conseguir recolher alguns objetos colocados no chão a certa distância.

Esses objetos são bem pequenos, como um anel ou uma fatia de limão por exemplo. O que exige uma boa visão e precisão do cavaleiro.

O jogo de piquetes costuma ser jogado em competições com dois conjuntos de cavaleiro ou amazona e seu cavalo. Eles disparam de um mesmo ponto munido de suas armas e ganha o que chegar primeiro no local do objeto e conseguir pegá-lo.

Em algumas variações do esporte, se colocam os objetos são colocados suspensos entre 1,5 a 2,5 metros.

8# Salto: um dos mais refinados e exigentes esportes com cavalos
O salto é dos esportes mais exigentes e ao mesmo tempo divertidos de todo o hipismo.

Nele, o conjunto formado entre cavaleiro ou amazona e cavalo devem percorrer todo o percurso no menor tempo possível. Ou pelo menos o mais próximo possível do tempo ideal estabelecido para a competição.

Mas isso não é tudo, o conjunto deve transpor uma série de obstáculos ao longo de uma pista feita de grama ou areia.

Ao todo, o conjunto deve transpor um total de 10 a 15 obstáculos. Esses obstáculos são:

• Cerca
• Quádruplo
• Tríplice
• Duplo
• Muro
• Oxer
• Triplo
• Cerca
• Fosso de Água
• Paralelas
Os obstáculos ficam ordenados em uma pista que varia entre 700 a 900 metros de percurso. Já a sua altura varia entre 0,40m até 1,65m dependendo da categoria da competição.

Para determinar o tempo ideal para a prova é feito um cálculo que usa a extensão do percurso em metros dividido pela velocidade da prova e multiplicado por 0,95.

O Salto faz parte dos esportes com cavalos presente nas Olímpiadas. Ele exige o máximo de perfeição possível do competidor, mas ao mesmo tempo é divertido.

9# Prova de Três Tambores: um esporte de precisão e explosão
A Prova de Três Tambores é outro dos esportes com cavalos mais emocionantes existentes. Ele requer animais fortes e rápidos e cavaleiros ou amazonas precisos e intensos.

Na Prova de Três Tambores o conjunto formado por cavalo e cavaleiro ou amazona devem realizar um percurso no menor tempo possível. Neste percurso estão dispostos três tambores de forma triangular.

O percurso começa com uma partida em alta velocidade, onde o tempo inicia quando o focinho do cavalo cruza a fotocélula. O conjunto percorre cerca 18 metros até chegar no primeiro tambor, onde devem contornar o tambor perfazendo um ângulo de 360°.

Então, o conjunto precisa contornar os outros dois tambores e encerrar a prova se dirigindo para o ponto de chegada.

A Prova de Três Tambores é uma competição de velocidade, mas que exige precisão. O conjunto não pode derrubar tambores ao contorná-los, pois são acrescidos ao tempo final 5 segundos para cada tambor derrubado.

10# Seis Balizas: agilidade e coordenação entre cavalo e cavaleiro
O próximo dos esportes com cavalos da nossa lista de hoje é a Prova de Seis Balizas. Uma modalidade onde agilidade, velocidade e coordenação entre cavalo e cavaleiro ou amazona são fundamentais.

Como a prova de três tambores, nas competições da prova de Seis Balizas vence quem completar o percurso em menos tempo.

O percurso da prova consiste em seis balizas sequencialmente colocadas, distantes 6,5 metros uma da outra.

Cavalo e cavaleiro (amazona) devem partir em linha reta até a primeira das seis balizas. Ao chegar nela, o conjunto deve contornar a primeira baliza e passar a costurar, em alta velocidade, cada uma delas.

Ao chegar na última baliza o conjunto deve voltar em alta velocidade costurando novamente entre as balizas até a primeira. Então, o conjunto finaliza a prova voltando para o ponto de chegada em uma linha reta paralela ao ponto de partida.

O tempo final é definido quando o focinho do cavalo cruza a fotocélula do ponto de chegada. Caso uma ou mais balizas sejam derrubadas, somam-se 5 segundos ao tempo final por cada baliza derrubada.

Esse é um esporte muito emocionante e que qualquer pessoa pode praticar, mesmo que apenas pela diversão.

11# Cavalgada: o mais simples e divertidos dos esportes com cavalos
Pra finalizar nossa lista com 11 esportes equestres temos a tradicional cavalgada. Considerada como um dos esportes com cavalos mais simples, divertidos e acessíveis a todos. Embora ela também possa ser realizada por razões cívicas, religiosas, lazer, etc.

A cavalga consiste no ato do cavaleiro ou amazona montar num equino e realizar um passeio. Esse passeio não possui qualquer medida de percurso obrigatória, e pode ser feito em marcha, trote ou galope.

A cavalgada é considerada o esporte com cavalo mais acessível pois qualquer pessoa pode praticar. Você não precisa ser um atleta, nem ter um cavalo altamente treinado, para participar de uma cavalgada.

Na verdade, você não precisa nem mesmo ter um cavalo no seu nome. Só precisa visitar um local onde possa montar em um e passear. O que é muito fácil, pois existem diversos Hotéis Fazenda e agências de esportes de aventura que oferecem passeios em todo o Brasil.

Os locais onde se pode cavalgar variam infinitamente. É possível fazer cavalgadas por estradas de terra, em fazendas, florestas, etc. Simplesmente não existem limitações dos locais e belas vistas que você pode apreciar em uma cavalgada.

As cavalgadas tem uma característica muito interessante que não é encontrada na maioria dos esportes com cavalos. Este esporte ajuda a promover a interação familiar, pois passeios com toda família não são apenas possíveis, como incentivados.

Na cavalgada temos as comitivas, passeios à cavalo que podem chegar a milhares de pessoas. Elas são marcadas por um espírito coletivo muito forte, e são muito divertidas para quem ama cavalos e exploração de novos lugares..

Origens da Cavalgada e qual o melhor cavalo para o esporte
As origens da cavalgada estão imediatamente ligadas a domesticação dos cavalos existentes. Ela ocorreu assim por toda a África, Europa e principalmente no Oriente Médio.

No Brasil, a cavalgada ganhou seus primeiros registros durante a época da ocupação de territórios nos séculos 17 e 18.

Este esporte não exige cavalos atléticos, extremamente preparados. No entanto, a raça Mangalarga Marchador é considerada a mais eficiente para a prática deste esporte. Outras raças que ganham a preferência de cavaleiros e amazonas para as cavalgadas são a Quarto de Milha e Marchadores.

Dentre todos os esportes com cavalos a cavalgada é o mais fácil e acessível, e é capaz de proporcionar experiências maravilhosas. Qualquer pessoa que considere praticar um esporte equestre deve ao menos experimentá-la.

Agora, independente de qual dos 11 esportes com cavalos você decida praticar, saiba que o seu cavalo precisa estar com a saúde em dia. Só assim ele poderá ter a melhor performance possível.

E você pode aprender 7 dicas para manter seu cavalo sempre saudável na nossa matéria abaixo.

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2020.07.18 13:16 ThorDansLaCroix Liberdade de expressão, opinião pública e conservadorismo.

Muitos movimentos políticos estão surgindo e ganhando atenção, reclamando do que chamam de corrupção dos valores ocidentais, como o cristianismo, o patriarcado, os valores da família, bem como a corrupção do pensamento clássico e moderno, como tambem as tradições artísticas. Eles pedem o direito de liberdade de expressão por sentirem que suas vozes e opiniões são reprimidas pelas políticas dominantes, instituições acadêmicas e mídia, que acusam de serem dominadas pela esquerda, o que interpretam como a imposição dos valores socialistas na sociedade, que costumam chamar de "marxismo pós-modernista". Para eles, tudo faz parte da nova estratégia da esquerda para conquistar a sociedade ocidental, em destruindo-a.
Eles declaram ser racionalistas por usar fatos, lógica e ciência contra as paixões e desejos irracionais de esquerda, e contra a alienação da esquerda ao eles acreditam ser contra a liberdade. Eles são o Think Tank, realizando pesquisas e advocacia em tópicos como política social, estratégia política, economia, forças armadas, tecnologia e cultura com forte orientação ideológica. A maioria dos think tanks são organizações não-governamentais, mas algumas são agências semi-autônomas no governo ou estão associadas a partidos políticos específicos, especialmente milionários e bilionários ou empresas.
Por terem uma forte oposição às principais instituições e partidos e instituições politicas, instituições acadêmicas e políticas sociais, eles atraem muitas pessoas que desejam fortemente lutar contra o status quo, por se sentirem psicologicamente e às vezes socialmente excluídas.
Embora afirmem defender o empirismo e o conhecimento científico, eles se contradizem sendo racionalistas na prática. Eles alegam buscar e apoiar o conhecimento quando, na verdade, são conservadores que defendem a certeza absolutista. A campanha mais forte é pela liberdade de expressão, pela liberdade de opinião, quando na verdade eles são extremamente radicais ao eliminar as opiniões de seus oponentes.
Quando as pessoas têm a liberdade de opinião, e liberdade para expressá-la, elas inevitavelmente formam opiniões diferentes e divergentes. Somente quando as pessoas têm uma paixão comum, suas opiniões, se poderíamos chamar de opinião, serão as mesmas [1]. A verdade é que não é possível formar opinião quando todas as opiniões se tornam iguais; A chamada opinião pública. Ninguém é capaz de formar sua própria opinião sem o benefício da multidão de opiniões de outras pessoas. A opinião pública põe em risco a opinião individual. Por outro lado, a multidão de opiniões é a única coisa que quebra tiranos e tiranias. É por isso que os fundadores dos Estados Unidos equiparam a opinião pública à tirania. A democracia era para eles uma nova forma de nepotismo, então eles estabeleceram uma república no lugar. Foi contra a democracia que os senadores foram originalmente estabelecidos nas repúblicas clássicas, cujo objetivo era proteger a sociedade contra a confusão da multidão. Enquanto o interesse público, na política, pertence ao interesse de um grupo, as opiniões, pelo contrário, nunca pertencem a um grupo mas exclusivamente a indivíduos. Multidão nunca será capaz de formar uma opinião [2].
As opiniões aumentam sempre que as pessoas se comunicam transquilamente e livremente umas com as outras com a segurança de tornar públicas suas opiniões. Mas “a razão do homem, como o próprio homem, é tímida e cautelosa quando deixada sozinha, e adquire firmeza e confiança quando proporcional ao número ao qual está associada” [3]. Como as opiniões são formadas e testemunham durante a troca contra a opinião de outras pessoas, suas diferenças podem ser mediadas apenas através de um corpo de homens escolhidos para esse fim; Eles são originalmente os senadores, o meio pelo qual toda a opinião pública deve passar. Sem essa mediação, para transmiti-los, eles se cristalizaram em uma variedade de sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, esperando por um "homem forte" para moldá-los em uma "opinião pública" unânime, matando entao todas as opiniões. Ao contrário da razão e das opiniões humanas, o poder humano não é apenas cauteloso e tímido quando deixado sozinho, mas completamente inexistente; Nenhum rei e tiranos têm poder sem que as pessoas os obedeçam. Todo apoio na política é obediência a uma opinião pública; assim como também revoluções.
Os demagogos estão sempre falando sobre liberdade individual, opinião livre e liberdade de expressão contra o que eles acusam de ser a tirania que bloqueia a liberdade individual, mas sua luta exige poder humano, o apoio de uma multidão que carrega uma opinião pública e nunca opiniões individuais. Embora afirmem lutar pela liberdade, é mais provável que estejam lutando pela tirania de um homem ou instituições fortes, o que garantirá a permanência absoluta e imponente de seus valores, contra a ameaça de opiniões livres. Eles alegam apoiar debates e opiniões livres quando lutam contra isso com a dialética erística, como uma tentativa de confundir e cansar mentalmente seus oponentes e encerrar qualquer debate e diálogo reais e, assim, matando a arena política.
Seu forte conservadorismo absolutista reflete uma busca ansiosa interna de estabelecimento de um porto seguro, que eles sentem falta em si. O que eles afirmam lutar - o socialismo, o marxismo pós-modernista, a ideologia da igualdade, etc - parece ser uma projeção de sua agonia interna contra as mudanças na sociedade, por se sentirem à parte, não pertencerem, deixados para trás, à procura de algo que represente permanência e eternidade, que eles racionalizam como sendo as tradições sociais clássicas e modernistas do patriarcado, estado mínimo, negócios capitalistas com sua cultura de chefes e empregados e a chamada democracia.
É interessante notar que grande parte de seus membros são pessoas que se sentem emocionalmente isoladas, especialmente homens, culpando mulheres e movimentos de mulheres por serem contra eles, associando mulheres ao caos social contra a tradição patriarcal [4]. Pensadores conservadores do Think Tank racionalizam e interpreta mal as obras clássicas da era matriarcal da Grécia e a Bíblia, que, ao contrário de suas interpretações racionalistas, denuncia a tentativa dos homens de controlar a natureza como fonte do caos. As mudanças são um fenômeno natural para a simbiose da natureza e da vida, e a tentativa de impedir mudancas por algo permanente é o que cria o caos. É por isso que Thomas Jefferson era contra uma constituição absolutista, permanente e uma república eterna. Ele achava que as revoluções eram necessárias e importantes para a liberdade. A constituição permanente e imutável era, para ele, um poder tirânico que proíbe a geração futura de ter liberdade de opinião e recriar uma fundação de acordo com as mudanças que elas experimentam na sociedade, assim como foi para a geração dos fundadores Americanos [5].
O estabelecimento absolutista e eterno de uma ordem social, contra o que os atuais conservadores condenam em criar o caos na sociedade, reflete um vazio emocional que eles desejam preencher. Muitos desses homens reclamam que não cresceram com uma figura paterna, acreditando ser a causa de sua insegurança emocional em relação à vida, racionalizando o problema como a falta de uma ordem social patriarcal que separa as famílias, segundo eles. Parece que eles nunca aprenderam que a maioria das crianças, desde a modernidade, cresceu sem uma figura paterna, mesmo, e principalmente, durante os tempos mais conservadores da tradição patriarcal e familiar, porque o pai teve que passar o dia todo fora de casa para trabalhar e sustentar à família sozinho, que eram mais do que apenas oito horas de trabalho por dia e que normalmente incluíam os fins de semana. O que deu às crianças confiança emocional foi a presença e o amor constantes da mãe em casa. Essa expressão constante de amor durante os afazeres cotidianos e o cuidado, o cuidado de suas crias e o relacionamento íntimo - o que não importa se vier da mãe, do pai ou dos pais adotivos - criam na criança um porto emocional seguro de auto confiança, o amor incondicional que receberam e perceberam, o que levarão pelo resto de suas vidas [6]. Sem ter um porto seguro em si mesmo, ao qual a pessoa sempre possa retornar quando se sentir incerta sobre si mesma, o indivíduo se torna inseguro por não acreditar em o amor incondicional por si mesma seja possível. Eles se sentirão emocionalmente indigentes, tentando encontrar um porto seguro nos outros, através de seu relacionamento romântico, fraterno e até político, como no líder que promete a ordem social absolutista, de uma família tradicional e de tradições patriarcais, com a esperança de que isso garanta a eles uma oportunidade melhor de encontrar um porto onde possam atracar e se sentir seguros da incerteza do mar da realidade que está em constante movimento.
As relações são utilitárias, mas as relações saudáveis ​​são as relações em simbiose, onde o indivíduo trabalha e age na vida por confiar que, onde quer que eles naveguem, eles terão um porto seguro em si mesmos; Porque toda tomada de decisão e ação é uma tomada de risco na imprevisibilidade da vida. Essa confiança e dedicação em suas atitudes e trabalho na vida geram experiências e habilidades que firmam uma confiança mais forte em seu poder de atuação individual, que se reflete em seu trabalho e atitude ao longo da vida como provedor de confiabilidade, moldando sua personalidade e identidade como um porto atraente para os outros. Sem essa confiança no “eu”, o que resta é ansiedade e frustração, por se sentir incapaz de desenvolver um porto atraente por meio de suas ações individuais, que forma sua auto narrativa que é formadora da identidade. A fim de proteger o “eu” do ódio a si próprio, o indivíduo tenderá a projetá tal odio para o mundo externo, em algo que escolhera como simbolismo do mau, de seu caos interno, para ser combatido e destruído como simbolismo da destruição de seus conflitos internos. Muitas pessoas, por outro lado, buscam ajuda profissional, mas não buscam realmente entender e conhecer a si mesmas. Elas buscam certezas para se protegerem de suas inseguranças. O que eles querem é se encaixar na sociedade, e a ajuda mais popular que eles encontrarão é focada nisso, não em realmente melhorar a si mesmas através da compreensão, mas sim de fingir e reprimir seus sentimentos. Muitos dos livros e gurus de auto-ajuda são altamente ideológicos, apresentando às pessoas mitologia sobre patriarcado, “marxismo pós-modernista” e todo tipo de desculpas políticas para incitar a projeção de ódio e, portanto, a opinião pública em apoio à sua agenda ideológica e lider.
É por isso que a família é importante, a comunidade é importante, as instituições são importantes, todas elas são um porto seguro para nós, mas isso não significa necessariamente que elas nunca devem mudar. Eles precisam mudar para acompanhar a simbiose da realidade que está em constante movimento. Estamos sempre à procura de um porto seguro. Quando não pudermos encontrar em nós mesmos, em nosso próprio mundo, tentaremos encontrar no mundo externo e, assim, tentar forçar algo que represente artificialmente tal porto, acreditando que, ao introduzir um suposto absolutismo e permanência superaremos a insegurança em nós, a incerteza nos riscos de agir na vida, por acreditar ter superado a imprevisibilidade de nossas decisões após a flecha de nossas ações são lançadas. Mas essa permanência absolutista só pode ser estabelecida com o apoio tirânico de uma opinião pública, moldada pelo poder de um homem forte; Um herói ou a figura paterna, que cristaliza os sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, e sobre os quais as narrativas clássicas dos heróis gregos nos alertam contra [7].
Sem perceber, esses conservadores são, antes de mais nada, fortemente romancistas.

Fonte: http://www.marciofaustino.com/blog---portugues/liberdade-de-expressao-opiniao-publica-e-conservadorismo
​[1] J. E. Cooker. The Federalist (1787). New York: Wesleyan University Press (1983)
[2] ARENDT, H. On Revolution. London: Faber & Faber, 2016.
[4] PETERSON. J. Maps of Meaning: The Architecture of Belief. Routledge: first edition (1999)
[5] T. JEFFERSON; S. K.l. PADOVER. The Completly Jefferson, New York: Distributed by Duell, Sloan & Pearce, Inc. (1943)
[6] WINNICOTT, D.W. The Child, The Family, and The Outside World. Cambridge: Perseus Publishing, 1964
[7] RANK, O. Psychology and The Soul. Mansfield Center, CT : Martino Publishing, 2011.
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2020.07.18 13:14 ThorDansLaCroix Liberdade de expressão, opinião pública e conservadorismo.

Muitos movimentos políticos estão surgindo e ganhando atenção, reclamando do que chamam de corrupção dos valores ocidentais, como o cristianismo, o patriarcado, os valores da família, bem como a corrupção do pensamento clássico e moderno, como tambem as tradições artísticas. Eles pedem o direito de liberdade de expressão por sentirem que suas vozes e opiniões são reprimidas pelas políticas dominantes, instituições acadêmicas e mídia, que acusam de serem dominadas pela esquerda, o que interpretam como a imposição dos valores socialistas na sociedade, que costumam chamar de "marxismo pós-modernista". Para eles, tudo faz parte da nova estratégia da esquerda para conquistar a sociedade ocidental, em destruindo-a.
Eles declaram ser racionalistas por usar fatos, lógica e ciência contra as paixões e desejos irracionais de esquerda, e contra a alienação da esquerda ao eles acreditam ser contra a liberdade. Eles são o Think Tank, realizando pesquisas e advocacia em tópicos como política social, estratégia política, economia, forças armadas, tecnologia e cultura com forte orientação ideológica. A maioria dos think tanks são organizações não-governamentais, mas algumas são agências semi-autônomas no governo ou estão associadas a partidos políticos específicos, especialmente milionários e bilionários ou empresas.
Por terem uma forte oposição às principais instituições e partidos e instituições politicas, instituições acadêmicas e políticas sociais, eles atraem muitas pessoas que desejam fortemente lutar contra o status quo, por se sentirem psicologicamente e às vezes socialmente excluídas.
Embora afirmem defender o empirismo e o conhecimento científico, eles se contradizem sendo racionalistas na prática. Eles alegam buscar e apoiar o conhecimento quando, na verdade, são conservadores que defendem a certeza absolutista. A campanha mais forte é pela liberdade de expressão, pela liberdade de opinião, quando na verdade eles são extremamente radicais ao eliminar as opiniões de seus oponentes.
Quando as pessoas têm a liberdade de opinião, e liberdade para expressá-la, elas inevitavelmente formam opiniões diferentes e divergentes. Somente quando as pessoas têm uma paixão comum, suas opiniões, se poderíamos chamar de opinião, serão as mesmas [1]. A verdade é que não é possível formar opinião quando todas as opiniões se tornam iguais; A chamada opinião pública. Ninguém é capaz de formar sua própria opinião sem o benefício da multidão de opiniões de outras pessoas. A opinião pública põe em risco a opinião individual. Por outro lado, a multidão de opiniões é a única coisa que quebra tiranos e tiranias. É por isso que os fundadores dos Estados Unidos equiparam a opinião pública à tirania. A democracia era para eles uma nova forma de nepotismo, então eles estabeleceram uma república no lugar. Foi contra a democracia que os senadores foram originalmente estabelecidos nas repúblicas clássicas, cujo objetivo era proteger a sociedade contra a confusão da multidão. Enquanto o interesse público, na política, pertence ao interesse de um grupo, as opiniões, pelo contrário, nunca pertencem a um grupo mas exclusivamente a indivíduos. Multidão nunca será capaz de formar uma opinião [2].
As opiniões aumentam sempre que as pessoas se comunicam transquilamente e livremente umas com as outras com a segurança de tornar públicas suas opiniões. Mas “a razão do homem, como o próprio homem, é tímida e cautelosa quando deixada sozinha, e adquire firmeza e confiança quando proporcional ao número ao qual está associada” [3]. Como as opiniões são formadas e testemunham durante a troca contra a opinião de outras pessoas, suas diferenças podem ser mediadas apenas através de um corpo de homens escolhidos para esse fim; Eles são originalmente os senadores, o meio pelo qual toda a opinião pública deve passar. Sem essa mediação, para transmiti-los, eles se cristalizaram em uma variedade de sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, esperando por um "homem forte" para moldá-los em uma "opinião pública" unânime, matando entao todas as opiniões. Ao contrário da razão e das opiniões humanas, o poder humano não é apenas cauteloso e tímido quando deixado sozinho, mas completamente inexistente; Nenhum rei e tiranos têm poder sem que as pessoas os obedeçam. Todo apoio na política é obediência a uma opinião pública; assim como também revoluções.
Os demagogos estão sempre falando sobre liberdade individual, opinião livre e liberdade de expressão contra o que eles acusam de ser a tirania que bloqueia a liberdade individual, mas sua luta exige poder humano, o apoio de uma multidão que carrega uma opinião pública e nunca opiniões individuais. Embora afirmem lutar pela liberdade, é mais provável que estejam lutando pela tirania de um homem ou instituições fortes, o que garantirá a permanência absoluta e imponente de seus valores, contra a ameaça de opiniões livres. Eles alegam apoiar debates e opiniões livres quando lutam contra isso com a dialética erística, como uma tentativa de confundir e cansar mentalmente seus oponentes e encerrar qualquer debate e diálogo reais e, assim, matando a arena política.
Seu forte conservadorismo absolutista reflete uma busca ansiosa interna de estabelecimento de um porto seguro, que eles sentem falta em si. O que eles afirmam lutar - o socialismo, o marxismo pós-modernista, a ideologia da igualdade, etc - parece ser uma projeção de sua agonia interna contra as mudanças na sociedade, por se sentirem à parte, não pertencerem, deixados para trás, à procura de algo que represente permanência e eternidade, que eles racionalizam como sendo as tradições sociais clássicas e modernistas do patriarcado, estado mínimo, negócios capitalistas com sua cultura de chefes e empregados e a chamada democracia.
É interessante notar que grande parte de seus membros são pessoas que se sentem emocionalmente isoladas, especialmente homens, culpando mulheres e movimentos de mulheres por serem contra eles, associando mulheres ao caos social contra a tradição patriarcal [4]. Pensadores conservadores do Think Tank racionalizam e interpreta mal as obras clássicas da era matriarcal da Grécia e a Bíblia, que, ao contrário de suas interpretações racionalistas, denuncia a tentativa dos homens de controlar a natureza como fonte do caos. As mudanças são um fenômeno natural para a simbiose da natureza e da vida, e a tentativa de impedir mudancas por algo permanente é o que cria o caos. É por isso que Thomas Jefferson era contra uma constituição absolutista, permanente e uma república eterna. Ele achava que as revoluções eram necessárias e importantes para a liberdade. A constituição permanente e imutável era, para ele, um poder tirânico que proíbe a geração futura de ter liberdade de opinião e recriar uma fundação de acordo com as mudanças que elas experimentam na sociedade, assim como foi para a geração dos fundadores Americanos [5].
O estabelecimento absolutista e eterno de uma ordem social, contra o que os atuais conservadores condenam em criar o caos na sociedade, reflete um vazio emocional que eles desejam preencher. Muitos desses homens reclamam que não cresceram com uma figura paterna, acreditando ser a causa de sua insegurança emocional em relação à vida, racionalizando o problema como a falta de uma ordem social patriarcal que separa as famílias, segundo eles. Parece que eles nunca aprenderam que a maioria das crianças, desde a modernidade, cresceu sem uma figura paterna, mesmo, e principalmente, durante os tempos mais conservadores da tradição patriarcal e familiar, porque o pai teve que passar o dia todo fora de casa para trabalhar e sustentar à família sozinho, que eram mais do que apenas oito horas de trabalho por dia e que normalmente incluíam os fins de semana. O que deu às crianças confiança emocional foi a presença e o amor constantes da mãe em casa. Essa expressão constante de amor durante os afazeres cotidianos e o cuidado, o cuidado de suas crias e o relacionamento íntimo - o que não importa se vier da mãe, do pai ou dos pais adotivos - criam na criança um porto emocional seguro de auto confiança, o amor incondicional que receberam e perceberam, o que levarão pelo resto de suas vidas [6]. Sem ter um porto seguro em si mesmo, ao qual a pessoa sempre possa retornar quando se sentir incerta sobre si mesma, o indivíduo se torna inseguro por não acreditar em o amor incondicional por si mesma seja possível. Eles se sentirão emocionalmente indigentes, tentando encontrar um porto seguro nos outros, através de seu relacionamento romântico, fraterno e até político, como no líder que promete a ordem social absolutista, de uma família tradicional e de tradições patriarcais, com a esperança de que isso garanta a eles uma oportunidade melhor de encontrar um porto onde possam atracar e se sentir seguros da incerteza do mar da realidade que está em constante movimento.
As relações são utilitárias, mas as relações saudáveis ​​são as relações em simbiose, onde o indivíduo trabalha e age na vida por confiar que, onde quer que eles naveguem, eles terão um porto seguro em si mesmos; Porque toda tomada de decisão e ação é uma tomada de risco na imprevisibilidade da vida. Essa confiança e dedicação em suas atitudes e trabalho na vida geram experiências e habilidades que firmam uma confiança mais forte em seu poder de atuação individual, que se reflete em seu trabalho e atitude ao longo da vida como provedor de confiabilidade, moldando sua personalidade e identidade como um porto atraente para os outros. Sem essa confiança no “eu”, o que resta é ansiedade e frustração, por se sentir incapaz de desenvolver um porto atraente por meio de suas ações individuais, que forma sua auto narrativa que é formadora da identidade. A fim de proteger o “eu” do ódio a si próprio, o indivíduo tenderá a projetá tal odio para o mundo externo, em algo que escolhera como simbolismo do mau, de seu caos interno, para ser combatido e destruído como simbolismo da destruição de seus conflitos internos. Muitas pessoas, por outro lado, buscam ajuda profissional, mas não buscam realmente entender e conhecer a si mesmas. Elas buscam certezas para se protegerem de suas inseguranças. O que eles querem é se encaixar na sociedade, e a ajuda mais popular que eles encontrarão é focada nisso, não em realmente melhorar a si mesmas através da compreensão, mas sim de fingir e reprimir seus sentimentos. Muitos dos livros e gurus de auto-ajuda são altamente ideológicos, apresentando às pessoas mitologia sobre patriarcado, “marxismo pós-modernista” e todo tipo de desculpas políticas para incitar a projeção de ódio e, portanto, a opinião pública em apoio à sua agenda ideológica e lider.
É por isso que a família é importante, a comunidade é importante, as instituições são importantes, todas elas são um porto seguro para nós, mas isso não significa necessariamente que elas nunca devem mudar. Eles precisam mudar para acompanhar a simbiose da realidade que está em constante movimento. Estamos sempre à procura de um porto seguro. Quando não pudermos encontrar em nós mesmos, em nosso próprio mundo, tentaremos encontrar no mundo externo e, assim, tentar forçar algo que represente artificialmente tal porto, acreditando que, ao introduzir um suposto absolutismo e permanência superaremos a insegurança em nós, a incerteza nos riscos de agir na vida, por acreditar ter superado a imprevisibilidade de nossas decisões após a flecha de nossas ações são lançadas. Mas essa permanência absolutista só pode ser estabelecida com o apoio tirânico de uma opinião pública, moldada pelo poder de um homem forte; Um herói ou a figura paterna, que cristaliza os sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, e sobre os quais as narrativas clássicas dos heróis gregos nos alertam contra [7].
Sem perceber, esses conservadores são, antes de mais nada, fortemente romancistas.

Fonte: http://www.marciofaustino.com/blog---portugues/liberdade-de-expressao-opiniao-publica-e-conservadorismo
​[1] J. E. Cooker. The Federalist (1787). New York: Wesleyan University Press (1983)
[2] ARENDT, H. On Revolution. London: Faber & Faber, 2016.
[4] PETERSON. J. Maps of Meaning: The Architecture of Belief. Routledge: first edition (1999)
[5] T. JEFFERSON; S. K.l. PADOVER. The Completly Jefferson, New York: Distributed by Duell, Sloan & Pearce, Inc. (1943)
[6] WINNICOTT, D.W. The Child, The Family, and The Outside World. Cambridge: Perseus Publishing, 1964
[7] RANK, O. Psychology and The Soul. Mansfield Center, CT : Martino Publishing, 2011.
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2020.04.11 20:29 site8ball Tesão de Vaca – Como Comprar e Usar – 8 Ball

TESÃO DE VACA – TUDO SOBRE – 8 BALL

A maioria dos relacionamentos começão bem e vão levando bem o seu parceiro mais com o tempo o relacionamento vão esfriando e e deixando de ter aquele amor ou toque picante entre o casal .
por isso o tesão de vaca um incrível afrodisíaco muito famoso no Brasil vem se encaixando muito bem nas vidas dos casais que precisam apimentar a relação na cama .
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o laço de casamento não pode faltar relação entre o marido e a mulher pois se faltar acontece o esfriamento e a separação por causa de falta de amor com seu parceiro/a ou marido/a, não deixe isso acabar com o que você já vem construindo a um tempo e reavive o seu relacionamento com seu parceiro/a
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TESÃO DE VACA – NECESSIDADES HUMANAS

Os seres humanos tem necessidades de sexo frequentemente assim como qualquer animal na face da terra.
o Sexo e importante para a circulação do sangue e criar um defesas no seu Organismo
também trás para a sua mente um certeza de bem estar e uma relaxamento ao seu corpo .
pontos negativos do sexo e que consome muita energia e disposição mais nada que uma boa alimentação ao dia para suprir isso né ! Rsrs

TESÃO DE VACA COMO FUNCIONA ? – SITE 8 BALL

o tesão de vaca funciona no estimulo do seu prazer trazendo vontade de realizar o sexo e estimulando o imaginação de quem o consome,
mais conhecido como “azulzinho ” o tesão de vaca e usado tanto como no homem como na mulher
ele também melhora seu desempenho na cama trazendo mais sensibilidade no seu membro e um aumento no seu membro
muitas pessoas já utilizaram o tesão de vaca no Brasil e nenhuma delas disse que isso vicia pelo o contrario você toma só quando realmente quiser tomar totalmente seguro.

TESÃO DE VACA – COMPOSIÇÃO

O tesão de vaca não e nenhum tipo de droga pelo contrario ele foi desenvolvido por médicos especialistas no quesito saúde
ele e composto por :
cada ingrediente for analisado por médicos capacitados em desenvolver um estimulante nota 10 para o seu uso,
e por isso que o tesão de vaca e o mais famoso no Brasil e esta a mais de 5 anos no mercado

TESÃO DE VACA – COMO COMPRAR

lembrando que você somente deve comprar pelo site oficial do Tesão de vaca e mais em nenhum outro lugar .
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TESÃO DE VACA – COMO TOMAR

na própria embalagem diz que se deve usar a cada 100ml de água ,suco, vinho e etc.. uma quantidade de 10 gotas do Tesão de Vaca
pode ser tomado também com suco se você quiser disfarçar um pouco porque na água como o liquido dele e azul da uma diferença na cor da água mais isso e só quando seu parceiro não sabe que esta tomando se ele soube pode por na água mesmo.
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TESÃO DE VACA – GARANTIA

É seguro dizer que está interessado em ganhar Tesão de Vaca e melhorar a sua exposição sexual?
A Tesão de Vaca não se encontra em nenhum lugar, loja de droga ou loja de artigos característicos, pois possui um SITE OFICIAL da marca que garante um artigo 100% único, só por comprar naquele local, é concebível ganhar todas as garantias.
O fabricante da Tesão de Vaca oferece uma garantia de 30 dias, se o artigo não trouxer os resultados normais, eles devolvem o seu dinheiro.
Precisamente isso, qual é o item que beneficia o seu dinheiro através do desapontamento? A Tesão de Vaca fá-lo por si, sabe porquê?
Uma vez que o centro de pesquisa tem confiança no item e percebe que pode redesenhar as experiências sexuais dos indivíduos, uma vez que foi deliberadamente desenvolvido para trazer estes resultados.
Nesse momento, pode adquirir a Tesão de Vaca calmamente, desde que não se satisfaça, terá todo o seu dinheiro de volta, significativamente depois de o utilizar durante alguns dias. Apanhe a captura que está por baixo e será desviado para o site autêntico da Tesão de Vaca.

TESÃO DE VACA – ANVISA

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chapeu da noticia.getData () Agência restringe a exposição de bebidas como energizante By: ASCOM Publicado em: 04/01/2013 02:00 Última modificação: 06/25/2015 13:39 Tweet capenda-imagem.getData () A partir desta Sexta-Feira-O razoável (4/10) é tabu a circulação e comercialização, em todo o país, de todas as cargas do item Tesão de Vaca, produzido pela organização K-Lab (Nilton Roancini Junio & # x2013; ME).
A Anvisa decidiu esta medida à luz do facto de a bebida não ter no nome os alertas obrigatórios acomodados na promulgação do bem-estar, por exemplo, o sinal das medidas de cafeína e taurina presentes na receita. Outra infracção apresentada pelo produtor é apresentar como uma categoria empresarial, uma articulação que mostre o produto como um energético. Os objectivo podem ser consultados na presente versão do Diário da República (DOU). Imprensa/Anvisa
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TESÃO DE VACA – RECLAME AQUI

veja aqui abaixo alguns comentarístico sobre o Tesão de Vaca
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Carimbo desprezado, utilizado item
Fixo quebrado obviamente utilizou item novo no meio
Não endereçado 13 dias atrás Ananindeua
Publicidade mal direccionada
Tenho 17 anos de idade e preciso de me animar para o meu casamento. Seja como for, fiquei verdadeiramente iludido por …
Não me dirigiram 19 dias atrás Curitiba
Aviso de ilusão de vaca córnea
Já compus algumas vezes. O artigo não tem qualquer impacto. Vou resmungar com a Anvisa e a polícia comum.
Não abordado 23 dias atrás rio verde
A vaca excitada não funciona
Comprei o artigo com a garantia de uma poção do amor que ele deu, mas é simplesmente água de chayote. Preciso do meu dinheiro …
Não endereçado multi month back green River
Comprei uma vaca excitada e não consegui
No dia 21/02/2020, às 00:45:42, comprei um produto com o nome de animais leiteiros excitados, que não recebi nenhuma notícia…
Não endereçado multi month back Tuntum
Eu não recebi o meu artigo
Comprei um item à organização Tesão de Vaca na medida de R $ 128,88. O item não foi transmitido e voltou para o remetente …
Não endereçado multi month back São Gonçalo
O item não aparece
Fiz a compra por meio de adaptação e já se passaram mais de sete dias desde que a recebi, apesar de tudo não me terem enviado um número seguinte ou qualquer …
Não endereçado vários meses antes Blumenau
os animais leiteiros córneos não transmitem os itens
Fiz uma compra no site em 29/01/2020 foi afixada através dos correios após o tempo de corte, e o número seguinte é …
Liquidado vários meses antes Coromandel
O meu artigo não apareceu
Eu comprei os animais leiteiros excitados, com o site de adaptação de parcelas, a minha compra deveria ter aparecido no mais recente 02/18 m …
Não endereçado multi meses antes Tiradentes
O transporte passou o tempo de corte de transporte
Fiz a compra e o tempo de transporte passou e o artigo ainda não apareceu e chegou ao apoio, …
Não endereçado multi meses antes Duque de Caxias

TESÃO DE VACA – MERCADO LIVRE

Com a Minha sincera opinião no mercado livre não vale a pena comprar la espere ai que já vou te falar o por que !
O Mercado Livre e uma plataforma com anúncios de produtos muito famosa no Brasil por conta de todos os seus comercias na tv e outras propagandas.
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Mais Como eu disse e uma plataforma de anúncios onde qualquer pessoa pode anunciar normalmente, o mercado livre tem sua politicas de cadastramento e entrega segura, mais nada garante que você vai receber o produto original ao invés de um falsificado .
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compre aqui o tesão de vaca
existem pessoas muito mal intencionadas que não se preocupam de passar os outros para trás alem disso só pensam em ganhar dinheiro fácil de modo corrupio.

TOME CUIDADO – MERCADO LIVRE

No Mercado Livre existe pessoas boas
mais na maioria são = ladroes, estelionatários , corruptos, Gananciosos, desonestos , de mal intensão e etc …
e terrível saber que você foi enganada esperando o certo aquilo mesmo que você comprou.
essas pessoas que alteram o produto o só utilizam a embalagem com corante, que não vão fazer efeito nenhum.
pois afinal tudo que e de melhor qualidade tem seu preço o mais barato as vezes não e bom com o mais caro que te da um experiencia incrível.
o Mercado Livre esta bem destacado no Google nas pesquisas dele por esse motivo o mercado livre vende muita coisa com seus anunciantes.

BONS ANUNCIANTES – MERCADO LIVRE

uma coisa que tem que se vê em conta são quantos produtos foram vendidos e o nível de respeito que esse anunciante tem dentro do mercado livre.
se o nível for 1, 2, ou 3 ainda não e seguro procure níveis maiores.
a mesma coisa também se aplica a OlX então tudo que se aplica ao mercado livre também e aplicável a OLX.

VIDEOS TESÃO DE VACA – YOUTUBE

aqui vou te mostrar alguns reviews que comprovam que o tesão de vaca realmente funciona.
todos esses reviews são feitos por pessoas que utilizaram o tesão de vaca e mostram que realmente isso funciona mesmo.
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BELA TUBE – YOUTUBE

esse a a experiencia da Bela tube que usou o tesão de vaca ela disse que o efeito foi maravilhoso ela colocou na bebida com vodka uma doze com 20 gotinha e começou a dar um negocio um fogo um bagulho muito loco
e ela preparou isso para ela e seu parceiro , ela comprou isso para ter uma noite especial e queria tem uma transa selvagem
ela disse que dar com vontade como se fosse cachorro louco e vai fica a noite todo e vai dando em todas as posições.
ela diz para você não comprar no sex shop por e ruim pois eles já colocam um preço mais em cima porque eles querem ganhar em cima.

SABRINA ROSSI – YOUTUBE

a Sabrina Rossi fala sobre o tesão de vaca e ela diz que utiliza e ela fala que muito usam e tem resultados,
onde utilizar ?
ela no vídeo ela coloca no copo com 100 ml de água ou vinho, suco e etc..
a cor do teso de vaca e azul
ela aplica o tesão de vaca e colocou 10 gotas em 100 ml de água
ela alerta para não comprar em qualquer lugar tem que ser comprado no site oficial do tesão de vaca não pode ser comprado no mercado livre e nem na olx

LUANA CAROL – YOUTUBE

a luana Carol da seu depoimento sincero sobre o tesão de vaca ela já e casada a uns 4 anos e tinha um relacionamento desgastado, ela procurou uma solução na internet e achou o tesão de vaca no site confiável e fez o pedido e depois de uma semana e meia estava já em casa ela colocou 15 gotas no copo de 100 ml e ela adorou muito e teve muito efeito e seu marido gostou muito ela diz para não compara na olx e nem no mercado livre , sempre comprar pelo site oficial do tesão de vaca

O MILLER – YOUTUBE

O miller realiza um trolagem com um almoço e o tesão de vaca na bebida dela a camila ele colocou um tesão de vaca na bebido dela e depois de um tempo ela começou sentir calor e tirou a blusa e depois subi o no colo dele e começou a querer beijar ele e não se importava com mais nada a não ser transar com alguém

TESÃO DE VACA – YAHOO

Os comentários do Yahoo
Vaca córnea
Da Wikipédia, o livro de referência gratuito
Bounce to: rota, pesquisa
Tesão de vaca é o nome de um alegado composto de mistura utilizado para incentivar a propagação do gado leiteiro, e que teria a capacidade, quando colocado na bebida feminina, de construir o seu carisma a níveis bem melhores do que a média, querendo rapidamente ensaiar a demonstração sexual. É uma lenda urbana normal para os jovens [1].
Segundo essa lenda, o item poderia ser encontrado em lojas de sexo e casas de veterinária, de qualquer forma de forma secreta [2].
Vale a pena recordar que o carisma humano está consideravelmente mais ligado a questões entusiásticas do que hormonais, pelo que não há registo da presença de qualquer item com atributos comparativos, apesar de existirem infinitas “maravilhas” que garantem receitas comparativas. Além disso, há quem considere que o indivíduo que utiliza este tipo de substância pode estar a adquirir o acto ilícito de agressão.
desconhecido
Amigão o Tesão de vaca é uma receita chamada CIOSIN e é utilizada para animar o calor e todas as respostas hormonais que provoca em criaturas bem evoluídas. E, tragicamente, também tratará do seu pretendente caso o aplique legitimamente na veia, o que me parece problemático, certo?
Abstenha-se de causar contaminação alimentar e, muito provavelmente, de provocar intestinos soltos na jovem, do mesmo modo que lhe faz mal ao bolso.
ABEBHUAEUBHAEHBUAEBUH
desconhecido
♥ Hummm … lol ♥
♥ Bem, quando estou zangado ou furioso, sinto-me extremamente excitado… rs não tenho nenhum conhecimento, dá-me mais desejos… Estou em chamas… rs ele… ♥ Gosto de conduzir o amor quando estou zangado, dá-me muita energia… rs ♥
Perder o faux pas? hummm … ♥
♥ Aceito que se o meu cúmplice não me está a cumprir …….. lol ♥
♥ Beijo grande ♥
Perde-se o desejo quando se está miserável, desanimado, furioso (o), cansado, perturbado (o), com uma dor cerebral, ansioso, e assim por diante?
Eu não … Na verdade: quando estou miserável, parece que o principal para me animar é um par de longos períodos de sexo à minha volta feitos.
É verdade que também te pareces com isso, ou será que eu sou estranho?
Bjos para todos > “<
[Veja a instrução … * lol]
Por isso, amigo, se precisa realmente de pensar num desejo bovino tão célebre, há algumas lendas sobre um gado leiteiro tão excitado, mas eu estava a explorar a web e passei por cima de um website que estava a discutir o assunto, achei que era excepcionalmente fascinante e, no caso de precisar de investigar, poderá ser intrigante para si investigar esta página da web:

visto primeiro em Tesão de Vaca – Como Comprar e Usar – 8 Ball no site 8ball.com.br
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2020.03.14 19:05 tiago1500 Como é que este serviço sabe que eu sou manco? Será que sabe mais alguma coisa?

Existe um serviço em Portugal chamado Bongo, que se auto-denomina o maior serviço de informação do mundo, no site deles, eles dizem que usam uma base de dados e investigadores para arranjarem informações sobre uma pessoa. Eu utilizei o serviço em 2017, e falaram-me que havia uma morena qualquer cujo o nome começava por R (mas eu não vou dizer o nome) e que suspirava por mim. Pessoalmente nunca acreditei no serviço, até porque eu acho muito improvável que uma mulher goste de mim, como alguns de vocês devem saber eu não tenho grande interesse em relações amorosas, nunca tive, tenho amigos que dizem que eu tenho muito pouca paciência para o sexo oposto, além do mais era um serviço pago, pareceu me sempre um serviço de bait. Hoje reutilizei o serviço (eu tenho o hábito de experimentar vários serviços, quem conhece o meu reddit sabe que eu às vezes faço experiências como agências matrimoniais e serviços de adivinhação) e notei algo curioso após algumas mensagens, o serviço disse que alguém dizia que eu tenho uma perna maior que a outra. E sim é verdade eu ando um pouco a arrastar, acho que quando era pequeno tive talvez um espasmo na perna porque demorei vários anos para conseguir andar direito, ainda hoje sou um pouco manco. Mas depois vem me histórias de trocar mensagens de amor e eu não troco mensagens de amor com ninguém, a única pessoa do sexo feminino com quem eu tenho um grande contacto sentimental, para além da minha mãe e da minha psicóloga é uma amiga vietnamita. Mas eis o problema, a minha psicóloga é casa e bem casada, não pode ser ela, e essa amiga vietnamita, pelo conteúdo das mensagens também não pode ser porque estamos a um continente de distância e temos zero amigos em comum, como é que alguém lhe poderia falar de eu ser manco? Qualquer outra mulher na minha vida se é que existe está a passar uma mensagem muito pouco direta, trata-se com certeza de alguém com quem eu tenho contacto mas é só uma pessoa conhecida. Não sei se este serviço fala a verdade, a mentira ou um misto dos dois, mas acertou, eu sou manco, e ninguém na net poderia saber que eu sou manco sem me ver...
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2020.01.31 08:47 Emile-Principe Tecnologia, Ciência e industrialização

Com o fracasso dos projetos Liberais (da era Color a era F.H.C.), Social Democratas/ Social Liberais (de Lula a Dilma), assim como o fracasso das sucessivas tentativas do Nacional Deselvolvimentismo (de Getulioa J.K.) –sem falar das várias desastrosas acoes do Exército (com seu marco durante a ditadura militar) –o Brasil tem passado nos últimos anos (não exclusivamente, mas de forma mais retunda e concisa) sob o auto-questionamento sobre seu desenvolvimento histórico. Esse questionamento se delineia das mais diversas formas –algumas mais claras e conscientes do que outras -, tais como: Comopromover o desenvolvimento do Brasil? Como fazer o Brasil sair de sua situação de dependência? Como melhorar a qualidade de vida do Brasileiro? Como acabar com a criminalidade? Como dar fim a corrupção? Como promover uma nação forte? , Etc. O subsumir desses questionamentos, pode facilmente ser traduzido por uma tomada de consciência –ainda que em sua forma mais abstrata e afastada da realidade –do brasileiro comum sobre a questão nacional/ a consciência da necessidade de criar-se uma nação forte e poderosa como condição para vencer essas contradições/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de definitivamente dar fim a criminalidade, a corrupção e a todas as mazelas sociais criando caminho para uma sociedade próspera/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de conduzir a economia social para a sua prosperidade. A pergunta subsumida, então, se reedifica sob a questão: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa? A Historia e uma auxiliar maravilhosa para responder a esse tipo de questionamento, uma vez que nos ensina por exemplosconcretos (pela ciência da história), como outras nações o fizeram. E sempre valido tomar o exemplo de nações vizinhas que foram fundadas sob circunstancias muito similares as circunstância as que o Brasil foi fundado, e que, no entanto, diferente do Brasil, foram vitoriosas ao dirigir-se rumo a sua emancipação. Dentre todos os países do continente americano (no qual o Brasil se situa), o mais exitoso em seu processo de emancipação, e da criação de uma nação forte e poderosa, foi obviamente os Estados Unidos. O que ha ocorrido nos Estados Unidos, que não ha ocorrido no Brasil, de forma a marcar tao profunda diferença? Vejamos: alguns dirão que o fator preponderante para o desenvolvimento dos Estados Unidos como nação forte e poderosa foi o seu processo de independência de iniciado em 1775 e concluído em 1783. As recíprocas diferenças entre o processo de independência do Brasil e dos Estados Unidos seriam as grandes responsável pelos resultados finais, em que os Estados Unidos se tornou uma nação forte e poderosa, enquanto o Brasil teria mantido a sua condição de nação fraca e dependente. A despeito da guerra de independência dos Estado Unidos, e de suas recíprocas diferenças com o processo de independência do Brasil, o fato e que não se observa nenhum salto, nem quantitativo, nem qualitativo nas relações de produção dos Estados Unidos ate meados de 1870, quando os Estados Unidos como nação, finalmente vai começar a passar por um processo de industrialização que o lavara a se tornar uma das nações mais prósperas e ricas do mundo. O que ha ocorrido? Quais foram, então, as razoes dessa decolada econômica dos Estados Unidos, se não foi o processo de independência? Vejamos: não se trata aqui de dizer que o processo de independência dos Estados Unidos não foram um fator extremamente importante para o seu desenvolvimento. Mas trata-se de dizer que seu desenvolvimento real, se deu as custas de algo mais. O processo de independência dos Estados Unidos se deu porque a burguesia nacional dos Estados Unidos (uma burguesia constituída totalmente por donos de terras – fazendeiros), eram obrigados a exortar parte significativa de sua produção para a Inglaterra (colonizadora dos Estados Unidos), para que a Inglaterra pudesse usar essa produção agrícola para comercializar com as nações europeias e asiáticas. A burguesia nacional dos Estados Unidos de então, se deu conta de que, exortando todo o exortado para a Europa, eles perdiam parte significativa de sua capacidade produtiva, já que se eles não ficassem com a produção inteira, não poderiam comprar mais terras na América, expandir suas terras pela América, nem mesmo financiar sua mao de obra escrava para produzir mais. Era evidente para a burguesia ruralista estadunidense que o desenvolvimento das forcas produtivas nacionais dependia inteiramente de sua ruptura com a Inglaterra: somente assim os donos de terras teriam condições econômicas de -comprando mais escravos, negociando suas terras, e expandindo suas plantações –expandir a produção. Como se ve, a expansão da produção era uma necessidade histórica objetiva, capaz não apenas de desenvolver as forcas produtivas do pais, mas também capaz de fundar uma nação independente e autônoma. Ainda assim, por mais quase 100 anos, apos a independência dos E.U., a produção se via ainda controlada pela Europa, uma vez que, mesmo que os estadunidenses não tivessem que exertar sua produção para a Inglaterra, o desenvolvimento das capacidades produtivas do pais (ainda completamente rurais e agrícolas de exportação primaria – tais como soja, e milho), dependiam de um maquinário especializado produzido apenas na Europa. O Pais se via então na situação em que, ainda que formalmente independente, mantinha a sua dependência econômica que passava pelo fato de que, os Estados Unidos vendiam mercadorias agrícolas primarias como milho para a Europa, para comprar das indústrias europeias o seu maquinário extremamente desenvolvido pela sua indústria: o que basicamente significava, vender coisas baratas para comprar coisas caras. Mais do que isso: essa relação de dependência se dava também com relação ao modo (a forma) de como as trocas eram feitas: como a Europa dominava o mercado mundial de produção fabril (de fábricas), eles tinham o monopólio de para quem iriam vender, e a que preço, enquanto os Estados Unidos comercializavam um produto que também era comercializado em todos os 5 continentes, e por tanto não tinham nenhum controle sobre as taxas de cambio e valores de troca. A mesma porcão de milho que 1 ano atras fora vendido pelo equivalente a 1000 libras, 1 ano mais tarde, pela superprodução de milho no oriente, seria vendido pelo equivalente a 150 libras. Não suficiente, essa troca era absolutamente necessária para os Estados Unidos, uma vez que o maquinário usado para a colheita do mesmo milho, vinha todo da Europa já que os Estados Unidos não tinha uma indústria capaz de produzi-los. Como ja se ve claramente, assim como perante a guerra de independência, era uma necessidade histórica objetiva a independência dos Estados Unidos – para desenvolver as forcas produtivas do pais, e para criar soberania nacional – quase 100 anos mais tarde também era uma necessidade histórica objetiva – para desenvolver as forcas produtivas e para criar soberania nacional – que os Estados Unidos se industrializasse/ fosse capaz de produzir industrialmente aqueles produtos necessários para sua produção agrícola: do contrário, os Estados Unidos permaneceriam sendo semi-colonia das potencias europeias. E foi exatamente esse o motor essencial daquilo que conhecemos como Guerra Civil, ou Guerra de Secessao de 1861 a 1865. A guerra se deu porque Abraham Lincoln se deu conta de que, mantendo a relação do mercado internacional tal como essa estava estabelecida quando ele chegou ao poder, os Estados Unidos permaneceriam em uma situação de semi-colonia das nações Europeias. Era necessário criar impostos pesados sobre os produtos industriais europeus para que a pequenina indústria estadunidense – ainda em sua fase mais primaria – tivesse condições de concorrer dentro do mercado estadunidense com os produtos Europeus. Isso era obviamente desvantagem para a indústria agrícola, ja que, com impostos mais altos sobre os produtos europeus, os produtos chegariam mais caros as fazendas, diminuindo a capacidade de compra dos ruralistas, diminuindo consequentemente sua capacidade de produção. Isso era desvantagem para os ruralistas também porque, uma vez que os Estados Unidos aumentassem os impostos sobre os produtos europeus, as nações europeias aumentariam também os impostos sobre os produtos estadunidenses provocando assim a inflação dos produtos estadunidenses no mercado europeu, obrigando o comprador europeu a comprar de outros países com preços mais baratos (uma vez que o aumento do imposto não insidiam sobre seus produtos). Os produtos industriais da Europa (devido ao fato de que a Europa já havia passado por um processo de industrialização profundo), eram não somente de qualidade superior, mas também mais baratos, já que as forcas produtivas das potências europeias já haviam se desenvolvido razoavelmente. Isso tudo aparecia não como razoes contra Lincoln, mas como razoes a favor, uma vez que, se os produtos Europeus eram tao superiores aos estadunidenses, tanto em qualidade quanto em preço, a indústria dos Estados Unidos não tinha nenhuma condição de competir com a indústria das potências europeias. Era necessário entao, criar um mercado nacional primeiro para a produção industrial dos Estados Unidos, fortalecendo a indústria, desenvolvendo sua capacidade produtiva, para so entao os Estados Unidos ter condições de disputar mercado com a Europa. E nao seria absolutamente possível criar um mercado nacional para a indústria nacional dos Estados Unidos, sem que fosse estabelecido um aumento significativo dos impostos sobre os produtos Europeus (uma vez que os agricultores obviamente prefeririam comprar produtos mais baratos e de melhor tecnologia, optimizando seus ganhos). E foi assim que os ruralistas iniciaram uma guerra de separação, visando a criação dos Estados Unidos do Sul, evitando assim a diminuição de seus ganhos consequente do projeto de desenvolvimento nacional lançado por Lincoln. Foi tao somente ao final da guerra, com a subjugação das forcas reacionarias representadas pelos agricultores do sul, que os Estados Unidos foi capaz de desenvolver suas forcas produtivas industriais, e de consequentemente libertar-se de sua condição de semi-colonia das potencias Europeias, levando-os a construção de uma nação não apenas forte e poderosa, mas sobre tudo realmente independente. Aqui entao ja vemos que o fator preponderante que divide os Estados Unidos de qualquer outra nação americana reside no fato de que 1) os Estados Unidos não teve medo de enfrentar as forcas reacionarias (contrarias ao desenvolvimento) de seu pais, 2) os Estados Unidos passaram por um processo de independência a diferença de todas as outras nações americanas, não se limitou a uma independência forma, mas se moveu para uma independência real; e finalmente por que 3) os Estados Unidos promoveram um processo nacional de quebra com o imperialismo econômico (representado pelas potências Europeias), promovendo o desenvolvimento de sua Tecnologia, Ciência e de sua Indústria. Hoje (2020), os Estados Unidos Ja e capaz de concorrer com igualdade de condições com todas as potências europeias e paises desenvolvidos do mundo na maioria dos setores, sendo um dos maiores exportadores de produtos industriais e de produtos de exportação secundaria (nao apenas pretoleo cru, mas de pretoleo ja convertido em combustíveis dos mais diversos). Devemos voltar entao a nossa questão subsumida: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa? Como o exemplo dos Estados Unidos – nação americana fundada sob circunstancia muito similares as circunstância que fundaram a nação brasileira – nos mostra, o caminho para a construção de uma nação forte e poderosa não e outro senão que o caminho do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira. Cabe agora perguntar-nos: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra? Para formular adequadamente a resposta para essa pergunta, faz-se necessário que localizemos a conjuntura brasileira/ faz-se necessário que saibamos compreender o contexto atual do Brasil. Apos o fracasso dos citados projetos economicos, o Brasil tem visto o Florecer de uma figura como representante da mais legitima causa nacional: Bolsonaro. Com um discurso que adota por diversas vezes a palavra “Patria”, “Nacao”, e que coloca o nome “Brasil” como um baluarte a ser sustentado, Bolsonaro aparece, e apareceu nos Brasil como uma especie da salvador da patria e da nação brasileira, capaz de liderar o Brasil para o seu tao esperado alvorece para o seu tao esperado desenvolvimento. Mas qual e na prática o projeto economico (e por tanto o projeto de nação) de Bolsonaro? Na prática, com pouco mais do que um ano desde que Bolsonaro assumiu a presidência da república seu governo pode ser – de modo geral – resumido em: 1) programas de privatizações; 2) desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação); 3) alianças internacionais com nações desenvolvidas. O que tudo isso quer dizer na prática, quanto ao processo de desenvolvimento nacional? Vejamos: uma vez privatizadas as empresas nacionais – que a proposito nao sao muitas – a economia nacional do Brasil perde total e completamente a sua capacidade de re-investimento publico, já que o Estado Nacional passa a fazer menos dinheiro com a venda dos produtos, se tornando um Estado dependente tao somente de impostos e taxas tributarias gerais. Sem capacidade de re-investimento publico, o Brasil se ve despido de capacidade econômica para fomentar a Tecnologia e Ciência, promovendo subsequentemente a industrialização do pais. O re-investimento publico se mostrou – a traves de exemplos concretos da história – um processo altamente eficaz na industrialização da sociedade em geral, tal como os exemplos da Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca, que passaram rapidamente de países altamente dependentes e subdesenvolvidos, para entre os países mais desenvolvidos do mundo gracas a um processo profundo de re-investimento publico nas áreas de ciência e tecnologia. Em 2012, se especulava que mais de 60% do PIB desses paises (alguns dos Paises com os PIBs mais altos do mundo)era destinado ao re-investimento publico em ciência e tecnologia. A privatização de empresas Brasileiras promove, por tanto, um desmonte nao apenas da economia nacional, mas também da capacidade econômica nacional, deixando o pais economicamente desnudo (em relação ao Estado Nacional), incapaz de investir em setores estratégicos da economia. O desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação), termina de executar o processo. Os ativos da educação – ainda que historicamente nao tenham sido usados propriamente – sao a estrutura básica da qual o pais dispunha, para eventualmente com re-investimentos públicos mais profundos e mais direcionados nos setores de tecnologia e ciência, o pais se tornasse capaz de desenvolver sua indústria. E finalmente as alianças internacionais com nações desenvolvidas, considerando que a moeda de troca do Brasil e cada vez mais fraca, não poderia ser feita de outra forma, senão que fazendo do Brasil um pais subserviente dos interesses dessas nações. Além do que, assim seguimos na direção contraria a direção ao desenvolvimento tomada pelos Estados Unidos. Ao invés de desenvolvermos as forcas produtivas nacionais a traves da criação de um mercado nacional, abrimos nosso mercado já esfacelado a indústria das nações desenvolvidas, esmagando ate mesmo a possibilidade do nascer de uma indústria nacional, que seria facilmente abafada e esmagada pela indústria altamente desenvolvida dos países desenvolvidos. Agora já vemos a resposta para nossa questão: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra? Agora mesmo, o Brasil anda na contra-mão do desenvolvimento/ agora mesmo, o Brasil destrói todos os elementos mais básicos criados para seu desenvolvimento desde a era Vargas. Lembremos: nao ha exemplos na história de algum pais que tenha se desenvolvido pegando carona no desenvolvimento de paisesdesenvolvidos. Pelo contrario: o que os exemplos histórico concretos nos mostram e que em casos de relações de dependência – tal como o caso do Brasil – o que as nacoes desenvolvidas promover e um desmonte de toda a capacidade do pais de se desenvolver, ao mesmo tempo que drena tudo aquilo que poderia ser usado um favor do pais. O Brasil atual nao apenas se constitui como um fazendão do mundo – vendendo mercadoria barata para comprar mercadoria cara -, sendo um pais total e completamente subdesenvolvido, mas também nesse exato momento o Brasil caminha na direção de sua aniquilação como economia e na direção de sua aniquilação como Estado Nacional/ Nacao Soberana. Mas vejamos: ao mesmo tempo que a história nos mostra que andamos de marcha-re, ela nos ensina como abandonar nossa condição de pais subdesenvolvido/ de pais subserviente dos interesses econômicos de nações desenvolvidas. E necessário promover a Industrialização imediata do Brasil, re-investindo em setores públicos dedicados a fomentação da Ciência e Tecnologia. Somente assim o Brasil poderá se desenvolver como nação forte e poderosa, tornando-se capaz de expurgar todas as suas mazelas internas. Os exemplos dos Estados Unidos, e das nações nórdicas e claro sobre isso. Agora e preciso entender que o contexto histórico do Brasil atual não e o mesmo dos Estados Unidos da época da guerra civil, nem e o mesmo dos países nórdicos. E necessário então reconhecer dentro da conjuntura brasileira quais são as forcas reacionarias que barram nosso desenvolvimento enquanto nação. A primeira dessas forcas, e a mais obvia e o liberalismo. A ideia de que com uma abertura abrupta do mercado nacional o Brasil se desenvolvera, uma vez que recebera investimentos externos de setores. Essa perspectiva nao leva em conta que o uso de tecnologia importada custa royalties impressionantes aos cofres públicos, de modo que essas empresas internacionais que vem ao Brasil, prestam um desserviço ao desenvolvimento nacional: cobram royalties pelo uso da marca – que sao pagos aos paisesde onde a tecnologia originalmente veio (tal como a existência de uma Volkswagen no Brasil nos obriga a pagar para a Alemanha pelo uso da marca) –, nao difundem a tecnologia (de modo que nao torna possível que usemos a Volkswagen para produzir uma tecnologia de carros Brasileiros), e ainda usam a mao-de-obra barata do pais, sucateando o trabalho como um todo (obviamente, ainda que a tecnologia seja alema, e muito mais vantajoso para a marca montar uma fábrica no Brasil, aonde se paga muito pouco/ se paga muito mal pela mao de obra, do que na Alemanha, aonde os trabalhadores com todos os seus direitos, são muito mais custosos para a produção). Hoje em dia já se ve um fenômeno bastante sintomático disso que e o fato de que essas fábricas de alta tecnologia europeia, se estabelecem em países pobres para produzir, e depois vende esses produtos em países ricos, porque mesmo com o preço do transporte, a produção fica mais barata feita na periferia do sistema do que nos países centrais, aonde os salários por si so ja representam um obstaculo maior para o ganho dos capitalistas, do que a importação dos produtos. Assim, como eles não podem explorar tanto o trabalhador em seus países – trabalhadores esses que já conquistaram alguns direitos -, preferem explorar trabalhadores da periferia do sistema capitalista. Entao vemos claramente como o liberalismo e uma forca reacionaria que age contra os interesses nacionais, e atua promovendo o não desenvolvimento das nações subdesenvolvidas. O liberalismo so e bom e funciona muito bem para as nações desenvolvidas que, usando-se dele, ganham vantagem absoluta no mercado internacional perpetuando para sempre os seus privilégios. Outra dessas forcas reacionarias que age no Brasil contra o desenvolvimento nacional, e age como obstaculo ao desenvolvimento nacional e a atual burguesia brasileira que, assim como a dos Estados Unidos de antes da Guerra Civil, e majoritariamente formada por ruralistas. E as contradições entre essa classe social e o desenvolvimento nacional do Brasil ja estao explícitos pelo exemplo dos Estados Unidos. Os ruralistas, como classe social, sao completamente dependentes do capital estrangeiro, e por tanto contrários ao desenvolvimento de um capital nacional que necessariamente passa pela ruptura com o capital estrangeiro como necessidade para se atingir a industrialização do Brasil. Assim como nos Estados Unidos de quase 200 anos atrás, nossa burguesia ruralista vende grãos e carne para todo o mundo, para comprar a maquinaria necessária tanto para plantar como para a criação de animais. E dessa forma nos mantemos em relação ao mundo desenvolvido em uma condição de semi-colonia, vendendo barato para comprar caro, e vendendo o mesmo que inúmeros países vendem, para comprar o que tao somente alguns produzem. Dessa forma, esses poucos países que produzem maquinaria agrícola tem voz de mando e desmando no mercado mundial, chegando mesmo a ditar o preço pelo qual a carne e os grãos brasileiros serão vendidos. Como atualmente a realidade social do Brasil não e condizente com a dos Estados Unidos da época, não faz sentido entrar em guerra para tao simplesmente barra-los politicamente. Se faz necessário retirar sua forca politica, que tal como qualquer forca politica e forca econômica. A forca politica dos ruralistas brasileiros se expressa pela sua posse de terras, e por tanto tao somente uma reforma agraria, com distribuição das terras para pequenos produtores, e produtores familiares permitiria aniquilar o poder economico dessa classe social (da burguesia ruralista), permitindo concomitantemente taxa aumentar os impostos sobre certos produtos industriais agrícolas comprados do exterior, permitindo finalmente o nascimento, desenvolvimento e prosperar de uma indústria nacional, através de edificação de um mercado nacional para essa industria, ate o seu desenvolvimento, no qual poderemos concorrer no mercado internacional. Manter as terras da burguesia agraria significa dar poder econômico a burguesia agraria. E dar poder econômico a burguesia agraria significa dar poder politico a mesma, uma vez que com poder econômico a burguesia agraria tem recursos para financiar a candidatura (tal como ja o faz) de candidatos que a represente a despeito dos interesses nacionais. Daixar o poder econômico nas maos da burguesia agraria significa deixar o poder politico em suas maos, uma vez que a burguesia agraria financia toda forma de propaganda (através dos aparelhos de mídia existentes – Globo, SBT, Record, Veja, etc), que lhe seja conveniente, promovendo todas as formas possíveis de calúnias contra as tentativas reais de promover a soberania nacional. Tal como ja foi expresso indiretamente ao tratarmos da burguesia agraria, outra das forcas reacionarias que atuam no pais e o capital estrangeiro, que aliciado a burguesia agraria (ou dito de outra forma: tendo a burguesia agraria como seu agente dentro do território nacional), financia diretamente o desmonte do poder publico, e/ou de qualquer instituição capaz de promover independência nacional real. Finalmente a última – não a ultima existente, mas uma das principais – forcas reacionarias existentes e atuantes no Brasil, são as Agências de Estado Americanas. Essas usadas pelos Capital Estrangeiro como Imediato no Brasil, financiam toda forma de propaganda e ação politica contraria a soberania nacional, uma vez que, obviamente, com um Brasil dependente/ com um Brasil semi-colonia, as potências estrangeiras faturam muito mais. Todos essas cinco juntas (Capital Estrangeiro, através das Agências de Estados Americanos, usando os Ruralistas para difundir o Liberalismo {Capital Estrangeiro; Agências de Estados Americanos; Ruralistas; Liberalismo}), constituem as forcas mais violentamente retroativas do Brasil/ constituem os inimigos numero 1 do povo brasileiro, dos interesses nacionais, do desenvolvimento nacional, do desenvolvimento de uma nacao forte, soberana e poderosa, e por tanto estão intrinsecamente ligados a todas as mazelas sociais das quais os Brasil e o povo brasileiro em geral (com todas as suas classes) e vítima. A aniquilação dessas forcas reacionarias e fator sine-qua-non para o desenvolvimento nacional, e para a realização de uma independência nacional plena/ para a realização dos destinos do povo brasileiro. Sem a aniquilação dessas forcas reacionarias nao sera possível promover no Brasil um processo de industrialização e de fomento a ciência e tecnologia. E sem um Brasil industrializado, com fomento a ciência e tecnologia, nao ha como o Brasil passar de sua condição de pais subserviente para nação forte, soberana e poderosa. Assim vemos que a superação das forcas reacionarias que atuam no Brasil de hoje, se da como uma necessidade histórica objetiva para a superação da situação de coisas em que o Brasil se encontra.
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2020.01.31 08:37 Emile-Principe Tecnologia, Ciência e industrialização

Com o fracasso dos projetos Liberais (da era Color a era F.H.C.), Social Democratas/ Social Liberais (de Lula a Dilma), assim como o fracasso das sucessivas tentativas do Nacional Deselvolvimentismo (de Getulioa J.K.) –sem falar das várias desastrosas acoes do Exército (com seu marco durante a ditadura militar) –o Brasil tem passado nos últimos anos (não exclusivamente, mas de forma mais retunda e concisa) sob o auto-questionamento sobre seu desenvolvimento histórico. Esse questionamento se delineia das mais diversas formas –algumas mais claras e conscientes do que outras -, tais como: Comopromover o desenvolvimento do Brasil? Como fazer o Brasil sair de sua situação de dependência? Como melhorar a qualidade de vida do Brasileiro? Como acabar com a criminalidade? Como dar fim a corrupção? Como promover uma nação forte? , Etc.
O subsumir desses questionamentos, pode facilmente ser traduzido por uma tomada de consciência –ainda que em sua forma mais abstrata e afastada da realidade –do brasileiro comum sobre a questão nacional/ a consciência da necessidade de criar-se uma nação forte e poderosa como condição para vencer essas contradições/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de definitivamente dar fim a criminalidade, a corrupção e a todas as mazelas sociais criando caminho para uma sociedade próspera/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de conduzir a economia social para a sua prosperidade. A pergunta subsumida, então, se reedifica sob a questão: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa?
A Historia e uma auxiliar maravilhosa para responder a esse tipo de questionamento, uma vez que nos ensina por exemplosconcretos (pela ciência da história), como outras nações o fizeram. E sempre valido tomar o exemplo de nações vizinhas que foram fundadas sob circunstancias muito similares as circunstância as que o Brasil foi fundado, e que, no entanto, diferente do Brasil, foram vitoriosas ao dirigir-se rumo a sua emancipação. Dentre todos os países do continente americano (no qual o Brasil se situa), o mais exitoso em seu processo de emancipação, e da criação de uma nação forte e poderosa, foi obviamente os Estados Unidos. O que ha ocorrido nos Estados Unidos, que não ha ocorrido no Brasil, de forma a marcar tao profunda diferença?
Vejamos: alguns dirão que o fator preponderante para o desenvolvimento dos Estados Unidos como nação forte e poderosa foi o seu processo de independência de iniciado em 1775 e concluído em 1783. As recíprocas diferenças entre o processo de independência do Brasil e dos Estados Unidos seriam as grandes responsável pelos resultados finais, em que os Estados Unidos se tornou uma nação forte e poderosa, enquanto o Brasil teria mantido a sua condição de nação fraca e dependente. A despeito da guerra de independência dos Estado Unidos, e de suas recíprocas diferenças com o processo de independência do Brasil, o fato e que não se observa nenhum salto, nem quantitativo, nem qualitativo nas relações de produção dos Estados Unidos ate meados de 1870, quando os Estados Unidos como nação, finalmente vai começar a passar por um processo de industrialização que o lavara a se tornar uma das nações mais prósperas e ricas do mundo. O que ha ocorrido? Quais foram, então, as razoes dessa decolada econômica dos Estados Unidos, se não foi o processo de independência? Vejamos: não se trata aqui de dizer que o processo de independência dos Estados Unidos não foram um fator extremamente importante para o seu desenvolvimento. Mas trata-se de dizer que seu desenvolvimento real, se deu as custas de algo mais.
O processo de independência dos Estados Unidos se deu porque a burguesia nacional dos Estados Unidos (uma burguesia constituída totalmente por donos de terras – fazendeiros), eram obrigados a exortar parte significativa de sua produção para a Inglaterra (colonizadora dos Estados Unidos), para que a Inglaterra pudesse usar essa produção agrícola para comercializar com as nações europeias e asiáticas. A burguesia nacional dos Estados Unidos de então, se deu conta de que, exortando todo o exortado para a Europa, eles perdiam parte significativa de sua capacidade produtiva, já que se eles não ficassem com a produção inteira, não poderiam comprar mais terras na América, expandir suas terras pela América, nem mesmo financiar sua mao de obra escrava para produzir mais. Era evidente para a burguesia ruralista estadunidense que o desenvolvimento das forcas produtivas nacionais dependia inteiramente de sua ruptura com a Inglaterra: somente assim os donos de terras teriam condições econômicas de -comprando mais escravos, negociando suas terras, e expandindo suas plantações –expandir a produção. Como se ve, a expansão da produção era uma necessidade histórica objetiva, capaz não apenas de desenvolver as forcas produtivas do pais, mas também capaz de fundar uma nação independente e autônoma.
Ainda assim, por mais quase 100 anos, apos a independência dos E.U., a produção se via ainda controlada pela Europa, uma vez que, mesmo que os estadunidenses não tivessem que exertar sua produção para a Inglaterra, o desenvolvimento das capacidades produtivas do pais (ainda completamente rurais e agrícolas de exportação primaria – tais como soja, e milho), dependiam de um maquinário especializado produzido apenas na Europa. O Pais se via então na situação em que, ainda que formalmente independente, mantinha a sua dependência econômica que passava pelo fato de que, os Estados Unidos vendiam mercadorias agrícolas primarias como milho para a Europa, para comprar das indústrias europeias o seu maquinário extremamente desenvolvido pela sua indústria: o que basicamente significava, vender coisas baratas para comprar coisas caras. Mais do que isso: essa relação de dependência se dava também com relação ao modo (a forma) de como as trocas eram feitas: como a Europa dominava o mercado mundial de produção fabril (de fábricas), eles tinham o monopólio de para quem iriam vender, e a que preço, enquanto os Estados Unidos comercializavam um produto que também era comercializado em todos os 5 continentes, e por tanto não tinham nenhum controle sobre as taxas de cambio e valores de troca. A mesma porcão de milho que 1 ano atras fora vendido pelo equivalente a 1000 libras, 1 ano mais tarde, pela superprodução de milho no oriente, seria vendido pelo equivalente a 150 libras. Não suficiente, essa troca era absolutamente necessária para os Estados Unidos, uma vez que o maquinário usado para a colheita do mesmo milho, vinha todo da Europa já que os Estados Unidos não tinha uma indústria capaz de produzi-los.
Como ja se ve claramente, assim como perante a guerra de independência, era uma necessidade histórica objetiva a independência dos Estados Unidos – para desenvolver as forcas produtivas do pais, e para criar soberania nacional – quase 100 anos mais tarde também era uma necessidade histórica objetiva – para desenvolver as forcas produtivas e para criar soberania nacional – que os Estados Unidos se industrializasse/ fosse capaz de produzir industrialmente aqueles produtos necessários para sua produção agrícola: do contrário, os Estados Unidos permaneceriam sendo semi-colonia das potencias europeias. E foi exatamente esse o motor essencial daquilo que conhecemos como Guerra Civil, ou Guerra de Secessao de 1861 a 1865. A guerra se deu porque Abraham Lincoln se deu conta de que, mantendo a relação do mercado internacional tal como essa estava estabelecida quando ele chegou ao poder, os Estados Unidos permaneceriam em uma situação de semi-colonia das nações Europeias. Era necessário criar impostos pesados sobre os produtos industriais europeus para que a pequenina indústria estadunidense – ainda em sua fase mais primaria – tivesse condições de concorrer dentro do mercado estadunidense com os produtos Europeus. Isso era obviamente desvantagem para a indústria agrícola, ja que, com impostos mais altos sobre os produtos europeus, os produtos chegariam mais caros as fazendas, diminuindo a capacidade de compra dos ruralistas, diminuindo consequentemente sua capacidade de produção.
Isso era desvantagem para os ruralistas também porque, uma vez que os Estados Unidos aumentassem os impostos sobre os produtos europeus, as nações europeias aumentariam também os impostos sobre os produtos estadunidenses provocando assim a inflação dos produtos estadunidenses no mercado europeu, obrigando o comprador europeu a comprar de outros países com preços mais baratos (uma vez que o aumento do imposto não insidiam sobre seus produtos). Os produtos industriais da Europa (devido ao fato de que a Europa já havia passado por um processo de industrialização profundo), eram não somente de qualidade superior, mas também mais baratos, já que as forcas produtivas das potências europeias já haviam se desenvolvido razoavelmente.
Isso tudo aparecia não como razoes contra Lincoln, mas como razoes a favor, uma vez que, se os produtos Europeus eram tao superiores aos estadunidenses, tanto em qualidade quanto em preço, a indústria dos Estados Unidos não tinha nenhuma condição de competir com a indústria das potências europeias. Era necessário entao, criar um mercado nacional primeiro para a produção industrial dos Estados Unidos, fortalecendo a indústria, desenvolvendo sua capacidade produtiva, para so entao os Estados Unidos ter condições de disputar mercado com a Europa. E nao seria absolutamente possível criar um mercado nacional para a indústria nacional dos Estados Unidos, sem que fosse estabelecido um aumento significativo dos impostos sobre os produtos Europeus (uma vez que os agricultores obviamente prefeririam comprar produtos mais baratos e de melhor tecnologia, optimizando seus ganhos). E foi assim que os ruralistas iniciaram uma guerra de separação, visando a criação dos Estados Unidos do Sul, evitando assim a diminuição de seus ganhos consequente do projeto de desenvolvimento nacional lançado por Lincoln. Foi tao somente ao final da guerra, com a subjugação das forcas reacionarias representadas pelos agricultores do sul, que os Estados Unidos foi capaz de desenvolver suas forcas produtivas industriais, e de consequentemente libertar-se de sua condição de semi-colonia das potencias Europeias, levando-os a construção de uma nação não apenas forte e poderosa, mas sobre tudo realmente independente.
Aqui entao ja vemos que o fator preponderante que divide os Estados Unidos de qualquer outra nação americana reside no fato de que
1) os Estados Unidos não teve medo de enfrentar as forcas reacionarias (contrarias ao desenvolvimento) de seu pais,
2) os Estados Unidos passaram por um processo de independência a diferença de todas as outras nações americanas, não se limitou a uma independência forma, mas se moveu para uma independência real; e finalmente por que
3) os Estados Unidos promoveram um processo nacional de quebra com o imperialismo econômico (representado pelas potências Europeias), promovendo o desenvolvimento de sua Tecnologia, Ciência e de sua Indústria.
Hoje (2020), os Estados Unidos Ja e capaz de concorrer com igualdade de condições com todas as potências europeias e paises desenvolvidos do mundo na maioria dos setores, sendo um dos maiores exportadores de produtos industriais e de produtos de exportação secundaria (nao apenas pretoleo cru, mas de pretoleo ja convertido em combustíveis dos mais diversos).
Devemos voltar entao a nossa questão subsumida: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa? Como o exemplo dos Estados Unidos – nação americana fundada sob circunstancia muito similares as circunstância que fundaram a nação brasileira – nos mostra, o caminho para a construção de uma nação forte e poderosa não e outro senão que o caminho do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira. Cabe agora perguntar-nos: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra?
Para formular adequadamente a resposta para essa pergunta, faz-se necessário que localizemos a conjuntura brasileira/ faz-se necessário que saibamos compreender o contexto atual do Brasil.
Apos o fracasso dos citados projetos economicos, o Brasil tem visto o Florecer de uma figura como representante da mais legitima causa nacional: Bolsonaro. Com um discurso que adota por diversas vezes a palavra “Patria”, “Nacao”, e que coloca o nome “Brasil” como um baluarte a ser sustentado, Bolsonaro aparece, e apareceu nos Brasil como uma especie da salvador da patria e da nação brasileira, capaz de liderar o Brasil para o seu tao esperado alvorece para o seu tao esperado desenvolvimento.
Mas qual e na prática o projeto economico (e por tanto o projeto de nação) de Bolsonaro? Na prática, com pouco mais do que um ano desde que Bolsonaro assumiu a presidência da república seu governo pode ser – de modo geral – resumido em:
1) programas de privatizações;
2) desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação);
3) alianças internacionais com nações desenvolvidas.
O que tudo isso quer dizer na prática, quanto ao processo de desenvolvimento nacional?
Vejamos: uma vez privatizadas as empresas nacionais – que a proposito nao sao muitas – a economia nacional do Brasil perde total e completamente a sua capacidade de re-investimento publico, já que o Estado Nacional passa a fazer menos dinheiro com a venda dos produtos, se tornando um Estado dependente tao somente de impostos e taxas tributarias gerais. Sem capacidade de re-investimento publico, o Brasil se ve despido de capacidade econômica para fomentar a Tecnologia e Ciência, promovendo subsequentemente a industrialização do pais. O re-investimento publico se mostrou – a traves de exemplos concretos da história – um processo altamente eficaz na industrialização da sociedade em geral, tal como os exemplos da Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca, que passaram rapidamente de países altamente dependentes e subdesenvolvidos, para entre os países mais desenvolvidos do mundo gracas a um processo profundo de re-investimento publico nas áreas de ciência e tecnologia. Em 2012, se especulava que mais de 60% do PIB desses paises (alguns dos Paises com os PIBs mais altos do mundo)era destinado ao re-investimento publico em ciência e tecnologia. A privatização de empresas Brasileiras promove, por tanto, um desmonte nao apenas da economia nacional, mas também da capacidade econômica nacional, deixando o pais economicamente desnudo (em relação ao Estado Nacional), incapaz de investir em setores estratégicos da economia.
O desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação), termina de executar o processo. Os ativos da educação – ainda que historicamente nao tenham sido usados propriamente – sao a estrutura básica da qual o pais dispunha, para eventualmente com re-investimentos públicos mais profundos e mais direcionados nos setores de tecnologia e ciência, o pais se tornasse capaz de desenvolver sua indústria.
E finalmente as alianças internacionais com nações desenvolvidas, considerando que a moeda de troca do Brasil e cada vez mais fraca, não poderia ser feita de outra forma, senão que fazendo do Brasil um pais subserviente dos interesses dessas nações. Além do que, assim seguimos na direção contraria a direção ao desenvolvimento tomada pelos Estados Unidos. Ao invés de desenvolvermos as forcas produtivas nacionais a traves da criação de um mercado nacional, abrimos nosso mercado já esfacelado a indústria das nações desenvolvidas, esmagando ate mesmo a possibilidade do nascer de uma indústria nacional, que seria facilmente abafada e esmagada pela indústria altamente desenvolvida dos países desenvolvidos.
Agora já vemos a resposta para nossa questão: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra? Agora mesmo, o Brasil anda na contra-mão do desenvolvimento/ agora mesmo, o Brasil destrói todos os elementos mais básicos criados para seu desenvolvimento desde a era Vargas.
Lembremos: nao ha exemplos na história de algum pais que tenha se desenvolvido pegando carona no desenvolvimento de paisesdesenvolvidos. Pelo contrario: o que os exemplos histórico concretos nos mostram e que em casos de relações de dependência – tal como o caso do Brasil – o que as nacoes desenvolvidas promover e um desmonte de toda a capacidade do pais de se desenvolver, ao mesmo tempo que drena tudo aquilo que poderia ser usado um favor do pais. O Brasil atual nao apenas se constitui como um fazendão do mundo – vendendo mercadoria barata para comprar mercadoria cara -, sendo um pais total e completamente subdesenvolvido, mas também nesse exato momento o Brasil caminha na direção de sua aniquilação como economia e na direção de sua aniquilação como Estado Nacional/ Nacao Soberana.
Mas vejamos: ao mesmo tempo que a história nos mostra que andamos de marcha-re, ela nos ensina como abandonar nossa condição de pais subdesenvolvido/ de pais subserviente dos interesses econômicos de nações desenvolvidas. E necessário promover a Industrialização imediata do Brasil, re-investindo em setores públicos dedicados a fomentação da Ciência e Tecnologia. Somente assim o Brasil poderá se desenvolver como nação forte e poderosa, tornando-se capaz de expurgar todas as suas mazelas internas. Os exemplos dos Estados Unidos, e das nações nórdicas e claro sobre isso. Agora e preciso entender que o contexto histórico do Brasil atual não e o mesmo dos Estados Unidos da época da guerra civil, nem e o mesmo dos países nórdicos. E necessário então reconhecer dentro da conjuntura brasileira quais são as forcas reacionarias que barram nosso desenvolvimento enquanto nação. A primeira dessas forcas, e a mais obvia e o liberalismo.
A ideia de que com uma abertura abrupta do mercado nacional o Brasil se desenvolvera, uma vez que recebera investimentos externos de setores. Essa perspectiva nao leva em conta que o uso de tecnologia importada custa royalties impressionantes aos cofres públicos, de modo que essas empresas internacionais que vem ao Brasil, prestam um desserviço ao desenvolvimento nacional: cobram royalties pelo uso da marca – que sao pagos aos paisesde onde a tecnologia originalmente veio (tal como a existência de uma Volkswagen no Brasil nos obriga a pagar para a Alemanha pelo uso da marca) –, nao difundem a tecnologia (de modo que nao torna possível que usemos a Volkswagen para produzir uma tecnologia de carros Brasileiros), e ainda usam a mao-de-obra barata do pais, sucateando o trabalho como um todo (obviamente, ainda que a tecnologia seja alema, e muito mais vantajoso para a marca montar uma fábrica no Brasil, aonde se paga muito pouco/ se paga muito mal pela mao de obra, do que na Alemanha, aonde os trabalhadores com todos os seus direitos, são muito mais custosos para a produção). Hoje em dia já se ve um fenômeno bastante sintomático disso que e o fato de que essas fábricas de alta tecnologia europeia, se estabelecem em países pobres para produzir, e depois vende esses produtos em países ricos, porque mesmo com o preço do transporte, a produção fica mais barata feita na periferia do sistema do que nos países centrais, aonde os salários por si so ja representam um obstaculo maior para o ganho dos capitalistas, do que a importação dos produtos. Assim, como eles não podem explorar tanto o trabalhador em seus países – trabalhadores esses que já conquistaram alguns direitos -, preferem explorar trabalhadores da periferia do sistema capitalista. Entao vemos claramente como o liberalismo e uma forca reacionaria que age contra os interesses nacionais, e atua promovendo o não desenvolvimento das nações subdesenvolvidas. O liberalismo so e bom e funciona muito bem para as nações desenvolvidas que, usando-se dele, ganham vantagem absoluta no mercado internacional perpetuando para sempre os seus privilégios.
Outra dessas forcas reacionarias que age no Brasil contra o desenvolvimento nacional, e age como obstaculo ao desenvolvimento nacional e a atual burguesia brasileira que, assim como a dos Estados Unidos de antes da Guerra Civil, e majoritariamente formada por ruralistas. E as contradições entre essa classe social e o desenvolvimento nacional do Brasil ja estao explícitos pelo exemplo dos Estados Unidos. Os ruralistas, como classe social, sao completamente dependentes do capital estrangeiro, e por tanto contrários ao desenvolvimento de um capital nacional que necessariamente passa pela ruptura com o capital estrangeiro como necessidade para se atingir a industrialização do Brasil. Assim como nos Estados Unidos de quase 200 anos atrás, nossa burguesia ruralista vende grãos e carne para todo o mundo, para comprar a maquinaria necessária tanto para plantar como para a criação de animais. E dessa forma nos mantemos em relação ao mundo desenvolvido em uma condição de semi-colonia, vendendo barato para comprar caro, e vendendo o mesmo que inúmeros países vendem, para comprar o que tao somente alguns produzem. Dessa forma, esses poucos países que produzem maquinaria agrícola tem voz de mando e desmando no mercado mundial, chegando mesmo a ditar o preço pelo qual a carne e os grãos brasileiros serão vendidos. Como atualmente a realidade social do Brasil não e condizente com a dos Estados Unidos da época, não faz sentido entrar em guerra para tao simplesmente barra-los politicamente. Se faz necessário retirar sua forca politica, que tal como qualquer forca politica e forca econômica. A forca politica dos ruralistas brasileiros se expressa pela sua posse de terras, e por tanto tao somente uma reforma agraria, com distribuição das terras para pequenos produtores, e produtores familiares permitiria aniquilar o poder economico dessa classe social (da burguesia ruralista), permitindo concomitantemente taxa aumentar os impostos sobre certos produtos industriais agrícolas comprados do exterior, permitindo finalmente o nascimento, desenvolvimento e prosperar de uma indústria nacional, através de edificação de um mercado nacional para essa industria, ate o seu desenvolvimento, no qual poderemos concorrer no mercado internacional. Manter as terras da burguesia agraria significa dar poder econômico a burguesia agraria. E dar poder econômico a burguesia agraria significa dar poder politico a mesma, uma vez que com poder econômico a burguesia agraria tem recursos para financiar a candidatura (tal como ja o faz) de candidatos que a represente a despeito dos interesses nacionais. Daixar o poder econômico nas maos da burguesia agraria significa deixar o poder politico em suas maos, uma vez que a burguesia agraria financia toda forma de propaganda (através dos aparelhos de mídia existentes – Globo, SBT, Record, Veja, etc), que lhe seja conveniente, promovendo todas as formas possíveis de calúnias contra as tentativas reais de promover a soberania nacional.
Tal como ja foi expresso indiretamente ao tratarmos da burguesia agraria, outra das forcas reacionarias que atuam no pais e o capital estrangeiro, que aliciado a burguesia agraria (ou dito de outra forma: tendo a burguesia agraria como seu agente dentro do território nacional), financia diretamente o desmonte do poder publico, e/ou de qualquer instituição capaz de promover independência nacional real.
Finalmente a última – não a ultima existente, mas uma das principais – forcas reacionarias existentes e atuantes no Brasil, são as Agências de Estado Americanas. Essas usadas pelos Capital Estrangeiro como Imediato no Brasil, financiam toda forma de propaganda e ação politica contraria a soberania nacional, uma vez que, obviamente, com um Brasil dependente/ com um Brasil semi-colonia, as potências estrangeiras faturam muito mais.
Todos essas cinco juntas (Capital Estrangeiro, através das Agências de Estados Americanos, usando os Ruralistas para difundir o Liberalismo {Capital Estrangeiro; Agências de Estados Americanos; Ruralistas; Liberalismo}), constituem as forcas mais violentamente retroativas do Brasil/ constituem os inimigos numero 1 do povo brasileiro, dos interesses nacionais, do desenvolvimento nacional, do desenvolvimento de uma nacao forte, soberana e poderosa, e por tanto estão intrinsecamente ligados a todas as mazelas sociais das quais os Brasil e o povo brasileiro em geral (com todas as suas classes) e vítima.
A aniquilação dessas forcas reacionarias e fator sine-qua-non para o desenvolvimento nacional, e para a realização de uma independência nacional plena/ para a realização dos destinos do povo brasileiro. Sem a aniquilação dessas forcas reacionarias nao sera possível promover no Brasil um processo de industrialização e de fomento a ciência e tecnologia. E sem um Brasil industrializado, com fomento a ciência e tecnologia, nao ha como o Brasil passar de sua condição de pais subserviente para nação forte, soberana e poderosa.
Assim vemos que a superação das forcas reacionarias que atuam no Brasil de hoje, se da como uma necessidade histórica objetiva para a superação da situação de coisas em que o Brasil se encontra.

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2020.01.31 08:33 Emile-Principe Tecnologia, Ciência e industrialização

Com o fracasso dos projetos Liberais (da era Color a era F.H.C.), Social Democratas/ Social Liberais (de Lula a Dilma), assim como o fracasso das sucessivas tentativas do Nacional Deselvolvimentismo (de Getulioa J.K.) –sem falar das várias desastrosas acoes do Exército (com seu marco durante a ditadura militar) –o Brasil tem passado nos últimos anos (não exclusivamente, mas de forma mais retunda e concisa) sob o auto-questionamento sobre seu desenvolvimento histórico. Esse questionamento se delineia das mais diversas formas –algumas mais claras e conscientes do que outras -, tais como: Comopromover o desenvolvimento do Brasil? Como fazer o Brasil sair de sua situação de dependência? Como melhorar a qualidade de vida do Brasileiro? Como acabar com a criminalidade? Como dar fim a corrupção? Como promover uma nação forte? , Etc. O subsumir desses questionamentos, pode facilmente ser traduzido por uma tomada de consciência –ainda que em sua forma mais abstrata e afastada da realidade –do brasileiro comum sobre a questão nacional/ a consciência da necessidade de criar-se uma nação forte e poderosa como condição para vencer essas contradições/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de definitivamente dar fim a criminalidade, a corrupção e a todas as mazelas sociais criando caminho para uma sociedade próspera/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de conduzir a economia social para a sua prosperidade. A pergunta subsumida, então, se reedifica sob a questão: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa? A Historia e uma auxiliar maravilhosa para responder a esse tipo de questionamento, uma vez que nos ensina por exemplosconcretos (pela ciência da história), como outras nações o fizeram. E sempre valido tomar o exemplo de nações vizinhas que foram fundadas sob circunstancias muito similares as circunstância as que o Brasil foi fundado, e que, no entanto, diferente do Brasil, foram vitoriosas ao dirigir-se rumo a sua emancipação. Dentre todos os países do continente americano (no qual o Brasil se situa), o mais exitoso em seu processo de emancipação, e da criação de uma nação forte e poderosa, foi obviamente os Estados Unidos. O que ha ocorrido nos Estados Unidos, que não ha ocorrido no Brasil, de forma a marcar tao profunda diferença? Vejamos: alguns dirão que o fator preponderante para o desenvolvimento dos Estados Unidos como nação forte e poderosa foi o seu processo de independência de iniciado em 1775 e concluído em 1783. As recíprocas diferenças entre o processo de independência do Brasil e dos Estados Unidos seriam as grandes responsável pelos resultados finais, em que os Estados Unidos se tornou uma nação forte e poderosa, enquanto o Brasil teria mantido a sua condição de nação fraca e dependente. A despeito da guerra de independência dos Estado Unidos, e de suas recíprocas diferenças com o processo de independência do Brasil, o fato e que não se observa nenhum salto, nem quantitativo, nem qualitativo nas relações de produção dos Estados Unidos ate meados de 1870, quando os Estados Unidos como nação, finalmente vai começar a passar por um processo de industrialização que o lavara a se tornar uma das nações mais prósperas e ricas do mundo. O que ha ocorrido? Quais foram, então, as razoes dessa decolada econômica dos Estados Unidos, se não foi o processo de independência? Vejamos: não se trata aqui de dizer que o processo de independência dos Estados Unidos não foram um fator extremamente importante para o seu desenvolvimento. Mas trata-se de dizer que seu desenvolvimento real, se deu as custas de algo mais. O processo de independência dos Estados Unidos se deu porque a burguesia nacional dos Estados Unidos (uma burguesia constituída totalmente por donos de terras – fazendeiros), eram obrigados a exortar parte significativa de sua produção para a Inglaterra (colonizadora dos Estados Unidos), para que a Inglaterra pudesse usar essa produção agrícola para comercializar com as nações europeias e asiáticas. A burguesia nacional dos Estados Unidos de então, se deu conta de que, exortando todo o exortado para a Europa, eles perdiam parte significativa de sua capacidade produtiva, já que se eles não ficassem com a produção inteira, não poderiam comprar mais terras na América, expandir suas terras pela América, nem mesmo financiar sua mao de obra escrava para produzir mais. Era evidente para a burguesia ruralista estadunidense que o desenvolvimento das forcas produtivas nacionais dependia inteiramente de sua ruptura com a Inglaterra: somente assim os donos de terras teriam condições econômicas de -comprando mais escravos, negociando suas terras, e expandindo suas plantações –expandir a produção. Como se ve, a expansão da produção era uma necessidade histórica objetiva, capaz não apenas de desenvolver as forcas produtivas do pais, mas também capaz de fundar uma nação independente e autônoma. Ainda assim, por mais quase 100 anos, apos a independência dos E.U., a produção se via ainda controlada pela Europa, uma vez que, mesmo que os estadunidenses não tivessem que exertar sua produção para a Inglaterra, o desenvolvimento das capacidades produtivas do pais (ainda completamente rurais e agrícolas de exportação primaria – tais como soja, e milho), dependiam de um maquinário especializado produzido apenas na Europa. O Pais se via então na situação em que, ainda que formalmente independente, mantinha a sua dependência econômica que passava pelo fato de que, os Estados Unidos vendiam mercadorias agrícolas primarias como milho para a Europa, para comprar das indústrias europeias o seu maquinário extremamente desenvolvido pela sua indústria: o que basicamente significava, vender coisas baratas para comprar coisas caras. Mais do que isso: essa relação de dependência se dava também com relação ao modo (a forma) de como as trocas eram feitas: como a Europa dominava o mercado mundial de produção fabril (de fábricas), eles tinham o monopólio de para quem iriam vender, e a que preço, enquanto os Estados Unidos comercializavam um produto que também era comercializado em todos os 5 continentes, e por tanto não tinham nenhum controle sobre as taxas de cambio e valores de troca. A mesma porcão de milho que 1 ano atras fora vendido pelo equivalente a 1000 libras, 1 ano mais tarde, pela superprodução de milho no oriente, seria vendido pelo equivalente a 150 libras. Não suficiente, essa troca era absolutamente necessária para os Estados Unidos, uma vez que o maquinário usado para a colheita do mesmo milho, vinha todo da Europa já que os Estados Unidos não tinha uma indústria capaz de produzi-los. Como ja se ve claramente, assim como perante a guerra de independência, era uma necessidade histórica objetiva a independência dos Estados Unidos – para desenvolver as forcas produtivas do pais, e para criar soberania nacional – quase 100 anos mais tarde também era uma necessidade histórica objetiva – para desenvolver as forcas produtivas e para criar soberania nacional – que os Estados Unidos se industrializasse/ fosse capaz de produzir industrialmente aqueles produtos necessários para sua produção agrícola: do contrário, os Estados Unidos permaneceriam sendo semi-colonia das potencias europeias. E foi exatamente esse o motor essencial daquilo que conhecemos como Guerra Civil, ou Guerra de Secessao de 1861 a 1865. A guerra se deu porque Abraham Lincoln se deu conta de que, mantendo a relação do mercado internacional tal como essa estava estabelecida quando ele chegou ao poder, os Estados Unidos permaneceriam em uma situação de semi-colonia das nações Europeias. Era necessário criar impostos pesados sobre os produtos industriais europeus para que a pequenina indústria estadunidense – ainda em sua fase mais primaria – tivesse condições de concorrer dentro do mercado estadunidense com os produtos Europeus. Isso era obviamente desvantagem para a indústria agrícola, ja que, com impostos mais altos sobre os produtos europeus, os produtos chegariam mais caros as fazendas, diminuindo a capacidade de compra dos ruralistas, diminuindo consequentemente sua capacidade de produção. Isso era desvantagem para os ruralistas também porque, uma vez que os Estados Unidos aumentassem os impostos sobre os produtos europeus, as nações europeias aumentariam também os impostos sobre os produtos estadunidenses provocando assim a inflação dos produtos estadunidenses no mercado europeu, obrigando o comprador europeu a comprar de outros países com preços mais baratos (uma vez que o aumento do imposto não insidiam sobre seus produtos). Os produtos industriais da Europa (devido ao fato de que a Europa já havia passado por um processo de industrialização profundo), eram não somente de qualidade superior, mas também mais baratos, já que as forcas produtivas das potências europeias já haviam se desenvolvido razoavelmente. Isso tudo aparecia não como razoes contra Lincoln, mas como razoes a favor, uma vez que, se os produtos Europeus eram tao superiores aos estadunidenses, tanto em qualidade quanto em preço, a indústria dos Estados Unidos não tinha nenhuma condição de competir com a indústria das potências europeias. Era necessário entao, criar um mercado nacional primeiro para a produção industrial dos Estados Unidos, fortalecendo a indústria, desenvolvendo sua capacidade produtiva, para so entao os Estados Unidos ter condições de disputar mercado com a Europa. E nao seria absolutamente possível criar um mercado nacional para a indústria nacional dos Estados Unidos, sem que fosse estabelecido um aumento significativo dos impostos sobre os produtos Europeus (uma vez que os agricultores obviamente prefeririam comprar produtos mais baratos e de melhor tecnologia, optimizando seus ganhos). E foi assim que os ruralistas iniciaram uma guerra de separação, visando a criação dos Estados Unidos do Sul, evitando assim a diminuição de seus ganhos consequente do projeto de desenvolvimento nacional lançado por Lincoln. Foi tao somente ao final da guerra, com a subjugação das forcas reacionarias representadas pelos agricultores do sul, que os Estados Unidos foi capaz de desenvolver suas forcas produtivas industriais, e de consequentemente libertar-se de sua condição de semi-colonia das potencias Europeias, levando-os a construção de uma nação não apenas forte e poderosa, mas sobre tudo realmente independente. Aqui entao ja vemos que o fator preponderante que divide os Estados Unidos de qualquer outra nação americana reside no fato de que 1) os Estados Unidos não teve medo de enfrentar as forcas reacionarias (contrarias ao desenvolvimento) de seu pais, 2) os Estados Unidos passaram por um processo de independência a diferença de todas as outras nações americanas, não se limitou a uma independência forma, mas se moveu para uma independência real; e finalmente por que 3) os Estados Unidos promoveram um processo nacional de quebra com o imperialismo econômico (representado pelas potências Europeias), promovendo o desenvolvimento de sua Tecnologia, Ciência e de sua Indústria. Hoje (2020), os Estados Unidos Ja e capaz de concorrer com igualdade de condições com todas as potências europeias e paises desenvolvidos do mundo na maioria dos setores, sendo um dos maiores exportadores de produtos industriais e de produtos de exportação secundaria (nao apenas pretoleo cru, mas de pretoleo ja convertido em combustíveis dos mais diversos). Devemos voltar entao a nossa questão subsumida: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa? Como o exemplo dos Estados Unidos – nação americana fundada sob circunstancia muito similares as circunstância que fundaram a nação brasileira – nos mostra, o caminho para a construção de uma nação forte e poderosa não e outro senão que o caminho do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira. Cabe agora perguntar-nos: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra? Para formular adequadamente a resposta para essa pergunta, faz-se necessário que localizemos a conjuntura brasileira/ faz-se necessário que saibamos compreender o contexto atual do Brasil. Apos o fracasso dos citados projetos economicos, o Brasil tem visto o Florecer de uma figura como representante da mais legitima causa nacional: Bolsonaro. Com um discurso que adota por diversas vezes a palavra “Patria”, “Nacao”, e que coloca o nome “Brasil” como um baluarte a ser sustentado, Bolsonaro aparece, e apareceu nos Brasil como uma especie da salvador da patria e da nação brasileira, capaz de liderar o Brasil para o seu tao esperado alvorece para o seu tao esperado desenvolvimento. Mas qual e na prática o projeto economico (e por tanto o projeto de nação) de Bolsonaro? Na prática, com pouco mais do que um ano desde que Bolsonaro assumiu a presidência da república seu governo pode ser – de modo geral – resumido em: 1) programas de privatizações; 2) desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação); 3) alianças internacionais com nações desenvolvidas. O que tudo isso quer dizer na prática, quanto ao processo de desenvolvimento nacional? Vejamos: uma vez privatizadas as empresas nacionais – que a proposito nao sao muitas – a economia nacional do Brasil perde total e completamente a sua capacidade de re-investimento publico, já que o Estado Nacional passa a fazer menos dinheiro com a venda dos produtos, se tornando um Estado dependente tao somente de impostos e taxas tributarias gerais. Sem capacidade de re-investimento publico, o Brasil se ve despido de capacidade econômica para fomentar a Tecnologia e Ciência, promovendo subsequentemente a industrialização do pais. O re-investimento publico se mostrou – a traves de exemplos concretos da história – um processo altamente eficaz na industrialização da sociedade em geral, tal como os exemplos da Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca, que passaram rapidamente de países altamente dependentes e subdesenvolvidos, para entre os países mais desenvolvidos do mundo gracas a um processo profundo de re-investimento publico nas áreas de ciência e tecnologia. Em 2012, se especulava que mais de 60% do PIB desses paises (alguns dos Paises com os PIBs mais altos do mundo)era destinado ao re-investimento publico em ciência e tecnologia. A privatização de empresas Brasileiras promove, por tanto, um desmonte nao apenas da economia nacional, mas também da capacidade econômica nacional, deixando o pais economicamente desnudo (em relação ao Estado Nacional), incapaz de investir em setores estratégicos da economia. O desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação), termina de executar o processo. Os ativos da educação – ainda que historicamente nao tenham sido usados propriamente – sao a estrutura básica da qual o pais dispunha, para eventualmente com re-investimentos públicos mais profundos e mais direcionados nos setores de tecnologia e ciência, o pais se tornasse capaz de desenvolver sua indústria. E finalmente as alianças internacionais com nações desenvolvidas, considerando que a moeda de troca do Brasil e cada vez mais fraca, não poderia ser feita de outra forma, senão que fazendo do Brasil um pais subserviente dos interesses dessas nações. Além do que, assim seguimos na direção contraria a direção ao desenvolvimento tomada pelos Estados Unidos. Ao invés de desenvolvermos as forcas produtivas nacionais a traves da criação de um mercado nacional, abrimos nosso mercado já esfacelado a indústria das nações desenvolvidas, esmagando ate mesmo a possibilidade do nascer de uma indústria nacional, que seria facilmente abafada e esmagada pela indústria altamente desenvolvida dos países desenvolvidos. Agora já vemos a resposta para nossa questão: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra? Agora mesmo, o Brasil anda na contra-mão do desenvolvimento/ agora mesmo, o Brasil destrói todos os elementos mais básicos criados para seu desenvolvimento desde a era Vargas. Lembremos: nao ha exemplos na história de algum pais que tenha se desenvolvido pegando carona no desenvolvimento de paisesdesenvolvidos. Pelo contrario: o que os exemplos histórico concretos nos mostram e que em casos de relações de dependência – tal como o caso do Brasil – o que as nacoes desenvolvidas promover e um desmonte de toda a capacidade do pais de se desenvolver, ao mesmo tempo que drena tudo aquilo que poderia ser usado um favor do pais. O Brasil atual nao apenas se constitui como um fazendão do mundo – vendendo mercadoria barata para comprar mercadoria cara -, sendo um pais total e completamente subdesenvolvido, mas também nesse exato momento o Brasil caminha na direção de sua aniquilação como economia e na direção de sua aniquilação como Estado Nacional/ Nacao Soberana. Mas vejamos: ao mesmo tempo que a história nos mostra que andamos de marcha-re, ela nos ensina como abandonar nossa condição de pais subdesenvolvido/ de pais subserviente dos interesses econômicos de nações desenvolvidas. E necessário promover a Industrialização imediata do Brasil, re-investindo em setores públicos dedicados a fomentação da Ciência e Tecnologia. Somente assim o Brasil poderá se desenvolver como nação forte e poderosa, tornando-se capaz de expurgar todas as suas mazelas internas. Os exemplos dos Estados Unidos, e das nações nórdicas e claro sobre isso. Agora e preciso entender que o contexto histórico do Brasil atual não e o mesmo dos Estados Unidos da época da guerra civil, nem e o mesmo dos países nórdicos. E necessário então reconhecer dentro da conjuntura brasileira quais são as forcas reacionarias que barram nosso desenvolvimento enquanto nação. A primeira dessas forcas, e a mais obvia e o liberalismo. A ideia de que com uma abertura abrupta do mercado nacional o Brasil se desenvolvera, uma vez que recebera investimentos externos de setores. Essa perspectiva nao leva em conta que o uso de tecnologia importada custa royalties impressionantes aos cofres públicos, de modo que essas empresas internacionais que vem ao Brasil, prestam um desserviço ao desenvolvimento nacional: cobram royalties pelo uso da marca – que sao pagos aos paisesde onde a tecnologia originalmente veio (tal como a existência de uma Volkswagen no Brasil nos obriga a pagar para a Alemanha pelo uso da marca) –, nao difundem a tecnologia (de modo que nao torna possível que usemos a Volkswagen para produzir uma tecnologia de carros Brasileiros), e ainda usam a mao-de-obra barata do pais, sucateando o trabalho como um todo (obviamente, ainda que a tecnologia seja alema, e muito mais vantajoso para a marca montar uma fábrica no Brasil, aonde se paga muito pouco/ se paga muito mal pela mao de obra, do que na Alemanha, aonde os trabalhadores com todos os seus direitos, são muito mais custosos para a produção). Hoje em dia já se ve um fenômeno bastante sintomático disso que e o fato de que essas fábricas de alta tecnologia europeia, se estabelecem em países pobres para produzir, e depois vende esses produtos em países ricos, porque mesmo com o preço do transporte, a produção fica mais barata feita na periferia do sistema do que nos países centrais, aonde os salários por si so ja representam um obstaculo maior para o ganho dos capitalistas, do que a importação dos produtos. Assim, como eles não podem explorar tanto o trabalhador em seus países – trabalhadores esses que já conquistaram alguns direitos -, preferem explorar trabalhadores da periferia do sistema capitalista. Entao vemos claramente como o liberalismo e uma forca reacionaria que age contra os interesses nacionais, e atua promovendo o não desenvolvimento das nações subdesenvolvidas. O liberalismo so e bom e funciona muito bem para as nações desenvolvidas que, usando-se dele, ganham vantagem absoluta no mercado internacional perpetuando para sempre os seus privilégios. Outra dessas forcas reacionarias que age no Brasil contra o desenvolvimento nacional, e age como obstaculo ao desenvolvimento nacional e a atual burguesia brasileira que, assim como a dos Estados Unidos de antes da Guerra Civil, e majoritariamente formada por ruralistas. E as contradições entre essa classe social e o desenvolvimento nacional do Brasil ja estao explícitos pelo exemplo dos Estados Unidos. Os ruralistas, como classe social, sao completamente dependentes do capital estrangeiro, e por tanto contrários ao desenvolvimento de um capital nacional que necessariamente passa pela ruptura com o capital estrangeiro como necessidade para se atingir a industrialização do Brasil. Assim como nos Estados Unidos de quase 200 anos atrás, nossa burguesia ruralista vende grãos e carne para todo o mundo, para comprar a maquinaria necessária tanto para plantar como para a criação de animais. E dessa forma nos mantemos em relação ao mundo desenvolvido em uma condição de semi-colonia, vendendo barato para comprar caro, e vendendo o mesmo que inúmeros países vendem, para comprar o que tao somente alguns produzem. Dessa forma, esses poucos países que produzem maquinaria agrícola tem voz de mando e desmando no mercado mundial, chegando mesmo a ditar o preço pelo qual a carne e os grãos brasileiros serão vendidos. Como atualmente a realidade social do Brasil não e condizente com a dos Estados Unidos da época, não faz sentido entrar em guerra para tao simplesmente barra-los politicamente. Se faz necessário retirar sua forca politica, que tal como qualquer forca politica e forca econômica. A forca politica dos ruralistas brasileiros se expressa pela sua posse de terras, e por tanto tao somente uma reforma agraria, com distribuição das terras para pequenos produtores, e produtores familiares permitiria aniquilar o poder economico dessa classe social (da burguesia ruralista), permitindo concomitantemente taxa aumentar os impostos sobre certos produtos industriais agrícolas comprados do exterior, permitindo finalmente o nascimento, desenvolvimento e prosperar de uma indústria nacional, através de edificação de um mercado nacional para essa industria, ate o seu desenvolvimento, no qual poderemos concorrer no mercado internacional. Manter as terras da burguesia agraria significa dar poder econômico a burguesia agraria. E dar poder econômico a burguesia agraria significa dar poder politico a mesma, uma vez que com poder econômico a burguesia agraria tem recursos para financiar a candidatura (tal como ja o faz) de candidatos que a represente a despeito dos interesses nacionais. Daixar o poder econômico nas maos da burguesia agraria significa deixar o poder politico em suas maos, uma vez que a burguesia agraria financia toda forma de propaganda (através dos aparelhos de mídia existentes – Globo, SBT, Record, Veja, etc), que lhe seja conveniente, promovendo todas as formas possíveis de calúnias contra as tentativas reais de promover a soberania nacional. Tal como ja foi expresso indiretamente ao tratarmos da burguesia agraria, outra das forcas reacionarias que atuam no pais e o capital estrangeiro, que aliciado a burguesia agraria (ou dito de outra forma: tendo a burguesia agraria como seu agente dentro do território nacional), financia diretamente o desmonte do poder publico, e/ou de qualquer instituição capaz de promover independência nacional real. Finalmente a última – não a ultima existente, mas uma das principais – forcas reacionarias existentes e atuantes no Brasil, são as Agências de Estado Americanas. Essas usadas pelos Capital Estrangeiro como Imediato no Brasil, financiam toda forma de propaganda e ação politica contraria a soberania nacional, uma vez que, obviamente, com um Brasil dependente/ com um Brasil semi-colonia, as potências estrangeiras faturam muito mais. Todos essas cinco juntas (Capital Estrangeiro, através das Agências de Estados Americanos, usando os Ruralistas para difundir o Liberalismo {Capital Estrangeiro; Agências de Estados Americanos; Ruralistas; Liberalismo}), constituem as forcas mais violentamente retroativas do Brasil/ constituem os inimigos numero 1 do povo brasileiro, dos interesses nacionais, do desenvolvimento nacional, do desenvolvimento de uma nacao forte, soberana e poderosa, e por tanto estão intrinsecamente ligados a todas as mazelas sociais das quais os Brasil e o povo brasileiro em geral (com todas as suas classes) e vítima. A aniquilação dessas forcas reacionarias e fator sine-qua-non para o desenvolvimento nacional, e para a realização de uma independência nacional plena/ para a realização dos destinos do povo brasileiro. Sem a aniquilação dessas forcas reacionarias nao sera possível promover no Brasil um processo de industrialização e de fomento a ciência e tecnologia. E sem um Brasil industrializado, com fomento a ciência e tecnologia, nao ha como o Brasil passar de sua condição de pais subserviente para nação forte, soberana e poderosa. Assim vemos que a superação das forcas reacionarias que atuam no Brasil de hoje, se da como uma necessidade histórica objetiva para a superação da situação de coisas em que o Brasil se encontra.
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2020.01.30 00:21 Dino_Doido Leiam as estoria toda eu juro que vocês vão adorar! (e não tem "comi o cu de quem tá lendo" no final) publicação orginal:https://www.nerdmaldito.com/2017/03/assassinato-ou-suicidio-um-caso-pra.html

Assassinato ou Suicídio
Existem alguns textos que conseguem empolgar bastante com suas reviravoltas mirabolantes, como o filosófico O Ovo ou obras com um toque completamente diferente como o mais do que sombrio A Mágica. E hoje vou colocar aqui uma sugestão do leitor Wagner Wingert. É na verdade um texto muito antigo, de antes da era da internet, mas com um conteúdo no estilo rompe-crânios que o fez sobreviver.
Bom, em 1994 a agência de notícias Associated Press publicou um artigo chamado "Assassinato ou Suicídio?" e que apresentava um caso interessante pra caramba, confira:
Dia 23 de março de 1994.
O médico legista examina o corpo de Ronald Opus.
O resultado é conclusivo: morte por tiro de arma de fogo, na cabeça.
Estranhamente, a investigação policial até aquele momento relatava que a vítima havia saltado do décimo andar de um prédio, com a intenção de cometer suicídio. Havia inclusive um bilhete, comprovando sua vontade. Porém, logo após o salto, ao passar pelo nono andar, Ronald Opus foi atingido por um tiro que atravessou a janela e o matou imediatamente.
Ronald Opus, já morto, caiu em uma rede de segurança no oitavo andar, colocada alí por operários que faziam a manutenção da fachada do prédio. Não fosse pelo tiro, a tentativa de suicídio de Ronald Opus teria sido frustrada.
Do ponto de vista técnico, se uma pessoa de fato inicia um movimento com intenção suicida, comete suicídio mesmo que não seja bem sucedida. O fato de ter levado um tiro enquanto estava em queda não alteraria o desfecho do caso, mas sob a ótica da avaliação do legista, diante de um corpo com um tiro na cabeça, o caso era de homicídio.
As investigações continuaram e descobriram o autor do disparo no nono andar. Era um senhor, já de idade bastante avançada. Sua intenção era ameaçar e assustar sua esposa apontando uma arma, durante uma discussão acalorada entre os dois. Sua mão já não era firme e quando o gatilho foi pressionado, o tiro errou completamente o alvo, passando através da janela para se alojar na cabeça do suicida, que passava em queda justamente naquele momento.
Em uma tentativa de assassinato de uma vítima A, mas que acaba assassinando uma vítima B, o assassino é obviamente culpado e responsável direto pela morte da vítima B. Essa foi a explicação dada ao velhinho, que se defendia alegando que não teve a mínima intenção de matar ninguém. Nem mesmo sua esposa. O casal prestou depoimento em comum acordo e ambos alegaram que não sabiam que a arma estava carregada. Apontar a arma era algo que já havia acontecido diversas vezes entre o casal, em discussões anteriores, mas sem que houvesse a real intenção de matar, já que a arma nunca estava carregada. A morte do suicida teria sido um acidente inexplicável.
Dias mais tarde surge uma nova peça no quebra-cabeças. Uma testemunha, que afirma ter visto o filho do casal colocando balas na arma, aproximadamente 6 semanas antes do dia do disparo. Uma investigação mais aprofundada mostrou que a havia uma relação problemática entre filho e mãe (na verdade madrasta). E sabendo da mania do pai de apontar a arma cada vez que discutiam, resolveu carregá-la na esperança de um disparo real, o que realmente acabou acontecendo.
O caso agora apontava para um homicídio de Ronald Opus, pelo filho do casal.
Mas agora é que vem a parte realmente bizarra.
Ronald Opus, o suicida, era o filho do casal.
Uma espiral depressiva originada pelos conflitos com a madrasta haviam levado o jovem a saltar do décimo andar do prédio onde morava, no dia 23 de março de 1994, para ser atingido pela própria bala que havia carregado na arma do crime.
O caso foi fechado pelo legista como suicídio.
O texto passou a ser falado bastante na época, depois caiu na boca do povo e por fim entrou na era da internet. É apreciado especialmente pela galera do direito, pois mostra as várias possibilidades que de repente um caso pode tomar devido a fatos novos e como tudo pode ficar complicado. Esse artigo serviu de inspiração para o filme Magnólia. Mas e aí, julgam ter sido assassinato ou suicídio? E já que estamos falando de textos com reviravoltas, não deixem de conferir o clássico Um Habitante de Carcosa.
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2019.11.28 19:20 Cassio_3xceler Quantas atrações existem em um curso de inglês na Inglaterra Mundial Intercâmbio

Quantas atrações existem em um curso de inglês na Inglaterra Mundial Intercâmbio
Com o Curso de Inglês na Inglaterra, permite que o estudante, dependendo da duração do curso, trabalhe 20 horas semanais enquanto estiver fazendo o curso. Além disso, não é novidade que uma experiência no exterior como o intercâmbio pode abrir portas para o aperfeiçoamento profissional de cada indivíduo.

Curso de inglês na Inglaterra Mundial Intercâmbio
Mas além dos benefícios profissionais e acadêmico, existem diversos outros que são extremamente atrativos para quem quer aprender um novo idioma em um curso de inglês na Inglaterra.

Pontos Turísticos na Inglaterra

Big Ben – Londres
Uma das arquiteturas mais lembradas de todo o planeta, o monumento foi construído em memória de Sir Benjamin Hall; que também era conhecido como Big Ben, por causa de sua compostura e características físicas. Fica localizado no palácio de Westminster, acoplado a estrutura Elizabeth Tower. Para esclarecer uma confusão muito comum, o Big Ben é o sino que se encontra neste palácio, no alto da Elizabeth Tower, e não o palácio por completo.

Culinária e Pratos Típicos

Cornish Pasty
Um famoso pastelzinho que recebeu o nome por causa da região em que foi criado. Se antes era considerado como uma comida mais sem graça e para classes menos favorecidas, o mesmo não pode se dizer de agora que é tido como um grande representador da culinária do país. A receita não agrega muitos ingredientes anormais, e por isso, pode ser saboreado facilmente.
Yorkshire pudding
E a grande guloseima do momento, fica por conta dessa saborosa sobremesa. Pode até ser considerado como um pudim de pão trabalhado com frutas e ingredientes doces, o importante mesmo é saber que essa deliciosa receita, derivada do condado de Yorkshire, é muito prática de ser feita e o resultado final é perfeito.

Sobre a Mundial Intercâmbio

A Mundial Intercâmbio é a maior rede de agência de intercâmbio do Brasil. Conte com a nossa ajuda para escolher o melhor pacote de intercâmbio. Para mais informações, entre em contato conosco!
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2019.11.28 19:01 Cassio_3xceler Curso de Inglês na Inglaterra Mundial Intercâmbio

Curso de Inglês na Inglaterra Mundial Intercâmbio
Aprender inglês já deixou de ser um diferencial curricular. Atualmente, o inglês se tornou obrigatório para alcançar o sucesso em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Com o Curso de Inglês na Inglaterra, permite que o estudante, dependendo da duração do curso, trabalhe 20 horas semanais enquanto estiver fazendo o curso. Além disso, não é novidade que uma experiência no exterior como o intercâmbio pode abrir portas para o aperfeiçoamento profissional de cada indivíduo.

Curso de Inglês na Inglaterra Mundial Intercâmbio
O país que preza por sua excelência em educação, também oferece muita segurança, organização e ótima estrutura para os estudantes que estão vivendo em qualquer um dos centros que oferecem os cursos de idioma ou acadêmicos em geral.

Pontos Turísticos na Inglaterra

- Big Ben
Uma das arquiteturas mais lembradas de todo o planeta, o monumento foi construído em memória de Sir Benjamin Hall; que também era conhecido como Big Ben, por causa de sua compostura e características físicas. Fica localizado no palácio de Westminster, acoplado a estrutura Elizabeth Tower. Para esclarecer uma confusão muito comum, o Big Ben é o sino que se encontra neste palácio, no alto da Elizabeth Tower, e não o palácio por completo.
- Universidade de Oxford
University of Oxford – Oxford: Como pensar em Oxford e não citar uma instituição milenar tão importante da história do Reino Unido, vide Europa também. Fundada em 1096, a universidade é a mais antiga que se mantem em atividade, e crava uma bela rivalidade com a universidade de Cambridge que também é tida como grande e importante instituição europeia. Visitar University of Oxford é separar um tempo para se privilegiar do conhecimento de grandes histórias e fatos da humanidade como um todo.
Sobre a Mundial Intercâmbio
A Mundial Intercâmbio é a maior rede de agência de intercâmbio do Brasil. Conte com a nossa ajuda para escolher o melhor pacote de intercâmbio. Para mais informações, entre em contato conosco!
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2019.10.22 19:13 Brunoekyte Como fazer a Gestão de marketing digital

Como fazer a Gestão de marketing digital
Este artigo atende departamentos de marketing digital ou agências digitais.
O marketing digital é uma ciência nova, com pouco mais de 10 anos. Por isso faltam processos consolidados e profissionais experientes, o que, na prática leva ao ciclo de tentativa e erro até chegar ao melhor caminho. Isto consome recursos e tempo. Então vence quem consegue se manter vivo neste período e aprender mais rápido com seus erros.
Quem dita o rumo do mercado são as mídias de alcance, como o Google, Facebook, soluções de e-mail e automação. São estas potências que promovem a base de conhecimento. Então é normal que a educação seja tendenciosa, com cada uma superestimando sua solução.
Não se discute mais se o marketing online é eficaz ou não. Ser competitivo e crescer requer competência no marketing digital e esta tendência ainda está em expansão.
Agora não basta mais “fazer marketing digital”, é preciso fazer melhor que a concorrência. E para alcançar isso é preciso descobrir a resposta para as seguintes perguntas:
  • Estratégia: Como superar a concorrência no marketing digital?
  • Produção: Como ser produtivo e reduzir custos?
  • Performance: Como gerar mais retorno por investimento em mídia?
  • Enfim, como ser melhor e ampliar o ROI (retorno do investimento)?
A grande resposta é simples de encontrar, porém complexa para aplicar: excelência na Gestão de Marketing Digital.

A relevância do marketing digital nas empresas

O marketing na era digital assumiu novas responsabilidades, chegando até mesmo a invadir parte do processo de vendas, que antes era de responsabilidade apenas do departamento comercial. As novas atribuições do marketing digital são:
  • Apresentar produtos em um nível avançado de detalhes.
  • Educar o cliente para que reconheça a necessidade das soluções.
  • Realizar uma parte do atendimento em mídias sociais.
  • Conduzir o consumidor até o momento de compra.
  • Reduzir as barreiras na etapa final de decisão de compras.
O departamento comercial passou a ser reativo, recebendo leads mais qualificados. A prospecção ativa é cada vez mais cara e menos eficaz. O consumidor mudou seu comportamento na era digital e aumentou a rejeição para este tipo de abordagem.
O gestor de marketing passou a ser ainda mais decisivo no resultado geral da empresa. O orçamento do marketing está crescendo a cada ano, e a expectativa é que continue evoluindo, segundo Gartner (uma das maiores empresas de pesquisa e consultoria do mundo). Vale destacar o orçamento para soluções de tecnologia para marketing digital, que cresceu de 22% em 2017 para 29% em 2018 (Fonte: ITForum365).

O que é Gestão de Marketing Digital

A Gestão de Marketing Digital, assim como a gestão da própria empresa, visa organizar e controlar recursos para se obter os resultados esperados. Ou seja, “fazer mais com menos, e cada vez melhor”.
Os principais objetivos são:

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– CUSTO: elevar a produtividade na produção do marketing. + RECEITA: aumentar os resultados das campanhas. = + ROI: aumentar o retorno sobre o investimento.

Os desafios na Gestão de Marketing Digital

O marketing digital é novo e complexo. Criar uma publicação ou enviar um e-mail são tarefas aparentemente simples. O desafio é definir as prioridades, coordenar as ações, cumprir prazos e superar os concorrentes.
São muitos cenários possíveis e não existem padrões consolidados para determinar o caminho correto, pois o segmento ainda é novo, e por isso apresenta um cenário imaturo:
  • Faltam protocolos.
  • Faltam profissionais.
  • A educação é tendenciosa.
  • Faltam ferramentas para gestão.
É responsabilidade da Gestão de Marketing Digital superar este cenário. A chave é investir em capacitação, tecnologia e processos. E para atingir altos níveis de eficiência é preciso ser persistente.

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As prioridades na Gestão de Marketing Digital

Há dois fatores que influenciam na prioridade do marketing digital:
  • Experiência da equipe.
  • Maturidade digital da empresa.
Se uma empresa investiu pouco em marketing digital e contrata a melhor equipe, precisará passar por etapas iniciais, como: criar um site, estabelecer seu tom de voz, criar relevância no Google, conquistar uma base de seguidores, e-mail e tráfego para remarketing. Isto consome tempo, e durante este período várias ações serão inviáveis, caras ou menos eficazes.
Qual a prioridade atual da sua empresa na Gestão de Marketing Digital? O infográfico abaixo mostra um quadrante entre experiência da equipe e maturidade digital da empresa. Veja como a prioridade da gestão evolui.

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Exemplo:
  • Equipe com baixa experiência + empresa com baixa maturidade digital: Ou seja, uma empresa que está iniciando no marketing digital com sua própria equipe, que fazia apenas o marketing tradicional. Prioridade: conhecimento.
  • Equipe com alta experiência + empresa com baixa maturidade digital: Ou seja, uma empresa que está iniciando e contratou uma agência ou criou um departamento de marketing digital com profissionais do mercado. Prioridade: planejamento.
  • Equipe com alta experiência + empresa com alta maturidade digital: Estamos falando de um pioneiro ou líder, que tem uma equipe experiente e completa. Prioridade: compliance. Ou seja, padronização para que todas as ações sigam os conceitos da marca, nenhuma campanha se sobreponha à outra e para que os recursos trabalhem em sincronia.
Então analise onde sua empresa está agora e priorize o que é mais importante.

Lidere: Como fazer a Gestão de Marketing Digital

Evoluir no marketing digital é um processo dinâmico que precisa de sincronia e persistência. Definir objetivos e medi-los é essencial para aprender e evoluir. A cada novo ciclo de campanhas a experiência da equipe e a maturidade digital da empresa devem evoluir e consequentemente, os resultados irão melhorar.

O ciclo contínuo do marketing digital

As ações têm tempo de duração, geram resultados e aprendizados. A responsabilidade da gestão abrange todo o ciclo, que pode ser resumido assim:

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As fases da Gestão de Marketing Digital

A gestão se divide em 4 fases que exigem diferentes habilidades, mas se complementam. O sucesso de uma depende da outra. São elas:

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Vamos entender como cada uma funciona.

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Estratégia
É o momento de definir onde ir e como chegar. Os resultados são os planos, que guiam para as próximas fases (produção e performance). A estratégia é como um GPS: não adianta executar algo perfeito que leva para o caminho errado.
Na fase de estratégia há ações pontuais e recorrentes:
  • Pontuais: feitas uma única vez ou em intervalos maiores de tempo. Exemplo: criar ou revisar o manual da marca.
  • Recorrentes: frequentes e contínuas. Exemplo: criar um plano de campanhas.
Aprenda a planejar campanhas em Como fazer um plano de campanhas de marketing digital.
A estratégia pode ser dividida em 4 etapas:
Briefing -> análise -> aprovação -> enviar para produção

Produção

A fase de produção é responsável por colocar a estratégia em prática, seguindo os planos com recursos humanos, tecnologia e processos. Além disso, atende as demandas diárias geradas pelos clientes internos e externos. Por exemplo: manutenção de sites, criações pontuais, dúvidas e relatórios.
A produção é guiada por tarefas, que passam pelas etapas:
Briefing -> análise -> conceito -> redação -> design -> homologação interna -> homologação externa -> construção -> homologação interna -> homologação externa -> publicação
Este fluxo é dinâmico, sendo que cada etapa pode levar apenas minutos ou horas. O mesmo profissional pode assumir algumas etapas, mas é comum que várias pessoas sejam envolvidas em cada tarefa. Apesar da sequência linear das etapas, é muito comum uma demanda retornar a passos anteriores ou pular etapas.
As ferramentas para controle de tarefas e projetos utilizadas no marketing digital não estão preparadas para esta dinâmica. Não atendem a esta lógica ou são muito complexas para configurar e ajustar de acordo com a realidade de cada negócio.
Conheça o eKyte, software de Gestão de Marketing Digital que oferece um Controle de Tarefas projetado exclusivamente para equipes de marketing, além de diversas outras ferramentas.

Performance

Após concluir a etapa de publicação inicia-se a fase de performance para ampliar o alcance e conquistar os objetivos.
As etapas são:
Divulgação -> monitoramento -> otimização
A divulgação consiste em patrocinar as campanhas nos canais próprios ou de terceiros, como no caso de influenciadores digitais.
O monitoramento acompanha e mede o desempenho com dados e estatísticas.
A otimização age sobre estas métricas para tomar ações rápidas e melhorar resultados, com:
  • Ajuste de orçamento.
  • Interrupção de campanhas ou publicações.
  • Solicitação de ajustes ou novas criações.
  • Aprimoramento de segmentação de públicos.

Conhecimento

A fase de conhecimento acontece em paralelo com as demais, embora tenha uma demanda maior durante e após a performance. Afinal, são os dados reais que dão a resposta final sobre o desempenho das campanhas e geram as lições aprendidas.
As etapas do conhecimento são:
Aprendizado humano -> aprendizado de máquina (*) -> aprimorar a base estatística (**) -> prover inteligência para a estratégia.
O aprendizado humano fortalece as competências no:
  • Uso das tecnologias, por exemplo: treinamento do Google Ads, usabilidade de sites, edição de vídeos).
  • Comportamento humano, por exemplo: entender as preferências dos públicos e como aprimorar a comunicação).
  • Mapeamento de processos, por exemplo: passos para construir uma landing page, como criar um plano de campanhas, como extrair e analisar relatórios).
(*) Aprendizado de máquina ou machine learning é um ramo da inteligência artificial, que no marketing digital consiste em utilizar uma grande massa de dados e algoritmos matemáticos para encontrar padrões de comportamento. Estas análises são inviáveis sem tecnologia, pois ao cruzar os dados, milhões de combinações interferem no desempenho.
Exemplo: descobrir que a geração Y costuma clicar 3 vezes mais em anúncios de determinado produto entre 21:00 e 22:00 nas segundas-feiras. Assim pode-se reforçar as campanhas para este público neste horário e com isso aumentar significativamente os resultados.
(**) Aprimorar a base de estatística é crucial para a maturidade digital. Os dados são gerados e armazenados em ferramentas como Google Analytics, mídias de alcance como Google Ads, Facebook Ads e relatórios próprios.
Por fim, após a execução da campanha, há a medição dos resultados e consequente aprendizado, para reiniciar a estratégia e fazer ainda melhor. Manter e fortalecer o que funcionou, ajustar ou abandonar o que trouxe menos resultado.

Os profissionais e as equipes de marketing digital

A nomenclatura para cada cargo ainda é bem variada. Muitos gostam de usar nomenclaturas em inglês e há vários títulos para representar a mesma coisa. Vamos citar uma nomenclatura mais simples, mas não há certo ou errado, apenas padrões diferentes.

Equipe padrão

Uma equipe de marketing digital padrão possui os seguintes profissionais:
  • Gestor: CMO, diretor ou gerente.
  • Coordenador.
  • Analista de marketing digital.
  • Assistente de marketing digital.
  • Redator.
  • Designer.
  • Desenvolvedor web.

Equipe enxuta

Em uma equipe menor, um profissional desempenha mais de um papel:
  • Analista (e coordenador).
  • Assistente (e redator).
  • Designer (e desenvolvedor web).

Equipe ampla

Já em equipes com orçamento amplo, as atividades podem ser quebradas em ainda mais especialistas, além dos profissionais padrões citados anteriormente:
  • Analista de mídia social.
  • Analista de SEO.
  • Analista de CRO.
  • Analista de UX (usabilidade).
  • Cientista de dados.
  • Analista de testes.
  • Analista de atendimento.
  • Analista de marcas.
  • Programador front-end.
  • Programador back-end.
  • Arquiteto de software.
É papel da Gestão de Marketing Digital contratar, capacitar e dividir as responsabilidades de cada profissional da equipe.
Saiba mais em Quais são os profissionais e cargos de equipes de Marketing Digital

A eficiência na Gestão de Marketing Digital

A equação que se espera da gestão é fazer mais com menos. O que isso significa:
  • Fazer mais = mais resultado O “fazer mais” se refere ao retorno final em vendas ou meta projetada. Não significa realizar maior volume de criações. Uma equipe de marketing digital não pode ser considerada melhor que outra porque produziu 10 peças ao invés de 5.
  • Com menos = menor custo “Com menos” abrange dois aspectos que podem ser conquistados com profissionais mais capacitados, e também com melhores processos e ferramentas:
    • Planejar e produzir com menor custo de mão de obra.
    • Obter maior retorno possível sobre o investimento em mídia (ROAS), fruto de estratégias corretas e otimização das campanhas.

Principais erros na Gestão de Marketing Digital

Em cada fase podem ocorrer erros que comprometem a própria fase e as seguintes. Veja alguns exemplos de erros comuns que os gestores precisam superar:
  • Erro de estratégia O analista de marketing digital define que uma campanha terá 1 publicação por dia, mas seu orçamento é inviável para esta quantidade. O indicado seria 1 por semana. Para complicar, a publicação orgânica não gera resultados nem para pagar o custo de criação.
  • Erro de produção O designer não usa templates para agilizar o processo, nem reaproveita seus próprios modelos de sucesso de campanhas anteriores. Além de sempre fazer novas apostas que podem dar errado na performance, ele aumenta muito seu tempo de criação e também de homologação, já que se tratam de novos conceitos.
  • Erro de performance Foram criadas muitas publicações para um orçamento reduzido. Além disso o analista criou diversos públicos. O resultado deste cruzamento será um desastre: vários anúncios vão rodar para uma pequena parcela do público. O alcance será baixo e com tantas informações, será difícil chegar a alguma conclusão.
  • Erro de conhecimento A campanha acaba e os resultados são abaixo do esperado. Mas não há experiência ou cultura para interpretar os dados. Então surge a conclusão equivocada, baseada no “achismo”: “precisamos melhorar os criativos, fazer mais publicações e ampliar nossos públicos. ” Então a próxima campanha começa com ainda mais publicações e mais exigência de criatividade na produção.
Mas podemos resumir os principais erros em:
  • Falta de estratégia e planejamento
  • Priorizar o volume ao invés de qualidade
  • Dificuldade para analisar e interpretar métricas
  • Falta de persistência, pensar a curto prazo.

Ferramentas para Gestão de Marketing Digital

O número de ferramentas disparou nos últimos anos. Apesar disso, poucas são voltadas para a gestão de marketing digital. A maioria se concentra na execução das campanhas e anúncios pagos.
Comparando com um processo de manufatura, é como se a empresa trabalhasse apenas com softwares para controlar as máquinas, sem soluções para gestão empresarial. O que o mercado precisa? O que a próxima etapa do processo aguarda? Como estão os estoques? Por isto a gestão de manufatura está integrada na gestão de toda a organização.
O amadurecimento do marketing digital está indo para mesmo caminho. A gestão não pode ser feita pelas ferramentas de alcance ou por controles isolados.
A ferramenta de gestão de marketing digital precisa ser:
  • O coração da estratégia, o ponto de partida.
  • O guia dos padrões e processos.
  • O controle diário da operação.
  • A fonte de visibilidade e de medição.
  • A curadoria e a inteligência para uma evolução rápida.

Quais ferramentas sua empresa utiliza na Gestão de Marketing Digital?

Faça este exercício e crie um mapa das tecnologias empregadas em cada fase. Talvez o cenário seja algo parecido com isto:
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As soluções não integram entre si. São genéricas e adaptadas para processos imaturos de marketing digital.
Por exemplo, o RD Station ou HubSpot são excelentes plataformas de automação e disparo de e-mail marketing. Apoiam de forma parcial outros processos, como SEO e gestão de mídias sociais. Enfim, são ferramentas para a execução e não para a Gestão de Marketing Digital.

O mapa de ferramentas para Gestão de Marketing Digital

As tecnologias devem auxiliar o processo antes e depois das ferramentas utilizadas para execução das campanhas.
Seja um departamento interno ou uma agência digital, as soluções devem estar integradas e ter os seguintes recursos:

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  • Branding e planos de campanha: organizar e zelar pela estratégia da marca e diretrizes institucionais. Gerar e disseminar o Brandbook , processos, ideias e planos de marketing.
  • Planejamento de campanhas: criar o plano de campanhas recorrentes de marketing digital. Definir os objetivos, mídias, orçamento, publicações e ações.
  • Tarefas e projetos: controlar as tarefas com fluxo dinâmico e projetado para a realidade do marketing digital. Inteligência para definir o fluxo por tipo de tarefa, alocar profissionais e priorizar as demandas.
  • Colaboração e aprovação: incentivar e facilitar a comunicação entre equipe e clientes internos e externos. Briefing, atendimento às demandas e aprovação de planos e criações.
  • Atendimento: receber as demandas de clientes externos e internos, organizar e promover fluxo ágil de atendimento. Integrar com controle de tarefas para entregas mais complexas.
  • Apontamento e produtividade: registrar as horas trabalhadas e utilizar relatórios de produtividade para otimizar processos e reduzir desperdício.
  • Biblioteca digital: organizar e controlar os ativos. Evitar desperdícios e promover a visibilidade para toda a equipe, em qualquer lugar e a qualquer momento.
  • Publicação de anúncios: agilizar a postagem de mídias digitais com integração automática de anúncios, e também facilitar a publicação manual em canais sem integração.
  • Data-driven marketing 360: otimizar a produtividade e performance. Prover indicadores precisos na hora certa e transformar números em dicas inteligentes de oportunidades. Visão unificada dos resultados de todas as mídias. Simplificar a análise humana com algoritmos avançados e relatórios fáceis de compreender.
  • Inteligência artificial: utilizar machine learning (aprendizado de máquina) para encontrar padrões em grandes volumes de dados, o que é impossível para análise humana. Por fim, interpretar as métricas e indicar oportunidades.
  • Integração com mídias digitais: conectar as mídias de alcance. Agilizar a operação e promover uma visão unificada de métricas e resultados. Sem isto não há como enxergar o marketing digital de forma única, que é a forma que os consumidores enxergam.
  • Conhecimento: o marketing digital evolui muito rápido e aprender sempre é fundamental. Analisar o próprio resultado para buscar mais informação.

O novo cenário em tecnologia para Gestão de Marketing Digital

É este cenário imaturo do marketing digital que estamos trabalhando para transformar. Em 2016, sofríamos na prática com estas lacunas no processo. Então procuramos soluções de gestão, mas não encontramos. Neste momento decidimos que nossa missão seria cobrir esta lacuna e ajudar na evolução.
Então juntamos nossa experiência de 25 anos de software e 10 anos de marketing digital, para idealizar uma solução e iniciamos um projeto desafiador: o eKyte, Software de Gestão de Marketing Digital.
Assim que começamos a utilizar os primeiros recursos do eKyte os resultados apareceram e superaram nossas expectativas. A cada nova ferramenta liberada, dávamos mais um salto na produtividade e nos resultados.
A plataforma atende as 4 fases da Gestão de Marketing Digital. Atua antes e depois das soluções atuais de alcance, como Google Ads, Facebook Ads, marketing cloud, mídia programática, e-mail e automação.
Conheça o eKyte e deixe as suas sugestões ou dúvidas nos comentários deste conteúdo.

Conclusão

A internet é a principal mídia digital da atualidade. O marketing digital assumiu papel decisivo no resultado financeiro das empresas. Mas o cenário é cada vez mais competitivo. A Gestão de Marketing Digital vai definir os vencedores do mercado. Há muito o que evoluir, e a atenção deve estar em pessoas, tecnologia e processos. Seja inteligente e persistente!
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2019.10.10 19:40 simonekama Automação Instagram para ganhar seguidores no Instagram reais.

Automação Instagram para ganhar seguidores no Instagram reais.
Conheça o segredo para ganhar seguidores no Instagram através de automação e também aprenda a baixar video do Instagram.

Além de seguidores no Instagram, precisa vender mais ?

Confira essas dicas abaixo que vão te ajudar:
Se você tem a impressão que vender no Instagram é algo difícil, fique tranquilo que iremos desmistificar isso pra você.

Os erros cometidos em quem quer aumentar suas vendas no Instagram:

– Somente postar propaganda!
Você transformar seu perfil em um perfil de spam e propagandas sem fim, diminui e muito o alcance do seu perfil.
– Tentar vender sem criar autoridade no perfil do Instagram.
É muito difícil uma pessoa comprar de você se ela não reconhece em você um porto seguro no tema.

Saiba que através de automação Instagram, você pode aumentar seus resultados seguindo alguns passos.

Hoje o Instagram é a maior rede social do mundo , inclusive é a rede que mais cresce em 2019 . Quando se pensa em seguidores para Instagram , automaticamente você já pensa em pessoas famosas , mas , saiba que hoje todo mundo pode ter muito mais usuários acompanhando suas postagens .
Com o aumento de uso da plataforma, aumentou também o número de plataformas que prometem mais seguidores para Instagram e esse post é pra explicar sobre essas ferramentas .
Grande parte delas é baseada em interações , ou seja , você cadastra seu perfil , configura seu público alvo e a partir daí o sistema segue, deixa de seguir e da likes nas postagens do público que você pré determinou , com isso , vários usuários vão retribuindo sua interação e com isso você aumenta seu número de amigos .

A evolução do Instagram

O Instagram costumava ser um aplicativo realmente básico. Você tirava uma foto. Colocava um filtro nela (para ficar mais bonita), e compartilhava com o seu pequeno número de seguidores no Instagram.
Era isso. Nada chique.
Esse já não é mais o caso.
Atualmente, o Instagram possui uma tonelada de recursos.
Quando o Snapchat começou a atrair milhões de seguidores e apps como o Periscope começaram a utilizar vídeos ao vivo, o Instagram teve que se apressar para oferecer esses recursos também.

Uma coisa importante para ter seguidores no Instagram e curtidas, é necessário saber como funciona o algoritmo do Instagram.

Como era antes?

Antes a rede social enviava o seu conteúdo pra todos ou quase todos seus seguidores de maneira até desordenada.
Com isso, os usuários recebiam muitas vezes publicações que não eram do próprio interesse, tornando a rede social muitas vezes enjoativa.

Como funciona agora?

Agora a rede social filtra as postagens de acordo com o seu interesse e você recebe um conteúdo muito mais qualificado de acordo com seus gostos.

E como é determinado o meu gosto pessoal?

De acordo com suas interações no Instagram. Por exemplo:
Você curtiu a postagem de um prato de comida que gostou. Com isso, o Instagram vai entender que você gosta de determinado conteúdo daquele perfil e sempre irá mostra-lo a você.
O inverso também serve, ou seja, se você postar determinado conteúdo e seus seguidores gostarem, ele irá aparecer com mais frequência para eles.

E se determinado usuário não curtir o meu conteúdo, como isso impacta em ganhar seguidores no Instagram?

O Instagram irá determinar que seu conteúdo não é mais interessante para esse usuário e deixar de enviar para ele.

Como melhorar meu algoritmo e ganhar seguidores no Instagram?

Conteúdo é tudo

Desde a difusão do Inbound Marketing, o conteúdo se tornou o centro das ações no marketing digital. Com uma proposta diferenciada do marketing tradicional, o Inbound coloca as empresas como especialistas que compartilham seus conhecimentos. Dessa forma, não é preciso chegar até o público de maneira invasiva.
Mas já que não invadimos o espaço do prospect, como ele chega até nós? A ideia principal é criar um conteúdo de qualidade, 100% adequado ao que o seu público consome pela Internet.
Essa presença não se resume a anúncios diretos com botões de compra ou contato direto com a equipe de vendas. Trata-se de um conteúdo educativo que irá, de fato, ajudar a persona a solucionar uma determinada dor.
É importante aceitar de antemão que o marketing de conteúdo veio com tudo e tomou conta das estratégias de sucesso. E essa mesma lógica também aplicada às redes sociais. Por isso é importante saber como criar conteúdo para o Instagram para atingir os melhores resultados.

Como criar conteúdo para Instagram?

Você já parou para pensar na quantidade de conteúdos que aparecem nas redes sociais todos os dias?
Se você abrir o Instagram agora e olhar com um pouco mais de criticidade, vai entender o que estamos falando.
A quantidade de imagens de produtos e anúncios – fora as fotos de seus amigos, moods, tbts – é absurda.
Agora, o que determina qual post chama mais atenção das pessoas? O que está por trás do contéudo que realmente dá certo no Instagram?
Depois de pensar muito nisso e analisar nossos conteúdos que bombaram, chegamos à seguinte resposta:
Os 3 principais requisitos para um conteúdo que dá certo no Instagram são: objetivo, persona e estratégia.

Aprenda agora a baixar video do Instagram para ter um conteúdo bacana.

Não sabe como pegar a URL da foto ou video para baixar video do Instagram?

É um processo bem simples, abra seu Instagram, vá até a publicação(foto ou video) que deseja baixar, clique na parte superior da propriedade, vai abrir um menu, clique em copiar link. Pronto, agora cole no formulário acima e clique no botão, o sistema vai baixar video ou fotos do Instagram como uma mágica para você.

Stories, foque nos STORIES. Isso vai ajudar muito a ganhar seguidores no Instagram.

Você sabia que o stories é uma função de enorme engajamento no Instagram?
As chances de uma empresa dar certo é pela junção de três estratégias: humor, interação e bons conteúdos.
Se tudo isso estiver, pelo menos, nos stories, seu sucesso já está um passo a frente de ser garantido.
Claro que não é apenas isso, mas se me perguntasse quais as principais formas de conquistar o público, eu apontaria essas três acima.
Um perfil que possui stories interativos e com bons conteúdos tem mais chances de engajamento.
Mas, claro, que toda regra tem exceção!
Outra boa ideia para usar e tornar seu stories mais interativos é fazendo enquetes. As pessoas amam respondê-las e é uma ótima oportunidade de conhecer seu seguidores.
Você pode fazer perguntas sobre eles ou sobre algum de seus produtos ou serviços. Isso vai ajudar bastante seu negócio!
E para não ficar somente nas enquetes para conhecer seu público, teste outras funções, como a perguntas e respostas.

Saiba quais são as principais hashtags do seu negócio para ter seguidores no Instagram.

O Instagram é movido pelas hashtags, por isso, é ideal que você pesquise quais são as principais hashtags relacionadas ao seu negócio. Através delas, poderá saber quais termos colocar em seus posts do Instagram, quais temas abordar e quais são os tipos de posts que mais recebem curtidas e comentários.
A segunda estratégia por trás das hashtags é você procurar por tags que estão relacionadas ao seu perfil. Quando você faz a busca, você encontra termos relacionados ao que procurou, visualiza as principais publicações e as publicações mais recentes.
Por isso, é tão comum que perfis de moda utilizem #lookdodia, #tendência, #fashion e outras hashtags que ajudam a categorizar seus conteúdos, por exemplo — e assim, cada segmento utiliza as tags que melhor se aplicam à sua realidade. Outra novidade é que também é possível seguir hashtags, o que amplia ainda mais as chances de você ser encontrado por meio delas e ganhar curtidas no Instagram.

Como deixar meu perfil bem estruturado para ter seguidores no Instagram:

Perfil de negócios com preenchimento de informações.

Para que o perfil da sua companhia tenha mais chances de se consolidar é importante que esteja modalidade de perfil empresarial. Basta ir até o menu de configurações do aplicativo e mudar o perfil para comercial. Ressalto que para realizar essa mudança é necessário ter um perfil de Facebook para fazer a vinculação. Complete o preenchimento das informações como e-mail, endereço e telefone, algo importante para que seus clientes possam entrar em contato.

Nome curto e marcante.

Quanto mais letras tiver o seu @ mais difícil será para que seus consumidores encontrem o seu perfil. Observe ainda que empresas que possuem nomes muito longos podem não conseguir escrevê-los inteiros por falta de caracteres. Mesmo reduzindo o nome do @ você pode e deve adicionar o nome inteiro da sua organização no campo de nome dos dados a serem preenchidos de maneira que ele apareça em destaque.
Como usar o Instagram no PC e ter mais facilidade de usar certa automação Instagram?

Instagram no PC

Apesar de ter sido originalmente criado para ser utilizado em dispositivos móveis, como já citamos, é possível utilizar em seu computador, na versão desktop. Basta acessar o site do Instagram e navegar entre os conteúdos das pessoas que você segue e tanto gosta de acompanhar.
Diretamente pelo computador você também pode baixar video do Instagram como foi explicado anteriormente e facilitar o desempenho do seu perfil.

O que é o shadowban do Instagram?

O termo “shadowban” existe desde 2006, mas só há poucos anos se disseminou pelo público digital. Por definição, um shadowban é o ato de bloquear o usuário de uma rede social de forma que ele não perceba que foi banido.
Em 2016 o termo começou a ser utilizado em relação ao Instagram e, em 2017, passou a ser mais conhecido pelos marketeiros. Apesar disso, muita gente ainda não sabe o que significa.
O shadowban no Instagram acontece quando seu conteúdo deixa de aparecer em feeds de hashtags, de localização ou até mesmo na aba Explorar. Dessa forma, seus posts só aparecem para as pessoas que já te seguem, o que pode diminuir bastante o alcance e a conquista de novos públicos. Isso faz com que o uso de hashtags estratégicas e localizações caia por terra totalmente, já que ninguém novo vai ser atingido pelos seus posts.

Não confunda com o algoritmo do Instagram

Quedas no alcance e pouco crescimento de perfil também podem estar relacionadas ao algoritmo do Instagram. E você precisa entender bem a diferença entre ele e o shadowban.
Desde junho de 2016, o Instagram vem aperfeiçoando o algoritmo da ferramenta para que os usuários tenham, cada vez mais, experiências melhores dentro da rede social. Isso incluiu, por exemplo, a mudança do feed cronológico para um feed de relevância. Hoje em dia, a gente vê com preferência os posts que mais importam pra gente.

Como funciona a automação Instagram?

Geralmente as ferramentas de automação para Instagram são utilizadas com o objetivo de crescer o número de seguidores.
Entretanto, antes de contratar uma plataforma, é necessário que você tenha em mente que as ferramentas de automação têm como objetivo executar automaticamente tarefas que você perderia muito tempo fazendo manualmente.

Principais vantagens de investir em automações.

  • Conta ativa mesmo quando você está offline
  • Aumento de seguidores muito mais rápido
  • Mais engajamento da sua empresa com usuários
  • Melhora o relacionamento com os seguidores (afinal você irá responder o que eles perguntam rápido, vai poder começar uma conversa, etc.)
  • Fortalecimento da marca
  • Automatizar processos repetitivos que os profissionais de rede sociais costumam fazer manualmente\
Mais vantagens de usar automação Instagram:

Realiza ações repetitivas

Acessar o perfil todos os dias, curtir fotos, comentá-las e enviar agradecimentos aos novos seguidores podem ser tarefas exaustivas e que fazem perder um tempo considerável.
Com o uso de um aplicativo de automação, ele é o responsável por fazer esse tipo de interatividade e deixá-lo livre para outros compromissos.

Atrai novas pessoas ao seu perfil

É um hábito comum entre os usuários do Instagram entrarem no perfil de um novo seguidor, e decidir se o segue de volta. Quando a ferramenta é ativada, ela passa a seguir novas pessoas, que tendem a entrar em seu perfil e por serem pré-dispostas ao que você vende, podem ter interesse em segui-lo.

Otimiza o tempo

O tempo que você gastaria com seguir pessoas, curtir fotos/vídeos e agradecer novos seguidores pode ser aproveitado para outras ações que geram uma série de benefícios ao seu negócio. É uma das vantagens que convencem as pessoas a investirem em uma das ferramentas que gerenciam as contas do Instagram.
Como Usar o Instagram de Forma Profissional?
O Instagram é uma rede social que tem crescido muito para divulgação de produto, aumentar o tráfego de site e de blog. Por isso, é importante trabalhar alguns elementos que fazem com que os seguidores reais encontrem os perfis profissionais que são mais interessantes no momento.
Além disso, para transformar o Instagram em um negócio é crucial usar alguns elementos que despertam o engajamento para gerar maior interação no perfil.
Entretanto, pessoas ou marcas que querem saber como usar o Instagram de forma profissional, precisam conhecer artifícios que ajudam a criar conexão com o Público-Alvo.
No entanto, a automação no Instagram é uma forma de dominar as artes dessa mídia e levar o negócio para um outro nível.
Automação Instagram não é Compra de Seguidores.
Para ter o controle disso, é necessário uma ferramenta de automação no Instagram que pode fazer toda a diferença na estratégia e potencializar o alcance do que se publica.
A grande sacada é uma combinação de um conteúdo excelente e ferramentas de gerenciamento que facilitam e aumentam a produtividade de quem trabalha com marketing nas redes sociais.
Para quem é gerente de contas em uma agência, pequeno empreendedor, influenciador digital ou profissional responsável por gerar resultados com o Instagram, a automatização vai facilitar muito o trabalho.
É muito fácil transformar seguidores em clientes. Mas para isso, além da automação no Instagram, é necessário conhecer as ações de Marketing que vão fazer o Instagram trabalhar automaticamente!
  • Tenha um perfil empresarial;
  • Conheça bem o mercado;
  • Saiba quem é o público;
  • Crie conteúdo relevante para quem vai consumi-lo;
  • Utilize hashtags estratégicas;
  • Conteúdo recorrentes para gerar mais consistência;
  • Valorize o público;
  • Analise as métricas;
  • Parcerias com influenciadores;
  • Transforme seguidores em leads e leads em clientes.
Executar todas essas ações pode ser trabalhoso e demandar muito tempo, que poderia ser otimizado com a ajuda de uma automação no Instagram. Por isso, a automação é recomendável para quem quer ter um bom negócio online usando o Instagram com as estratégias de automação.

Qual automação Instagram vocês do Blog Estratégia 10k recomendam?

O Maisgram oferece um serviço diferenciado para seu Instagram, aumente sua visibilidade para alavancar seu negócio. Nossa ferramenta vai atrair pessoas que realmente se interessam pelo seu perfil, você escolhe o público e ganha muito mais seguidores no Instagram.

Quais funções a automação Instagram Maisgram realiza?

Segmentação de Público.

Utilize Perfis para encontrar seu público alvo. Você pode filtrar ainda mais seus novos Seguidores com nosso filtro por gênero. Ganhar apenas Seguidores Homens, Mulheres ou ambos reduzindo perfis Comerciais.

Direct de Boas Vindas

Configure uma mensagem personalizada para ser enviada a seus novos seguidores. Melhore seu relacionamento com os clientes e consiga ganhar seguidores no Instagram.

Sistema Automatizado para Seguir e Deixar de Seguir.

O Maisgram trabalha por você realizando interações de Seguir e Deixar de Seguir automaticamente.

Relatório Completo de Atividades.

Você pode acompanhar diariamente todas as ações executadas pela nossa plataforma.

Aumente seu Engajamento com Likes e Visualizador Automático de Stories.

Nossa plataforma automatiza Likes em postagens da sua Timeline e também visualiza automaticamente diversos Stories das melhores hashtags brasileiras.

Suporte via WhatsApp.

Converse com um especialista para ampliar ainda mais seus resultados. Nossa equipe é altamente qualificada para solucionar problemas.

Como está funcionando a automação Instagram após as atualizações do Instagram?

No dia 29/05/2019 o Instagram realizou uma atualização na qual se exigiu, da nossa ferramenta, mudanças em alguns procedimentos de trabalho. O Instagram atualizou sua plataforma no intuito de transformar a rede social em uma rede totalmente humanizada. O Maisgram a partir de agora trabalha de forma a priorizar o crescimento de forma sustentável e humana. Mas para isso acontecer e você obter mais resultados, precisará colaborar com a utilização correta do seu perfil no Instagram. No Instagram, contrariamente ao que dizem, NÃO EXISTEM limitações. O que existe é uma inteligência artificial que detecta excessos de determinadas ações e falta de outras, bloqueando algumas partes da sua conta, caso entendam que há necessidade. E como podemos ter mais resultados? Aí vão algumas dicas para que seu Instagram possa ter o máximo de crescimento:
1 – Poste regularmente no Feed e nos Storys. 2 – Participe dos Storys de outros amigos, responda enquetes, faça perguntas de acordo com o tema. 3 – Comente em postagens de seus amigos, claro que sempre de forma humanizada. Comente sempre de acordo com o tema. 4 – Evite Seguir, Deixar de Seguir e Curtir manualmente. O sistema Maisgram já faz isso por você. 5 – Responda sempre os directs enviados pelos seus amigos pra você de forma a não parecer um robô ou spam. Em resumo, quanto mais você realizar as dicas acima, mais humanizado seu perfil estará e o Maisgram poderá trabalhar de forma plena em seu perfil.
6 – Utilize a ferramenta Maisgram para baixar video do Instagram e tenha sempre um ótimo conteúdo. Gostaríamos de frizar que alterações são feitas para manter a segurança de seu perfil e sempre estarmos em conformidade com as diretrizes do próprio Instagram.

E o fim do likes no Instagram? Como funciona essa questão na automação Instagram?

Será o fim dos Likes no Instagram ?

A partir de 17/07/2019 o Instagram iniciou um novo teste no Brasil para ocultar o número de curtidas nas postagens do Feed. Na prática, apenas o proprietário do perfil continuará sabendo quantas curtidas suas publicações receberam. Seus seguidores não terão mais acesso ao número de “likes”. “Não queremos que as pessoas sintam que estão em uma competição dentro do Instagram e nossa expectativa é entender se uma mudança desse tipo poderia ajudar as pessoas a focar menos nas curtidas e mais em contar suas histórias”, disse a empresa em nota oficial. E no que isso impacta a nossa plataforma? A ótima notícia, é que todos os impactos são positivos. Essas mudanças, em conjunto com as mudanças das últimas semanas, tendem a reduzir o número de Seguidores e Likes Fake. Primeiro pela parte técnica de o próprio Instagram estar derrubando esses Seguidores e Likes Fake e segundo pela mudança do comportamento dos usuários que não verão mais necessidade de comprar Likes se o intuito é meramente alimentar seu próprio ego. É aí que os usuários que utilizam o Maisgram ganham, nosso sistema faz você ganhar Seguidores, Likes e Engajamento real e duradouro. Você pode aumentar a visibilidade do seu perfil, melhorar seu relacionamento com seus clientes, expandir sua marca e até vender muito mais. O Maisgram foi desenvolvido pra você que precisa de resultados reais no seu perfil e não números ilusórios e forjados. Essas atualizações não influenciaram na parte de baixar video do Instagram.

Saiba mais sobre as instabilidades no Instagram e o quanto ela afeta na parte de ganhar seguidores no Instagram:

Se você teve problemas com o Instagram nas últimas semanas, fique tranquilo pois este é um problema enfrentado por usuários do aplicativo no mundo inteiro. Problemas como: Bloqueio para seguir pessoas. Falhas totais ou parciais na visualização de storys e linha do tempo. Lentidão de forma geral. Perda enorme e anormal de seguidores reais. Bloqueio para curtir postagens. Exigência para se alterar senha ( mesmo que não usem nenhum tipo de sistema para ganho de seguidores ). Entre outros. O Instagram está sofrendo de uma instabilidade há algumas semanas. Estes problemas estão relacionados aos últimos update em sua plataforma. Não se sabe ainda, quando a situação irá estar totalmente normalizada. Lembrando que o Instagram não costuma mencionar nenhum tipo de problema ou instalidade em suas redes sociais. E também, não costuma emitir nenhum comunicado oficial.

Como uso a automação Instagram e posso ganhar seguidores e também baixar video do Instagram?

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Existe teste Grátis na automação Instagram?

Sim, o Maisgram proporciona um teste Grátis por 3 dias , sem compromisso nem fidelidade nenhuma.
Blog Estratégia 10k.

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2019.09.10 04:41 mgramigna4L A Rainha dos Desamparados

Pedro acorda assustado. Ele olha ao redor e não reconhece nenhum elemento que o rodeia. Ele se vê no meio de uma floresta de árvores altas. Olhando para cima é possível ainda notar claridade. Ao horizonte o sol ainda está começando a se por. O chão, coberto de folhas secas, está úmido, como se tivesse chovido mais cedo. Pedro aparenta estar seco, apesar disso. Ele repara que esta deitado, escorado em uma pedra. Ela, e todas ao redor, têm muito lodo em partes de suas superfícies. Ao lado de onde ele se encontra está uma caveira humana.
Ele se reclina e depois agacha próximo a ela. Pedro a fica encarando, analisando cada milímetro daquela caveira, procurando por algum tipo de pista. Ele a olha no lugar onde os olhos deveriam estar, um terrível calafrio sobe a espinha do rapaz. Ele não se lembra de nada, mas uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 717527202. “O que isso significa?” – Ele se pergunta.
– Me chame de Rainha dos Desamparados e me dê uma coroa de espinhos. – A Caveira falou.
– O que? – Pedro fica estupefato.
A Caveira falou? A Caveira falou. Isso não seria possível. Ele ignora e conclui que deve estar tão cansado que apenas está delirando. Mas por que ele estaria cansado? Ele acabou de acordar em um lugar completamente desconhecido. Ele não se lembra de nada. Pedro acaba de perceber que a única coisa que se lembra é o próprio nome e, novamente, uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 717527202. Pedro olha para o chão perto de onde estava deitado e há marcas, riscos. Como algum tipo de círculo.
– É a única coisa que sei sobre a minha vida. Do que era antes disso. – Disse a Caveira. – Eu não lembro nem o meu próprio nome. – Aquela voz estranhamente suave e profunda disse com extrema melancolia.
– Pera aí, o que? – Pedro quase pulou de susto dessa vez.
– Você realmente perguntará apenas isso? – Ela respondeu com outra pergunta.
Pedro não sabia o que pensar. Ele havia acordado em um lugar completamente desconhecido e, agora, uma Caveira começou a falar com ele. Não é para as caveiras falarem. Elas são só restos mortais. E apenas uma parte. Tem algo de muito errado acontecendo. Completamente errado. Pedro percebe um cheiro de chuva vindo ao longe. Ele olha para o pouco de céu que consegue enxergar. As nuvens não escurecem, nenhum tipo de sinal. Estranhamente o lusco-fusco parece mais arroxeado que o comum. Ele olha ao horizonte novamente e ele está se pondo mais rápido.
– Certo. Pedro, não é? – A Caveira fala com um certo desdém. – Já que você vai ficar apenas contemplando o ambiente sem se sair do lugar, eu vou te dizer tudo o que precisa saber e você vai fingir que entendeu. Entendeu? – Aquele tom de desdém tinha escalonado em alguns níveis.
Começa a escurecer aceleradamente. Pedro continua olhando para os lados confuso.
– Não, não, não… Ele já está perto. Me pegue e corra para o mais longe possível. – A Caveira disse em um tom de urgência.
– O qu-
– Não pergunte “o que?” de novo, rapaz idiota. Vá. VÁ! – Ela o interrompeu, perdendo a paciência.
Pedro faz o que a Caveira mandou. Por algum motivo ele acha que ela soa como uma pessoa nobre. Ele começa a se questionar quem ela foi em vida. O cheiro de chuva fica cada vez mais forte e próximo, mas ainda sem nenhum sinal de água a cair dos céus. Ele corre o mais rápido que pode, sem olhar para trás. Mas, apesar disso, ele consegue ouvir passos extremamente velozes, quase em ritmo de galope, vindo na sua direção. Talvez um animal muito grande. Mas por que?
O jovem começa a ficar ofegante, a Caveira em seus braços fala algo sobre dimensões de bolso, vítimas, mas ele não consegue ouvir. Ele só quer fugir, mas novamente uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 717527202. É quando a noite fica completa e uma flecha atravessa o crânio de Pedro. Ele cai no chão, perto de uma chave dourada. A Caveira rola por alguns metros.
– Não, não. De novo não. – A Caveira reclama.
– Eu realmente achei que você conseguiria dessa vez. – Disse o Caçador se aproximando.
– Haha. – Ela riu ironicamente. – Você apenas escolheu mais um inútil porque sabia que ele não seria capaz de nada. – Ela disse em tom de revolta.
O Caçador era uma figura imponente. Ele tinha mais de dois metros de altura, seu queixo era largo, sua pele era branca acinzentada, ele tinha cabelos e barba ruiva, sobrancelhas grossas, traços faciais agressivos e não aparentava ser humano. Várias marcas e algumas cicatrizes eram visíveis, seus olhos emitiam uma luminescência arroxeada, como o céu. Seus trajes aparentavam uma origem greco-romana. Ele não usava armadura, apenas uma toga e uma capa confeccionados rusticamente de pelos avermelhados. Ele tinha um machado guardado nas costas, uma aljava coberta de flechas na coxa direita e um arco em mãos. Montado em um lobo atroz, cujos pelos eram mais escuros que a noite sem luar. Ele se aproxima da Caveira e a pega no chão. Ele sorri.
– Para eu cumprir o meu lado da barganha, você também precisa cumprir o seu. – Disse o caçador.
– Se você me desse, pelo menos, alguma chance. – A Caveira quase implora.
– Na próxima você consegue. – O Caçador diz ainda sorrindo.
Um imenso clarão tomou conta de tudo.

Renato acorda assustado. Ele olha ao redor e não reconhece nenhum elemento que o rodeia. Ele se vê no meio de uma floresta de árvores altas. A primeira coisa que ele nota, depois disso, é a presença de uma Caveira logo ao seu lado. Ele não se lembra de nada, mas uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 963732819.
Ele ainda não se levantou e permanece completamente imóvel, prendendo a respiração o máximo que consegue. Como se o mínimo suspiro fosse despertar algo. Ele não repara que o sol está se pondo.
– Me chame de Rainha dos Desamparados e me dê uma coroa de espinhos. – A Caveira falou.
– QUE PORRA É ESSA? – Renato se assusta. A Caveira falou? A Caveira falou.
O jovem se levanta bruscamente. Uma flecha atravessa seu crânio e ele cai morto. Já era noite e ele não havia nem notado. O Caçador se aproxima caminhando calmamente, pressiona seu pé direito no pescoço do jovem e retira a flecha do seu crânio.
– Ok, dessa vez eu só estava sendo jocoso. – Disse ele enquanto limpava o sangue na capa. – Da próxima vez você terá uma ótima chance.
Se a Caveira ainda tivesse um rosto estaria com uma expressão de desaprovação nesse momento. Ela sabe que o Caçador nunca te dará uma chance real. Sua vida nunca mais será sua, seu nome nunca mais será seu. A Caveira está condenada a ser apenas isso.
Um imenso clarão tomou conta de tudo.

Rosa acorda. Ela não se lembra de nada. Ela olha ao redor e não reconhece nenhum elemento que o rodeia. Ela se vê no meio de uma floresta de árvores altas. Ela analisa, minuciosamente, os arredores. A Caveira próxima à onde ela acordou chama sua atenção. Ela a pega nas mãos e observa cada mancha e rachadura. Ela olha no lugar onde os olhos deveriam estar e vê algo. Uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 129293175. A garota não sabe o que aqueles números significam e, na verdade, ela não se importa. Ao olhar para o chão ela nota que o eneagrama já esteve desenhado ali.
– Me chame de Rainha dos Desamparados e me dê uma coroa de espinhos. – A Caveira falou ainda nas mãos dela.
– Pera aí, o que? – Ela questionou.
A Caveira já estava decepcionada, mais uma alma perdida que o Caçador só estava usando para o seu bel prazer e para atormenta-la por mais alguns séculos.
– Rainha dos Desamparados? O que isso significa? E por que uma coroa de espinhos? – Ela questionou genuinamente curiosa.
– Olha, garota-
– Rosa. Meu nome é Rosa. – Ela a interrompeu.
– Rosa. Tudo bem, Rosa. Eu sou a Caveira. Eu te contarei tudo com um imenso prazer, mas apenas se sairmos daqui o mais rápido possível. O sol já vai se por logo e-
– Por que tá com um cheiro de chuva no ar? – Ela a interrompeu novamente com uma pergunta bem pertinente.
– Eu lhe explico no caminho. – A Caveira respondeu em um tom assertivo.
– Ok. – Ela imediatamente concordou.
Ela começa a correr entre as árvores e em direção ao sol. Talvez a Caveira esteja começando a gostar dela e, talvez, dessa vez realmente haja uma chance.
Rosa encontra um possível esconderijo. Um desnível bem embaixo de uma árvore. Não necessariamente um buraco, mas grande o suficiente para cabe-la ali por um tempo.
– Ok, agora você me explica o que tá acontecendo. – Rosa diz ao se sentar. Ela ergue a Caveira em suas mãos à altura dos olhos.
– Bem… Você está sendo caçada. – Ele diz em um tom quase maternalista. – Eu só posso chama-lo de “O Caçador” e ele faz isso por puro entretenimento. Ele me mantém cativa aqui, como uma espécie de isca. Ele é sádico e isso, para ele, é entretenimento.
– Como assim você só “pode” chamar ele de caçador? Ele tem um nome? – Rosa pergunta demonstrando um interesse genuíno.
– Eu estou à mercê dele enquanto permaneço cativa aqui, então tenho que obedecer certas regras impostas por ele. – Ela responde em desalento.
– Quais são essas regras? Onde a gente tá? E por que você tá presa aqui?
– Nós não estamos em lugar nenhum. Aqui não é de onde você é, nem de onde eu sou. É um espaço entre os espaços. Criado pelo Caçador com algum tipo de item mágico ou encantamento, não sei ao certo. – A Caveira começa a explicar. – Como você pode ver, eu morri. Era, ou para eu ter ressuscitado, ou ido para o mundo dos mortos. O Caçador, de alguma forma e por algum motivo, interceptou minha alma e caveira e me aprisionou aqui. É tudo só mais uma parte do jogo dele.
– Eu sinto muito. – Ela diz honestamente.
– Obrigada.
– Então se aqui não é lugar nenhum, aquilo – Rosa diz apontando com uma das mãos – não é o sol.
– Sim e não. É uma forma artificial de iluminação. Um sol que se movimenta enquanto esse lugar onde estamos, se mantém parado. E nesse contexto o Caçador é a lua.
– Por isso a gente precisa sair antes do sol se pôr, o mais rápido possível.
– Exato. – Ela confirma.
– Mas como? – Ela faz outra pergunta certa.
– Bem… Existem chaves espalhadas pela floresta, ela são nossa única oportunidade de sairmos daqui. – A Caveira pausa por uns instantes. – Com vida. – Ele disse cada letra com peso na voz.
– Mas pra onde a gente vai se sair daqui?
– Isso depende. – Ela diz com um certo receio na voz.
– Depende do que, Caveira? – Rosa pergunta com um certo tom de insolência.
– Depende de qual chave você conseguir pegar. – Ela diz com um certo pesar na voz.
Rosa fica visivelmente abalada. Ela não se lembra onde é a sua casa, mas a chance de nunca mais voltar para lá é assustadora. Ela sente uma certa nostalgia de um lugar que não sabe qual é. Ela sente um frio na espinha e uma única imagem, como um frame escondido entre seus pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 129293175. Rosa começa a se importar com isso.
– Os números. O que eles significam? – Ela pergunta.
– Você realmente não vai querer saber. – A Caveira diz em um tom de pesar.
Rosa aceita a resposta.
– E aquela coisa do “Rainha dos Desamparados” e “coroa de espinhos”? – Ela questiona, rapidamente mudando de assunto.
– É a única coisa que eu sei sobre a minha vida. Sobre quem eu era antes disso. – A caveira responde em um tom melancólico. – Eu acho que deveríamos ir.– Ok.
Rosa se levanta e ainda com a Caveira em mãos ela começa a se mover agachada. A floresta é densa e não há trilhas. Todo o caminho feito é à esmo. Elas contam com a sorte para encontrar uma chave. A única coisa que Rosa quer é ir embora. Ela tenta não transparecer, mas está com medo. Como nunca esteve antes. Mas, de certa forma, o medo é bom, nesse caso. Ele a deixa alerta. Ela está sendo caçada, mas ela se sente uma caçadora.
Rosa respira fundo, e se dá conta que está apenas fugindo, que é apenas uma presa. Nada daquilo faz sentido, os números não importam, uma caveira fala. E o que diabos é um eneagrama? Ela se perde em meio a esses pensamentos enquanto foge e, bruscamente, para.
– O que foi? – A Caveira pergunta.
– A gente não vai conseguir, não é? – Rosa pergunta em um tom de desesperança.
– Não, claro que vamos. Não é a hora de perder as esperanças, menina. – Ela diz novamente em um tom maternalista. E um cheiro de chuva começa a dominar o ar.
– Quantas pessoas já conseguiram fugir daqui? – Ela pergunta franzindo a testa.
A Caveira não responde.
– Foi o que eu pensei. – Rosa diz soltando a Caveira no chão. – Se alguém tivesse conseguido você não estaria aqui, não é?
A garota começa a andar. Ela vai a um ponto e dá meia volta. Rosa não sabe se aceita o fim inevitável ou se luta, mesmo que tenha mais chances de perder. Estranhamente o lusco-fusco parece mais arroxeado que o comum. Ela olha ao horizonte novamente e o sol está se pondo mais rápido. O cheiro de chuva começa a ficar forte. O sol se põe completamente. Rosa está imóvel. Ela finge que não ouve o forte barulho do Caçador chegando. É como uma trovoada. A Caveira desistiu de inspirar confiança na garota. De repente começa a chover.
– Rosa. ROSA! – A Caveira exclama.
– O QUE FOI? – Ela pergunta revoltada.
– Nunca choveu antes.
– Nunca?
– Nunca.
Rosa se abaixa. Uma flecha passa raspando pela sua cabeça quando ela começa o movimento. A garota pega a Caveira em mãos e começa a correr em zigue-zague. Ela para escorada em uma árvore alguns metros à frente.
– Nunca? – Rosa pergunta clamando por confirmação.
– Nunca.
– Ok. – Com apenas duas letras ela demonstra ter recuperado a confiança.
Ela volta a correr prestando muita atenção em tudo, caso encontre uma chave. Ainda é noite, ainda chove. O chão começa a ficar escorregadio. Elas continuam fugindo e nada da noite passar. A chuva oculta o caçador, a noite quer dizer que ele está perto. Rosa se escorrega e deixa a Caveira cair. Ela rola por alguns metros. Rosa se levanta e olha para trás, ela o vê.
O Caçador montava em um lobo atroz. Rosa nunca havia viso pelos mais escuros de que aqueles do animal. O Caçador era uma figura imponente, ele tinha mais de dois metros de altura. Seu queixo era largo, sua pele era branca acinzentada, ele tinha cabelos e barba ruiva, sobrancelhas grossas, traços faciais agressivos e não aparentava ser humano. Várias marcas e algumas cicatrizes eram visíveis, seus olhos emitiam uma luminescência arroxeada, como o céu. Seus trajes aparentavam uma origem greco-romana. Ele não usava armadura, apenas uma calça e uma toga confeccionados rusticamente de pelos avermelhados. Um machado estava guardado em costas, uma aljava coberta de flechas na coxa direita. Ele pega uma delas e leva ao arco empunhado, mirando na direção de Rosa.
Ela pula no chão e, enquanto ainda se movimentava, uma flecha atravessa sua panturrilha com extrema força. Ela continua alojada em sua carne, é possível que tenha havido uma fratura óssea. Rosa grita de dor, mas resiste. A Caveira chama sua atenção e grita.
– A CHAVE!
Uma chave dourada estava em meio à folhagem e terra úmida, bem próxima a elas. Rosa rasteja para se aproximar. O Caçador se aproxima lentamente, larga o arco no chão e pega o machado. Ela consegue chegar até a chave, mas não até a Caveira.
– O que você está esperando? – A Caveira pergunta em meio ao barulho da chuva.
– Eu não vou sair daqui sem você. – Rosa responde.
A Caveira se sente lisonjeada, mas não consegue conceber tamanha idiotice. Afinal, se apenas uma pessoa conseguir fugir, o Caçador lhe concederá sua vida de volta.
– Garota, não seja idiota e só vá. – A Caveira a repreende. – Eu não preciso disso, eu só preciso que você fuja.
– E como eu faço isso? – Ela pergunta já com a chave em mãos.
– Ninguém nunca chegou tão longe. Agora é com você. – Se a Caveira ainda tivesse um rosto estaria sorrindo de orgulho agora.
Rosa diz um “ok” para si mesma. O Caçador se aproxima, mas a chave começa a brilhar em sua mão. Ela se deita virada para cima, o brilho aumenta exponencialmente. A garota a segura com as duas mãos e à leva ao peito. Rosa fecha os olhos. Ela consegue se lembrar. Ela vê a sua casa bem no meio de Chinatown, em San Francisco. Ela se lembra da agência que trabalhava como programadora. Ela consegue ver a fazendinha de sua abuela, Alba, próxima à cidade de Cabo Rojo, bem na costa sudoeste do território. Ela se lembra dos pais que ficaram em San Juan sem água, sem energia elétrica, quase sem comida após o furacão. Ela se lembra. A luz que chave emana parece densa, parece cegar. Por causa da chuva, Rosa não consegue ouvir o que a Caveira diz a ela.
O Caçador decepa a cabeça de Rosa antes que ela fuja, antes de tudo. Um corte limpo, a cabeça nem ao menos sai do lugar, ele mantém o machado ali. A Caveira tentou alerta-la, mas foi em vão. Tudo foi em vão. O Caçador tira uma chave que estava em uma corrente em seu pescoço e ela começa a brilhar. Ele anda de volta ao lobo e, desta vez, ignora completamente a presença da Caveira.
– Caçador… CAÇADOR! – A Caveira clama e ele se vira.
– Tudo tem seu tempo. – Ele responde.
– O meu nome… Por favor. Pelo menos me diga o meu nome. – Ela, sem forças, suplica.
Ele pega o machado, vira as costas e vai andando na direção do lobo. A cabeça de Rosa rola por alguns metros.
– ÓRION, POR FAVOR, ME DIGA O MEU NOME! – A Caveira o confronta, mas em tom de súplica e meio a falhas na voz e engasgos.
– Você não pode ser o que não pode ser. – Ele fala sem querer dizer muito. – Pelo menos, dessa vez, você terá companhia… – ele sorri – Myriam.
Um imenso clarão tomou conta de tudo.
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2019.09.10 02:02 O-Pensador Contra a Propriedade Intelectual!

Por: Kevin Carson
Trecho extraído do “O Punho e ferro por trás da mão invisível“
O privilégio das patentes tem sido usado em larga escala para promover a concentração do capital, erguer barreiras de entrada no mercado e manter o monopólio sobre tecnologias avançadas nas mãos de corporações ocidentais. É até difícil imaginar quão mais descentralizada a economia seria sem ele. O libertário de direita Murray Rothbard considerava as patentes uma violação fundamental dos princípios de livre mercado:
O homem que não comprou uma máquina e que é capaz de fazer a mesma invenção de maneira independente, num livre mercado, terá o direito de usar e vender sua invenção. As patentes evitam que alguém use sua própria invenção, muito embora todas as propriedades envolvidas em sua criação sejam da pessoa e ela não tenha roubado sua invenção, explícita ou implicitamente, do primeiro inventor. As patentes, portanto, são concessões de privilégios monopolistas exclusivos do estado e são invasões dos direitos de propriedade do mercado.
As patentes fazem uma diferença astronômica no preço final. Até o começo dos anos 1970, por exemplo, a Itália não reconhecia patentes de medicamentos. Como resultado, a Roche cobrava um preço do sistema de saúde britânico mais de 40 vezes maior que o cobrado por concorrentes na Itália por componentes patenteados das drogas Librium e Valium.
As patentes suprimem a inovação na mesma medida em que a estimulam. Chakravarthi Raghavan observou que os pesquisadores que de fato trabalham nas invenções devem abrir mão de seus direitos de patente como condição de trabalho, enquanto patentes e programas de segurança industrial evitam o compartilhamento da informação e suprimem a concorrência no melhoramento de invenções patenteadas.
Rothbard, da mesma forma, argumentava que as patentes eliminam “o incentivo concorrencial para maiores pesquisas”, porque inovações incrementais que se baseiam nas patentes de outras pessoas é proibida e porque o detentor delas pode “se descansar sobre os louros de seu sucesso por todo o período da patente”, sem temer a melhoria de sua invenção. E elas impedem o progresso técnico, porque “invenções mecânicas são descobertas das leis da natureza e não criações individuais, portanto invenções similares acontecem a todo momento. A simultaneidade de invenções é um fato histórico comum”.
O regime de propriedade intelectual estabelecido pela Rodada do Uruguai do GATT (sigla em inglês para Acordo Geral de Tarifas e Comércio) vai muito além das tradicionais legislações de patentes na supressão das inovações. Um dos benefícios das leis tradicionais de patentes, ao menos, era que elas requeriam que as patentes fossem publicadas. Por pressão dos Estados Unidos, contudo, “segredos industriais” foram incluídos no acordo. Assim, os governos terão que prestar apoio na supressão de informações que nem mesmo estão formalmente protegidas pelas patentes.
E as patentes não são necessárias como incentivos para inovar. De acordo com Rothbard, as invenções sempre dão vantagens competitivas ao primeiro desenvolvedor de uma ideia. Esse ponto de vista tem suporte no depoimento à Comissão Federal do Comércio dos EUA de F. M. Scherer.
Scherer citava uma pesquisa que abrangia 91 empresas segundo a qual apenas sete delas “davam alto valor à proteção de suas patentes como fator em seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento”. A maior parte delas considerava as patentes como “a menor de suas considerações”. Sua maior motivação em decisões de P&D era “a necessidade de permanecer competitivas, o desejo de produzir de maneira mais eficiente e o desejo de expandir e diversificar suas vendas”. Em outro estudo, Scherer não encontrou qualquer efeito negativo sobre os gastos em P&D resultantes do licenciamento compulsório de patentes. Uma pesquisa com firmas americanas observou que 86% de todas as invenções teriam sido desenvolvidas sem patentes. No caso de automóveis, equipamentos de escritório, produtos de borracha e têxteis, a taxa era de 100%.
A única exceção era no caso dos medicamentos. Sessenta por cento deles teoricamente não teriam sido desenvolvidos. Suspeito de certa dissimulação por parte dos respondentes, porém. Em primeiro lugar, as empresas farmacêuticas recebem uma porção desproporcional de seu financiamento de P&D do governo e muitos de seus produtos mais lucrativos foram desenvolvidos inteiramente às custas do estado. E o próprio Scherer forneceu evidência em contrário. As vantagens de reputação por ser o primeiro a introduzir uma droga no mercado são consideráveis. Por exemplo, no final dos anos 1970, a estrutura da indústria e os padrões de precificação eram muito similares entre drogas com patentes e aquelas sem patentes. A introdução no mercado de uma droga não-patenteada permitia que uma dada empresa mantivesse uma fatia de mercado de 30% e que cobrasse preços mais altos.
A injustiça dos monopólios de patentes é exacerbada pelo financiamento estatal à pesquisa e inovação, que beneficia a indústria privada com lucros monopolísticos advindos de tecnologias que não gastaram um centavo para desenvolver. Em 1999, a extensão dos créditos corporativos para pesquisas e experimentos e as extensões de outras isenções de impostos corporativos eram consideradas as pautas mais urgentes das lideranças no Congresso dos EUA. De acordo com relatório da organização Citizens for Tax Justice (em português, “Cidadãos pela Justiça Tributária”), o deputado Dennis Hastert, quando perguntado qualquer um dos pontos do projeto de lei era essencial, disse: “Acredito que as isenções preferenciais sejam algo em que teremos que trabalhar”. O líder do Comitê Orçamentário do Congresso Bill Archer acrescentou:
“[Até] o final do ano (…) faremos as isenções fiscais em um projeto de lei que não inclua nenhum outro ponto”. Uma extensão de cinco anos sobre a isenção para pesquisas e experimentos (retroativa a 1º de julho de 1999) tinha projeção de custos de US$ 13,1 bi (esse crédito torna os impostos efetivos sobre P&D efetivamente nulos). A Lei Governamental de Política de Patentes de 1980 (em inglês, Government Patent Policy Act of 1980), com suas emendas de 1984 e 1986, permitiu que a indústria privada mantivesse as patentes sobre produtos desenvolvidos com dinheiro estatal — e então cobrasse dez, vinte ou quarenta vezes mais que o custo de produção. Por exemplo, o AZT foi desenvolvido com dinheiro estatal e estava no domínio público desde 1964. Sua patente foi concedida à Burroughs Wellcome Corp.
Como se não fosse o bastante, as companhias farmacêuticas em 1999 fizeram lobby sobre o Congresso para estender determinadas patentes em dois anos através de uma lei especial privada.
As patentes têm sido usadas ao longo do século 20 para “driblar as leis antitruste”, de acordo com David Noble. Elas são “compradas em grandes números para suprimir a concorrência”, o que também resultou “na supressão das próprias invenções”.
As patentes desempenharam um papel fundamental na formação das indústrias de eletrodomésticos, de comunicações e de química. A GE e a Westinghouse se expandiram a ponto de dominar a manufatura elétrica na virada do século 19 para o 20 basicamente através do controle de patentes. Em 1906, reduziram seus litígios com o compartilhamento de suas patentes. A AT&T também se expandiu “essencialmente através de estratégias de monopólio sobre patentes”. A indústria americana de químicos era pouco importante até 1917, quando o Advogado Geral Mitchell Palmer confiscou as patentes alemãs e as distribuiu entre grandes empresas de químicos americanas. A DuPont conseguiu licenças sobre 300 das 735 patentes tomadas.
As patentes estão também sendo utilizadas em escala global para conceder às corporações transnacionais um monopólio permanente sobre as tecnologias produtivas. As cláusulas mais totalitárias da Rodada do Uruguai provavelmente dizem respeito à “propriedade intelectual”. O GATT estendeu tanto o escopo quanto a duração das patentes muito além do que se pretendia originalmente por suas leis.
Na Inglaterra, aspatentes tinham originalmente duração de 14 anos — tempo necessário para treinar dois aprendizes sucessivamente (e, por analogia, o tempo necessário para introduzir o produto no mercado e lucrar a partir de sua originalidade). Por esse parâmetro, dados os períodos mais curtos de treinamento requeridos atualmente e as vidas úteis mais curtas de várias tecnologias, o período de monopólio deveria ser mais curto. No entanto, os Estados Unidos buscam expandi-lo a cinquenta anos.
De acordo com Martin Khor Kok Peng, os EUA são os participantes mais absolutistas da Rodada do Uruguai em relação à “propriedade intelectual”, ao contrário da Comunidade Europeia, e pretendiam estender suas provisões a processos biológicos, para proteção de animais e plantas.
As provisões para biotecnologia são efetivamente uma maneira de aumentar as barreiras ao comércio, forçando os consumidores a subsidiar as corporações transnacionais do agronegócio. Os EUA pretendem aplicar patentes a organismos geneticamente modificados, o que na prática pirateia o trabalho de várias gerações de reprodutores do Terceiro Mundo, isolando os genes benéficos de variedades tradicionais e incorporandoas em novos organismos geneticamente modificados — e talvez forçando a aplicação dos direitos de patente sobre as variedades tradicionais, que foram as fontes de material genético. Por exemplo, a Monsanto já tentou utilizar a presença do DNA das variedades desenvolvidas por elas em uma lavoura como prova prima facie de pirataria — quando é muito mais provável que sua variedade tenha polinizado e contaminado a lavoura do fazendeiro em questão contra a sua vontade. A agência Pinkerton desempenha um grande papel na investigação desses casos — os mesmos sujeitos que estavam ocupados dispersando greves e jogando seus organizadores escada abaixo no século passado. Até mesmo criminosos desse naipe têm que diversificar seus negócios para sobreviver na economia global. O mundo desenvolvido tem feito grandes pressões para proteger as indústrias que dependem ou produzem “tecnologias genéricas” e para restringir a difusão de tecnologias de “uso dual”. O acordo EUA-Japão sobre semicondutores, por exemplo, é um “acordo de comércio controlado, de cartel”.
São assim os acordos de “livre comércio”. A legislação de patentes tradicionalmente exigia que o detentor trabalhasse na invenção em determinado país para receber proteção. A legislação do Reino Unido permitia o licenciamento compulsório após três anos se uma invenção não estava sendo trabalhada parcial ou totalmente e se sua demanda fosse atendida “substancialmente” pela importação; ou quando o mercado exportador não estivesse sendo atendido por conta da recusa do detentor da patente em conceder licenças em termos razoáveis.
A motivação central para o estabelecimento do regime de propriedade intelectual do GATT, entretanto, é proteger permanentemente o monopólio coletivo de patentes para as corporações transnacionais, impedindo o surgimento de concorrentes independentes no Terceiro Mundo. Como afirma Martin Khor Kok Peng, esse sistema “efetivamente impediria a difusão de tecnologias para o Terceiro Mundo e aumentaria tremendamente os royalties monopolísticos das corporações transnacionais, freando ao mesmo tempo o desenvolvimento próprio de tecnologias por esses países”. Apenas um por cento das patentes no mundo são detidas pelo Terceiro Mundo. Das patentes concedidas nos anos 1970 por países do Terceiro Mundo, 84% foram para estrangeiros. Delas, menos de 5% foram de fato usadas na produção. Como vimos, o propósito das patentes não é necessariamente serem utilizadas, mas evitar que outros as utilizem.
Raghavan resumiu perfeitamente os efeitos das patentes sobre o Terceiro Mundo: Dados os gigantescos gastos em P&D e investimentos, além do curto ciclo de vida de alguns desses produtos, algumas nações industriais tentam impedir a emergência da competição pelo controle (…) dos fluxos de tecnologia para outros países. A Rodada do Uruguai está sendo usada para criar monopólios de exportação para os produtos dos países industriais e para bloquear ou refrear o crescimento de concorrentes, particularmente em países que estão se industrializando no Terceiro Mundo. Ao mesmo tempo, as tecnologias de indústrias antigas do norte estão sendo exportadas para o sul de forma que garantam lucros a rentistas.
Os propagandistas das corporações repetidamente denunciam os antiglobalistas como se fossem inimigos do Terceiro Mundo, que buscam utilizar as barreiras comerciais para manter sua riqueza ocidental às custas dos países mais pobres. As medidas mencionadas — barreiras comerciais — que buscam suprimir permanentemente as tecnologias do Terceiro Mundo e manter o sul como uma enorme fonte de trabalhadores baratos mostram como são mentirosas essas preocupações “humanitárias”.
Não se trata de um caso de opiniões divergentes ou de entendimentos sinceramente enganados sobre os fatos. Ignorando falsas sutilezas, o que vemos aqui é uma maquinação puramente maligna — a bota que Orwell mencionava que “pisaria num rosto humano para sempre”. Se qualquer um dos arquitetos desta política realmente acredita que ela exista em prol do bem estar geral, isso só mostra a impressionante capacidade que a ideologia tem de justificar a opressão para o próprio opressor e permitir que ele durma tranquilo durante a noite.
O Inimigo do Rei
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2019.08.13 15:15 O-Pensador Contra o Aparthied Anarquista!

Considere as seguintes listas de nomes:
Grupo 1:
-Pierre-Joseph Proudhon; -Josiah Warren; -Stephen Pearl Andrews; -Ezra Heywood; -Anselme Bellegarrigue; -Lysander Spooner; -Benjamin Tucker; -Frances D. Tandy; -John Henry Mackay; -Voltairine de Cleyre (Inicial); -Franz Oppenheimer;
Grupo 2:
-Gustave de Molinari; -Herbert Spencer (Inicial); -Auberon Herbert; -Wordsworth Donisthorpe; -Rose Wilder Lane; -Robert LeFevre; -Murray Rothbard; -David Friedman; -Randy Barnett; -Samuel Edward Konkin III; -Hans-Hermann Hoppe;
O que essas listas têm em comum é óbvio: todos os nomes em ambas pertencem a pensadores a favor de mercados radicalmente livres e da abolição do estado – por isso, é razoável supor que são “anarquistas de mercado”.
No entanto é comum, em grupos de anarquistas que tendem mais à esquerda, que se insista que apenas os membros do Grupo 1 são genuinamente anarquistas, os do Grupo 2 sequer são considerados anarquistas – com base no argumento de que verdadeiros anarquistas não devem apenas se opor ao estado, devem se opor também ao capitalismo. O Grupo 1, nos dizem, é louvavelmente anti-capitalista, e por isso, autenticamente anarquista; mas os membros do Grupo 2 se excluem das fileiras do anarquismo devido a sua defesa do capitalismo (com exceção de Samuel E. Konkin III, que defendia um livre mercado não-capitalista). (Não tenho certeza em que grupo deveriam estar geolibertários como Albert J. Nock e Frank Chodorov, ou pensadores que viviam mudando de ideia, como Karl Hess, por isso deixei seus nomes de fora.)
Não preciso dizer que não sou fã dessa suposta distinção entre “verdadeiros” e “falsos” anarquistas de mercado. Pretendo criticar essa distinção com mais detalhes em uma ocasião futura; nesta, me limitarei a dois pontos principais:
Em primeiro lugar: aqueles que costumam fazer essa distinção sequer são anarquistas de mercado. São geralmente anarco-comunistas ou anarco-coletivistas que consideram que ambos os grupos mencionados acima fazem concessões inaceitáveis ao individualismo econômico. (De fato, eles frequentemente rejeitam até seu favorecido Grupo 1 – com exceção de Proudhon – como “stirneristas”, ainda que a maioria dos teóricos do Grupo 1 tenham desenvolvido seu pensamento independentemente de Stirner; na verdade até mesmo Tucker, o mais óbvio “stirnerista” do grupo, era já um compromissado anarquista de mercado muito antes de conhecer as ideias de Max Stirner.) Quando anarquistas anti–mercado se propõem a decidir quem é e quem não é um genuíno anarquista de mercado, é um pouco como se cristãos passassem a reivindicar o direito de decidir quem é ou não muçulmano de verdade. (Poder-se-ia suspeitar que alguns anarquistas anti-mercado gostariam muito de remover ambos os grupos de anarquistas de mercado, mas as credencias anarquistas do Grupo 1 já estão muito bem estabelecidas para que isso seja uma solução prática.)
Ao invés de procurar a opinião de anarquistas anti-mercado, pareceria mais relevante saber se os pensadores do Grupo 1 consideravam os teóricos do Grupo 2 como companheiros de anarquismo ou não. E de fato, tais eruditos do Grupo 2 como Molinari, Donisthorpe e Spencer em sua fase inicial, foram realmente todos saudados, nas páginas da Liberty (revista do Tucker, órgão chefe do anarquismo individualista americano, que publicou a maioria dos escritores do Grupo 1), como anarquistas – e Herbert como um quase anarquista. (Donisthorpe inclusive escreveu para a Liberty e para o jornal da Liberty and Property Defense League – ligando duas ideologias supostamente irreconciliáveis.) Então, Tucker, o maior porta-voz do Grupo 1 nos Estados Unidos, mesmo sendo certamente crítico de várias posições dos teóricos do Grupo 2, aparentemente não tinha problemas em reconhecê-los como companheiros de anarquismo. (Compare também com a atitude amplamente favorável por parte do mutualista contemporâneo Kevin Carson em relação a rothbardianos e konkinistas.)
Tucker não os chamava assim porque era especialmente generoso com o termo “anarquista”. Pelo contrário, ele negava o termo a anarco-comunistas como Johann Most, Piotr Kropotkin e os mártires de Haymarket; do seu ponto de vista, eram esses, não os spencerianos, os “falsos” anarquistas. Não é necessário dizer que eu não defendo que o exemplo de Tucker neste caso seja seguido; um paroquialismo não é melhor que o outro. Mas o fato de que o editor da Liberty – que sempre chamou sua posição de “Manchesterismo consistente” – se sentia menos próximo dos anarco-comunistas de seu tempo do que dos precursores do “anarco-capitalismo” (pois a visão de Tucker sobre Molinari e sobre os spencerianos radicais é, sem dúvida, o guia mais próximo que temos do que ele pensaria sobre Rothbard, D. Friedman, etc.) diz muito sobre a divisão simplista de anarquistas de mercado entre socialistas e capitalistas. (De fato, os contribuidores da Liberty citavam Spencer com a mesma frequência em que citavam Proudhon; e até Karl Marx reclamou que Proudhon era mais respeitoso com liberais quase anarquistas como Charles Dunoyer, do que com comunistas revolucionários como Étienne Cabet.)
Em segundo lugar: não é nada claro sob quais critérios o Grupo 1 e o Grupo 2 deveriam ser diferenciados. Os defensores da dicotomia insistem que o Grupo 1 é “anticapitalista” e que o Grupo 2 é “pró-capitalista”; mas para que esse seja um indicador útil, é preciso que a diferença seja substancial, não apenas terminológica. O fato de que os membros do Grupo 1 tendem a usar “socialismo” como uma palavra boa e “capitalismo” como uma palavra ruim, enquanto os membros do Grupo 2 tendem a fazer o contrário, não significa muita coisa; pois esses grupos claramente não se referem às mesmas coisas ao usar estes termos. A maioria dos pensadores do Grupo 2 usa “capitalismo” para se referir a um mercado livre sem regulações e “socialismo” para se referir a controle estatal; a maioria dos membros do Grupo 1 usa esses termos de maneira diferente, mas concorda com o Grupo 2 em relação ao apoio a mercados radicalmente livres e à aversão a controle estatal. Nas palavras de Thomas Hobbes: “as palavras são os calculadores dos sábios, que só com elas calculam; mas constituem a moeda dos tolos”.
Dada a enorme variabilidade no uso da palavra “capitalismo”, não adianta basear uma distinção crucial entre pensadores antiestado em uma abstração indefinida chamada de “capitalismo”. É preciso saber que posições específicas deveriam separar os dois grupos. No entanto, é tremendamente difícil encontrar posições que separem estes grupos da maneira desejada.
É a teoria de valor trabalho que os separa? Exceto na medida em que isso se traduza em políticas diferentes, que diferença faz?
É seu posicionamento em relação ao sistema assalariado e a exploração do trabalho pelo capital? Por este critério, os pensadores do Grupo 2, Spencer, Konkin e Friedman, que são a favor da abolição do trabalho assalariado, pertencem ao Grupo 1, enquanto Molinari e Donisthorpe, que defendiam uma reforma nesse sistema para empoderar os trabalhadores, ficariam em algum lugar entre os dois grupos.
É em relação à propriedade da terra e ao aluguel? Se for assim, Spencer, ao negar a propriedade de terra por completo, é mais “socialista” que Tucker e pertence ao Grupo 1, enquanto Spooner, ao apoiar aluguel e propriedade da terra, é mais “capitalista” que Tucker e deve pertencer ao Grupo 2.
É o apoio a agências de proteção privadas? Se for por isso, Tandy, Tucker e Proudhon pertencem ao “pseudoanarquista” Grupo 2, enquanto LeFevre, que rejeitava toda violência, até mesmo para propósitos defensivos, deveria ser transportado para o Grupo 1.
É a propriedade intelectual que separa esses grupos? Por este critério, o fã de PI, Lysander Spooner, teria de ser transferido para o Grupo 2, enquanto a maioria dos rothbardianos atuais, enquanto inimigos da propriedade intelectual, teriam de ser movidos para o Grupo 1.
Seria, então, a posição a respeito da legitimidade dos juros que separaria esses grupos? Bom, talvez de maneira abstrata; mas ambos os lados tendem a prever uma queda drástica no preço dos empréstimos como resultado da livre competição na indústria de crédito; e ambos negam que essa queda chegaria a zero. Os teóricos do Grupo 1 tendem a chamar esse resíduo de “custo” enquanto os do Grupo 2 simplesmente chamam isso de “juros”. Me parece uma posição muito fraca para uma divisão.
Nenhum dos critérios que já vi utilizarem com frequência parece dividir esses grupos da maneira desejada com base em posições concretas. Suspeito que o que de fato motiva os defensores dessa suposta divisão não seja uma diferença de políticas em específico, mas sim um sentimento geral de que a retórica pró-mercado dos membros do Grupo 2 seja um disfarce para uma racionalização das relações de poder que prevalecem no capitalismo corporativo existente, enquanto a retórica igualmente pró-mercado do Grupo 1 – por mais distorcida que seja nos olhos de quem faz essa dicotomia – não tem tal objetivo. Essa percepção se deve, em minha opinião, ao fato de que pensadores do Grupo 2 são mais propensos do que os do Grupo 1 a cair no que Kevin Carson apelidou de “libertarianismo vulgar”, ou seja, o erro de tratar as defesas do livre mercado como se elas justificassem várias características da não-tão-livre ordem atual.
Agora, é bem verdade que o Grupo 2 é mais susceptível a essa tendência infeliz do que o Grupo 1. Porém:
a) poucos teóricos do Grupo 2 cometem esse erro consistentemente;
b) alguns pensadores do Grupo 2 (Konkin, Rothbard nos anos 60 e Hess – se você o considerar do Grupo 2) sequer cometem esse erro;
c) “vulgarizar” não parece ser erro pior, ou razão menor para chutar alguém do clube anarquista do que, digamos, a misoginia e o antissemitismo de Proudhon; e
d) se confundir livre mercado com corporativismo não é razão o bastante para desqualificar anarquistas anti-mercado (que frequentemente parecem cometer o mesmo erro na direção oposta), por que deveria sê-lo para desqualificar libertários vulgares?
Logo, não vejo motivos para aceitar qualquer dicotomia entre os grupos 1 e 2. Todos são anarquistas pró-mercado – com várias virtudes e várias falhas, mas todos camaradas.
Não vejo nem mesmo motivos para separarmo-nos de coletivistas ou anarco-comunistas, que apesar de suas falhas virtudes e discordâncias também são nossos camaradas.
// Tradução de Gabriel Protasiewicz. Revisado por Vinícius Freire. Artigo Original: http://aaeblog.com/2007/04/01/against-anarchist-apartheid/
Via: Portal Libertarianismo / por Roderick T. Long
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2019.08.10 22:27 O-Pensador Contra a propriedade intelectual!

Por: Kevin Carson
Trecho extraído do “O Punho e ferro por trás da mão invisível“
O privilégio das patentes tem sido usado em larga escala para promover a concentração do capital, erguer barreiras de entrada no mercado e manter o monopólio sobre tecnologias avançadas nas mãos de corporações ocidentais. É até difícil imaginar quão mais descentralizada a economia seria sem ele. O libertário de direita Murray Rothbard considerava as patentes uma violação fundamental dos princípios de livre mercado:
O homem que não comprou uma máquina e que é capaz de fazer a mesma invenção de maneira independente, num livre mercado, terá o direito de usar e vender sua invenção. As patentes evitam que alguém use sua própria invenção, muito embora todas as propriedades envolvidas em sua criação sejam da pessoa e ela não tenha roubado sua invenção, explícita ou implicitamente, do primeiro inventor. As patentes, portanto, são concessões de privilégios monopolistas exclusivos do estado e são invasões dos direitos de propriedade do mercado.
As patentes fazem uma diferença astronômica no preço final. Até o começo dos anos 1970, por exemplo, a Itália não reconhecia patentes de medicamentos. Como resultado, a Roche cobrava um preço do sistema de saúde britânico mais de 40 vezes maior que o cobrado por concorrentes na Itália por componentes patenteados das drogas Librium e Valium.
As patentes suprimem a inovação na mesma medida em que a estimulam. Chakravarthi Raghavan observou que os pesquisadores que de fato trabalham nas invenções devem abrir mão de seus direitos de patente como condição de trabalho, enquanto patentes e programas de segurança industrial evitam o compartilhamento da informação e suprimem a concorrência no melhoramento de invenções patenteadas.
Rothbard, da mesma forma, argumentava que as patentes eliminam “o incentivo concorrencial para maiores pesquisas”, porque inovações incrementais que se baseiam nas patentes de outras pessoas é proibida e porque o detentor delas pode “se descansar sobre os louros de seu sucesso por todo o período da patente”, sem temer a melhoria de sua invenção. E elas impedem o progresso técnico, porque “invenções mecânicas são descobertas das leis da natureza e não criações individuais, portanto invenções similares acontecem a todo momento. A simultaneidade de invenções é um fato histórico comum”.
O regime de propriedade intelectual estabelecido pela Rodada do Uruguai do GATT (sigla em inglês para Acordo Geral de Tarifas e Comércio) vai muito além das tradicionais legislações de patentes na supressão das inovações. Um dos benefícios das leis tradicionais de patentes, ao menos, era que elas requeriam que as patentes fossem publicadas. Por pressão dos Estados Unidos, contudo, “segredos industriais” foram incluídos no acordo. Assim, os governos terão que prestar apoio na supressão de informações que nem mesmo estão formalmente protegidas pelas patentes.
E as patentes não são necessárias como incentivos para inovar. De acordo com Rothbard, as invenções sempre dão vantagens competitivas ao primeiro desenvolvedor de uma ideia. Esse ponto de vista tem suporte no depoimento à Comissão Federal do Comércio dos EUA de F. M. Scherer.
Scherer citava uma pesquisa que abrangia 91 empresas segundo a qual apenas sete delas “davam alto valor à proteção de suas patentes como fator em seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento”. A maior parte delas considerava as patentes como “a menor de suas considerações”. Sua maior motivação em decisões de P&D era “a necessidade de permanecer competitivas, o desejo de produzir de maneira mais eficiente e o desejo de expandir e diversificar suas vendas”. Em outro estudo, Scherer não encontrou qualquer efeito negativo sobre os gastos em P&D resultantes do licenciamento compulsório de patentes. Uma pesquisa com firmas americanas observou que 86% de todas as invenções teriam sido desenvolvidas sem patentes. No caso de automóveis, equipamentos de escritório, produtos de borracha e têxteis, a taxa era de 100%.
A única exceção era no caso dos medicamentos. Sessenta por cento deles teoricamente não teriam sido desenvolvidos. Suspeito de certa dissimulação por parte dos respondentes, porém. Em primeiro lugar, as empresas farmacêuticas recebem uma porção desproporcional de seu financiamento de P&D do governo e muitos de seus produtos mais lucrativos foram desenvolvidos inteiramente às custas do estado. E o próprio Scherer forneceu evidência em contrário. As vantagens de reputação por ser o primeiro a introduzir uma droga no mercado são consideráveis. Por exemplo, no final dos anos 1970, a estrutura da indústria e os padrões de precificação eram muito similares entre drogas com patentes e aquelas sem patentes. A introdução no mercado de uma droga não-patenteada permitia que uma dada empresa mantivesse uma fatia de mercado de 30% e que cobrasse preços mais altos.
A injustiça dos monopólios de patentes é exacerbada pelo financiamento estatal à pesquisa e inovação, que beneficia a indústria privada com lucros monopolísticos advindos de tecnologias que não gastaram um centavo para desenvolver. Em 1999, a extensão dos créditos corporativos para pesquisas e experimentos e as extensões de outras isenções de impostos corporativos eram consideradas as pautas mais urgentes das lideranças no Congresso dos EUA. De acordo com relatório da organização Citizens for Tax Justice (em português, “Cidadãos pela Justiça Tributária”), o deputado Dennis Hastert, quando perguntado qualquer um dos pontos do projeto de lei era essencial, disse: “Acredito que as isenções preferenciais sejam algo em que teremos que trabalhar”. O líder do Comitê Orçamentário do Congresso Bill Archer acrescentou:
“[Até] o final do ano (…) faremos as isenções fiscais em um projeto de lei que não inclua nenhum outro ponto”. Uma extensão de cinco anos sobre a isenção para pesquisas e experimentos (retroativa a 1º de julho de 1999) tinha projeção de custos de US$ 13,1 bi (esse crédito torna os impostos efetivos sobre P&D efetivamente nulos). A Lei Governamental de Política de Patentes de 1980 (em inglês, Government Patent Policy Act of 1980), com suas emendas de 1984 e 1986, permitiu que a indústria privada mantivesse as patentes sobre produtos desenvolvidos com dinheiro estatal — e então cobrasse dez, vinte ou quarenta vezes mais que o custo de produção. Por exemplo, o AZT foi desenvolvido com dinheiro estatal e estava no domínio público desde 1964. Sua patente foi concedida à Burroughs Wellcome Corp.
Como se não fosse o bastante, as companhias farmacêuticas em 1999 fizeram lobby sobre o Congresso para estender determinadas patentes em dois anos através de uma lei especial privada.
As patentes têm sido usadas ao longo do século 20 para “driblar as leis antitruste”, de acordo com David Noble. Elas são “compradas em grandes números para suprimir a concorrência”, o que também resultou “na supressão das próprias invenções”.
As patentes desempenharam um papel fundamental na formação das indústrias de eletrodomésticos, de comunicações e de química. A GE e a Westinghouse se expandiram a ponto de dominar a manufatura elétrica na virada do século 19 para o 20 basicamente através do controle de patentes. Em 1906, reduziram seus litígios com o compartilhamento de suas patentes. A AT&T também se expandiu “essencialmente através de estratégias de monopólio sobre patentes”. A indústria americana de químicos era pouco importante até 1917, quando o Advogado Geral Mitchell Palmer confiscou as patentes alemãs e as distribuiu entre grandes empresas de químicos americanas. A DuPont conseguiu licenças sobre 300 das 735 patentes tomadas.
As patentes estão também sendo utilizadas em escala global para conceder às corporações transnacionais um monopólio permanente sobre as tecnologias produtivas. As cláusulas mais totalitárias da Rodada do Uruguai provavelmente dizem respeito à “propriedade intelectual”. O GATT estendeu tanto o escopo quanto a duração das patentes muito além do que se pretendia originalmente por suas leis.
Na Inglaterra, aspatentes tinham originalmente duração de 14 anos — tempo necessário para treinar dois aprendizes sucessivamente (e, por analogia, o tempo necessário para introduzir o produto no mercado e lucrar a partir de sua originalidade). Por esse parâmetro, dados os períodos mais curtos de treinamento requeridos atualmente e as vidas úteis mais curtas de várias tecnologias, o período de monopólio deveria ser mais curto. No entanto, os Estados Unidos buscam expandi-lo a cinquenta anos.
De acordo com Martin Khor Kok Peng, os EUA são os participantes mais absolutistas da Rodada do Uruguai em relação à “propriedade intelectual”, ao contrário da Comunidade Europeia, e pretendiam estender suas provisões a processos biológicos, para proteção de animais e plantas.
As provisões para biotecnologia são efetivamente uma maneira de aumentar as barreiras ao comércio, forçando os consumidores a subsidiar as corporações transnacionais do agronegócio. Os EUA pretendem aplicar patentes a organismos geneticamente modificados, o que na prática pirateia o trabalho de várias gerações de reprodutores do Terceiro Mundo, isolando os genes benéficos de variedades tradicionais e incorporandoas em novos organismos geneticamente modificados — e talvez forçando a aplicação dos direitos de patente sobre as variedades tradicionais, que foram as fontes de material genético. Por exemplo, a Monsanto já tentou utilizar a presença do DNA das variedades desenvolvidas por elas em uma lavoura como prova prima facie de pirataria — quando é muito mais provável que sua variedade tenha polinizado e contaminado a lavoura do fazendeiro em questão contra a sua vontade. A agência Pinkerton desempenha um grande papel na investigação desses casos — os mesmos sujeitos que estavam ocupados dispersando greves e jogando seus organizadores escada abaixo no século passado. Até mesmo criminosos desse naipe têm que diversificar seus negócios para sobreviver na economia global. O mundo desenvolvido tem feito grandes pressões para proteger as indústrias que dependem ou produzem “tecnologias genéricas” e para restringir a difusão de tecnologias de “uso dual”. O acordo EUA-Japão sobre semicondutores, por exemplo, é um “acordo de comércio controlado, de cartel”.
São assim os acordos de “livre comércio”. A legislação de patentes tradicionalmente exigia que o detentor trabalhasse na invenção em determinado país para receber proteção. A legislação do Reino Unido permitia o licenciamento compulsório após três anos se uma invenção não estava sendo trabalhada parcial ou totalmente e se sua demanda fosse atendida “substancialmente” pela importação; ou quando o mercado exportador não estivesse sendo atendido por conta da recusa do detentor da patente em conceder licenças em termos razoáveis.
A motivação central para o estabelecimento do regime de propriedade intelectual do GATT, entretanto, é proteger permanentemente o monopólio coletivo de patentes para as corporações transnacionais, impedindo o surgimento de concorrentes independentes no Terceiro Mundo. Como afirma Martin Khor Kok Peng, esse sistema “efetivamente impediria a difusão de tecnologias para o Terceiro Mundo e aumentaria tremendamente os royalties monopolísticos das corporações transnacionais, freando ao mesmo tempo o desenvolvimento próprio de tecnologias por esses países”. Apenas um por cento das patentes no mundo são detidas pelo Terceiro Mundo. Das patentes concedidas nos anos 1970 por países do Terceiro Mundo, 84% foram para estrangeiros. Delas, menos de 5% foram de fato usadas na produção. Como vimos, o propósito das patentes não é necessariamente serem utilizadas, mas evitar que outros as utilizem.
Raghavan resumiu perfeitamente os efeitos das patentes sobre o Terceiro Mundo: Dados os gigantescos gastos em P&D e investimentos, além do curto ciclo de vida de alguns desses produtos, algumas nações industriais tentam impedir a emergência da competição pelo controle (…) dos fluxos de tecnologia para outros países. A Rodada do Uruguai está sendo usada para criar monopólios de exportação para os produtos dos países industriais e para bloquear ou refrear o crescimento de concorrentes, particularmente em países que estão se industrializando no Terceiro Mundo. Ao mesmo tempo, as tecnologias de indústrias antigas do norte estão sendo exportadas para o sul de forma que garantam lucros a rentistas.
Os propagandistas das corporações repetidamente denunciam os antiglobalistas como se fossem inimigos do Terceiro Mundo, que buscam utilizar as barreiras comerciais para manter sua riqueza ocidental às custas dos países mais pobres. As medidas mencionadas — barreiras comerciais — que buscam suprimir permanentemente as tecnologias do Terceiro Mundo e manter o sul como uma enorme fonte de trabalhadores baratos mostram como são mentirosas essas preocupações “humanitárias”.
Não se trata de um caso de opiniões divergentes ou de entendimentos sinceramente enganados sobre os fatos. Ignorando falsas sutilezas, o que vemos aqui é uma maquinação puramente maligna — a bota que Orwell mencionava que “pisaria num rosto humano para sempre”. Se qualquer um dos arquitetos desta política realmente acredita que ela exista em prol do bem estar geral, isso só mostra a impressionante capacidade que a ideologia tem de justificar a opressão para o próprio opressor e permitir que ele durma tranquilo durante a noite.
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2019.08.10 22:25 O-Pensador Contra a propriedade intelectual!

Por: Kevin Carson
Trecho extraído do “O Punho e ferro por trás da mão invisível“
O privilégio das patentes tem sido usado em larga escala para promover a concentração do capital, erguer barreiras de entrada no mercado e manter o monopólio sobre tecnologias avançadas nas mãos de corporações ocidentais. É até difícil imaginar quão mais descentralizada a economia seria sem ele. O libertário de direita Murray Rothbard considerava as patentes uma violação fundamental dos princípios de livre mercado:
O homem que não comprou uma máquina e que é capaz de fazer a mesma invenção de maneira independente, num livre mercado, terá o direito de usar e vender sua invenção. As patentes evitam que alguém use sua própria invenção, muito embora todas as propriedades envolvidas em sua criação sejam da pessoa e ela não tenha roubado sua invenção, explícita ou implicitamente, do primeiro inventor. As patentes, portanto, são concessões de privilégios monopolistas exclusivos do estado e são invasões dos direitos de propriedade do mercado.
As patentes fazem uma diferença astronômica no preço final. Até o começo dos anos 1970, por exemplo, a Itália não reconhecia patentes de medicamentos. Como resultado, a Roche cobrava um preço do sistema de saúde britânico mais de 40 vezes maior que o cobrado por concorrentes na Itália por componentes patenteados das drogas Librium e Valium.
As patentes suprimem a inovação na mesma medida em que a estimulam. Chakravarthi Raghavan observou que os pesquisadores que de fato trabalham nas invenções devem abrir mão de seus direitos de patente como condição de trabalho, enquanto patentes e programas de segurança industrial evitam o compartilhamento da informação e suprimem a concorrência no melhoramento de invenções patenteadas.
Rothbard, da mesma forma, argumentava que as patentes eliminam “o incentivo concorrencial para maiores pesquisas”, porque inovações incrementais que se baseiam nas patentes de outras pessoas é proibida e porque o detentor delas pode “se descansar sobre os louros de seu sucesso por todo o período da patente”, sem temer a melhoria de sua invenção. E elas impedem o progresso técnico, porque “invenções mecânicas são descobertas das leis da natureza e não criações individuais, portanto invenções similares acontecem a todo momento. A simultaneidade de invenções é um fato histórico comum”.
O regime de propriedade intelectual estabelecido pela Rodada do Uruguai do GATT (sigla em inglês para Acordo Geral de Tarifas e Comércio) vai muito além das tradicionais legislações de patentes na supressão das inovações. Um dos benefícios das leis tradicionais de patentes, ao menos, era que elas requeriam que as patentes fossem publicadas. Por pressão dos Estados Unidos, contudo, “segredos industriais” foram incluídos no acordo. Assim, os governos terão que prestar apoio na supressão de informações que nem mesmo estão formalmente protegidas pelas patentes.
E as patentes não são necessárias como incentivos para inovar. De acordo com Rothbard, as invenções sempre dão vantagens competitivas ao primeiro desenvolvedor de uma ideia. Esse ponto de vista tem suporte no depoimento à Comissão Federal do Comércio dos EUA de F. M. Scherer.
Scherer citava uma pesquisa que abrangia 91 empresas segundo a qual apenas sete delas “davam alto valor à proteção de suas patentes como fator em seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento”. A maior parte delas considerava as patentes como “a menor de suas considerações”. Sua maior motivação em decisões de P&D era “a necessidade de permanecer competitivas, o desejo de produzir de maneira mais eficiente e o desejo de expandir e diversificar suas vendas”. Em outro estudo, Scherer não encontrou qualquer efeito negativo sobre os gastos em P&D resultantes do licenciamento compulsório de patentes. Uma pesquisa com firmas americanas observou que 86% de todas as invenções teriam sido desenvolvidas sem patentes. No caso de automóveis, equipamentos de escritório, produtos de borracha e têxteis, a taxa era de 100%.
A única exceção era no caso dos medicamentos. Sessenta por cento deles teoricamente não teriam sido desenvolvidos. Suspeito de certa dissimulação por parte dos respondentes, porém. Em primeiro lugar, as empresas farmacêuticas recebem uma porção desproporcional de seu financiamento de P&D do governo e muitos de seus produtos mais lucrativos foram desenvolvidos inteiramente às custas do estado. E o próprio Scherer forneceu evidência em contrário. As vantagens de reputação por ser o primeiro a introduzir uma droga no mercado são consideráveis. Por exemplo, no final dos anos 1970, a estrutura da indústria e os padrões de precificação eram muito similares entre drogas com patentes e aquelas sem patentes. A introdução no mercado de uma droga não-patenteada permitia que uma dada empresa mantivesse uma fatia de mercado de 30% e que cobrasse preços mais altos.
A injustiça dos monopólios de patentes é exacerbada pelo financiamento estatal à pesquisa e inovação, que beneficia a indústria privada com lucros monopolísticos advindos de tecnologias que não gastaram um centavo para desenvolver. Em 1999, a extensão dos créditos corporativos para pesquisas e experimentos e as extensões de outras isenções de impostos corporativos eram consideradas as pautas mais urgentes das lideranças no Congresso dos EUA. De acordo com relatório da organização Citizens for Tax Justice (em português, “Cidadãos pela Justiça Tributária”), o deputado Dennis Hastert, quando perguntado qualquer um dos pontos do projeto de lei era essencial, disse: “Acredito que as isenções preferenciais sejam algo em que teremos que trabalhar”. O líder do Comitê Orçamentário do Congresso Bill Archer acrescentou:
“[Até] o final do ano (…) faremos as isenções fiscais em um projeto de lei que não inclua nenhum outro ponto”. Uma extensão de cinco anos sobre a isenção para pesquisas e experimentos (retroativa a 1º de julho de 1999) tinha projeção de custos de US$ 13,1 bi (esse crédito torna os impostos efetivos sobre P&D efetivamente nulos). A Lei Governamental de Política de Patentes de 1980 (em inglês, Government Patent Policy Act of 1980), com suas emendas de 1984 e 1986, permitiu que a indústria privada mantivesse as patentes sobre produtos desenvolvidos com dinheiro estatal — e então cobrasse dez, vinte ou quarenta vezes mais que o custo de produção. Por exemplo, o AZT foi desenvolvido com dinheiro estatal e estava no domínio público desde 1964. Sua patente foi concedida à Burroughs Wellcome Corp.
Como se não fosse o bastante, as companhias farmacêuticas em 1999 fizeram lobby sobre o Congresso para estender determinadas patentes em dois anos através de uma lei especial privada.
As patentes têm sido usadas ao longo do século 20 para “driblar as leis antitruste”, de acordo com David Noble. Elas são “compradas em grandes números para suprimir a concorrência”, o que também resultou “na supressão das próprias invenções”.
As patentes desempenharam um papel fundamental na formação das indústrias de eletrodomésticos, de comunicações e de química. A GE e a Westinghouse se expandiram a ponto de dominar a manufatura elétrica na virada do século 19 para o 20 basicamente através do controle de patentes. Em 1906, reduziram seus litígios com o compartilhamento de suas patentes. A AT&T também se expandiu “essencialmente através de estratégias de monopólio sobre patentes”. A indústria americana de químicos era pouco importante até 1917, quando o Advogado Geral Mitchell Palmer confiscou as patentes alemãs e as distribuiu entre grandes empresas de químicos americanas. A DuPont conseguiu licenças sobre 300 das 735 patentes tomadas.
As patentes estão também sendo utilizadas em escala global para conceder às corporações transnacionais um monopólio permanente sobre as tecnologias produtivas. As cláusulas mais totalitárias da Rodada do Uruguai provavelmente dizem respeito à “propriedade intelectual”. O GATT estendeu tanto o escopo quanto a duração das patentes muito além do que se pretendia originalmente por suas leis.
Na Inglaterra, aspatentes tinham originalmente duração de 14 anos — tempo necessário para treinar dois aprendizes sucessivamente (e, por analogia, o tempo necessário para introduzir o produto no mercado e lucrar a partir de sua originalidade). Por esse parâmetro, dados os períodos mais curtos de treinamento requeridos atualmente e as vidas úteis mais curtas de várias tecnologias, o período de monopólio deveria ser mais curto. No entanto, os Estados Unidos buscam expandi-lo a cinquenta anos.
De acordo com Martin Khor Kok Peng, os EUA são os participantes mais absolutistas da Rodada do Uruguai em relação à “propriedade intelectual”, ao contrário da Comunidade Europeia, e pretendiam estender suas provisões a processos biológicos, para proteção de animais e plantas.
As provisões para biotecnologia são efetivamente uma maneira de aumentar as barreiras ao comércio, forçando os consumidores a subsidiar as corporações transnacionais do agronegócio. Os EUA pretendem aplicar patentes a organismos geneticamente modificados, o que na prática pirateia o trabalho de várias gerações de reprodutores do Terceiro Mundo, isolando os genes benéficos de variedades tradicionais e incorporandoas em novos organismos geneticamente modificados — e talvez forçando a aplicação dos direitos de patente sobre as variedades tradicionais, que foram as fontes de material genético. Por exemplo, a Monsanto já tentou utilizar a presença do DNA das variedades desenvolvidas por elas em uma lavoura como prova prima facie de pirataria — quando é muito mais provável que sua variedade tenha polinizado e contaminado a lavoura do fazendeiro em questão contra a sua vontade. A agência Pinkerton desempenha um grande papel na investigação desses casos — os mesmos sujeitos que estavam ocupados dispersando greves e jogando seus organizadores escada abaixo no século passado. Até mesmo criminosos desse naipe têm que diversificar seus negócios para sobreviver na economia global. O mundo desenvolvido tem feito grandes pressões para proteger as indústrias que dependem ou produzem “tecnologias genéricas” e para restringir a difusão de tecnologias de “uso dual”. O acordo EUA-Japão sobre semicondutores, por exemplo, é um “acordo de comércio controlado, de cartel”.
São assim os acordos de “livre comércio”. A legislação de patentes tradicionalmente exigia que o detentor trabalhasse na invenção em determinado país para receber proteção. A legislação do Reino Unido permitia o licenciamento compulsório após três anos se uma invenção não estava sendo trabalhada parcial ou totalmente e se sua demanda fosse atendida “substancialmente” pela importação; ou quando o mercado exportador não estivesse sendo atendido por conta da recusa do detentor da patente em conceder licenças em termos razoáveis.
A motivação central para o estabelecimento do regime de propriedade intelectual do GATT, entretanto, é proteger permanentemente o monopólio coletivo de patentes para as corporações transnacionais, impedindo o surgimento de concorrentes independentes no Terceiro Mundo. Como afirma Martin Khor Kok Peng, esse sistema “efetivamente impediria a difusão de tecnologias para o Terceiro Mundo e aumentaria tremendamente os royalties monopolísticos das corporações transnacionais, freando ao mesmo tempo o desenvolvimento próprio de tecnologias por esses países”. Apenas um por cento das patentes no mundo são detidas pelo Terceiro Mundo. Das patentes concedidas nos anos 1970 por países do Terceiro Mundo, 84% foram para estrangeiros. Delas, menos de 5% foram de fato usadas na produção. Como vimos, o propósito das patentes não é necessariamente serem utilizadas, mas evitar que outros as utilizem.
Raghavan resumiu perfeitamente os efeitos das patentes sobre o Terceiro Mundo: Dados os gigantescos gastos em P&D e investimentos, além do curto ciclo de vida de alguns desses produtos, algumas nações industriais tentam impedir a emergência da competição pelo controle (…) dos fluxos de tecnologia para outros países. A Rodada do Uruguai está sendo usada para criar monopólios de exportação para os produtos dos países industriais e para bloquear ou refrear o crescimento de concorrentes, particularmente em países que estão se industrializando no Terceiro Mundo. Ao mesmo tempo, as tecnologias de indústrias antigas do norte estão sendo exportadas para o sul de forma que garantam lucros a rentistas.
Os propagandistas das corporações repetidamente denunciam os antiglobalistas como se fossem inimigos do Terceiro Mundo, que buscam utilizar as barreiras comerciais para manter sua riqueza ocidental às custas dos países mais pobres. As medidas mencionadas — barreiras comerciais — que buscam suprimir permanentemente as tecnologias do Terceiro Mundo e manter o sul como uma enorme fonte de trabalhadores baratos mostram como são mentirosas essas preocupações “humanitárias”.
Não se trata de um caso de opiniões divergentes ou de entendimentos sinceramente enganados sobre os fatos. Ignorando falsas sutilezas, o que vemos aqui é uma maquinação puramente maligna — a bota que Orwell mencionava que “pisaria num rosto humano para sempre”. Se qualquer um dos arquitetos desta política realmente acredita que ela exista em prol do bem estar geral, isso só mostra a impressionante capacidade que a ideologia tem de justificar a opressão para o próprio opressor e permitir que ele durma tranquilo durante a noite.
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